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Menopausa: Um Divisor de Águas na Vida da Mulher
17.09.2020
Dra. Márcia Fonseca
O ciclo menstrual é regido por hormônios hipotalâmicos, hipofisários e ovarianos, podendo sofrer interferência ainda dos hormônios tireoidianos, que têm ação regulatória sobre todos os sistemas. Também as emoções, atuando sobre o córtex cerebral, podem determinar bloqueio central sobre a ovulação e, consequentemente, interferir nos níveis hormonais femininos. A repetição mensal desse processo de maturação dos folículos ovarianos, por estímulo de tais substâncias, ao longo da vida reprodutiva da mulher, gera esgotamento gradual e progressivo do estoque de células viáveis. Em torno da 4ª década de vida, há redução em mais de 80% da reserva do estroma ovariano, isto é, há interrupção dos chamados ciclos ovulatórios, trazendo, como consequência, infertilidade e irregularidades menstruais, por deficit de progesterona e, em fase posterior, por queda da produção de estradiol, surgimento dos fogachos, pele e cabelo secos, perda da elasticidade vaginal, insônia, baixa da libido e alteração de humor. Esses sintomas são variáveis de mulher para mulher, dependendo de fatores genéticos, de hábitos de vida, da presença de comorbidades e do preparo psicológico, diante de tabus em torno do significado da menopausa. Há uma ideia amplamente difundida de que a mulher de 50 anos ou mais (idade em que acontece geralmente a parada da menstruação) perde sua capacidade reprodutiva, feminilidade e sexualidade, de forma irreversível e imponderável. Todo esse quadro gera muita insegurança e sentimento de caos na mulher, muitas vezes reforçados por quem já viveu essa fase e não foi assistida adequadamente pelos profissionais que teriam a responsabilidade de ouvir, de diagnosticar corretamente e de oferecer uma solução individualizada e estratégias eficazes para a mudança do estilo de vida. O mito de que a menopausa é o começo do fim se baseia numa crença fortemente limitante, criada e mantida por uma sociedade machista, que condenou, por muito tempo, a mulher a um comportamento passivo e de total impotência e aceitação dos sintomas e doenças decorrentes da perda hormonal da pós-menopausa. A medicina, através dos métodos diagnósticos, cada vez mais, sensíveis e específicos, permite traçar o estado de deficiência hormonal, a presença de fatores de risco para as doenças inflamatórias não transmissíveis, achados suspeitos de câncer, o que torna muito seguro o tratamento hormonal, desde que haja um acompanhamento regular da paciente. Os tratamentos consistem em reposição de hormônios isomoleculares, com doses individualizadas, de acordo com a necessidade de cada paciente, por via transdérmica ou através de implantes subcutâneos, evitando, assim, a primeira passagem hepática. Nas pacientes que têm contraindicação absoluta ao uso de hormônios, há o recurso da medicina ortomolecular e ainda o laser íntimo, que melhora o trofismo local, devolvendo a elasticidade e a lubrificação vaginais e aumentando o tônus dos músculos do assoalho pélvico, contribuindo para a vida sexual plena e correção da incontinência urinária leve. Na verdade, a mulher atual de 50 anos ou mais desenvolveu uma nova visão da menopausa: a que poder fazer o melhor por si, por ter maior disponibilidade de tempo, por estar mais madura e consciente de suas potencialidades e do seu desejo de atingir saúde e performance máximas. Pode-se dizer que a menopausa é, a princípio, uma crise que gera a oportunidade para um upgrade, para uma vida plena, para o 2º ato deste grande espetáculo da vida. Viva a sua menopausa com alegria, informe-se, empodere-se!
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Tratamento Escoliose
29.09.2020
Dr. José Ramalho Neto
ESCOLIOSE A escoliose caracteriza-se pelo desvio lateral da coluna, formando uma curvatura anormal que pode afetar tanto a região lombar, torácica ou cervical. Este tipo de desalinhamento afeta cerca de 3% da população mundial, que pode apresentar a alteração em diferentes graus e tipos, e resulta em transtornos tanto de ordem estética como funcional — causando dores e até mesmo comprometendo a função pulmonar. Embora muitas pessoas acreditem que o problema é resultante de maus hábitos posturais, isso não é necessariamente verdade: em geral, é o desvio característico da escoliose que resulta na má postura do paciente. Isso acontece porque o desvio na coluna provoca alterações no corpo como um todo, e casos mais graves, podem limitar a mobilidade do indivíduo e reduzir o espaço do tórax em que estão os órgãos do sistema respiratório e cardíaco. Tipos de escoliose A escoliose é uma deformidade que pode ter diferentes características, origens e prognósticos, evoluindo de maneiras variadas de acordo com seu tipo e região vertebral afetada. A gravidade da alteração pode ser determinada a partir do grau da curvatura apresentada pela coluna, o que também ajudará na definição do tipo de tratamento necessário para garantir qualidade de vida ao paciente. Levando em consideração o grau de curvatura, a escoliose pode ser classificada entre 5 níveis diferentes. São eles: Até 10 graus: curva fisiológica, geralmente sem necessidade de tratamento; Entre 10 a 20 graus: curva leve, já demandando a necessidade de acompanhamento especializado; De 20 a 40 graus: curva moderada; Mais de 40 a 45 graus: curva moderada a grave. No que diz respeito às causas da escoliose, a alteração pode ser classificada de acordo com a origem de sua formação. Neste caso, ela pode ser dividida entre: Escoliose congênita: responsável por cerca de 10% dos casos este tipo de escoliose está presente desde o nascimento, e é resultante da ocorrência de má formação ou divisão das vértebras; Escoliose neuromuscular: é causada a partir de sequelas de doenças neurológicas ou musculares; Escoliose idiopática: não possui causas conhecidas e apresenta características e níveis de evolução variados, sendo o tipo mais frequente de escoliose; Escoliose de início precoce: caracteriza-se pelo aparecimento da curvatura em idade precoce, antes dos 10 anos; Escoliose degenerativa do adulto: é causada pela degeneração de discos da coluna vertebral e de suas articulações, sendo resultante do avanço da idade. Qual a causa da escoliose? Como foi explicado, a escoliose pode ter diferentes causas e características. A maioria dos casos, porém, é considerada de causas desconhecidas (idiopática), embora fatores genéticos possam influenciar no desenvolvimento da doença. Outras causas da alteração estão relacionadas a doenças como paralisia cerebral e poliomielite, além de má formação congênita e trauma. Postura inadequada, sedentarismo, obesidade e prática inadequada de exercícios físicos são alguns hábitos que podem favorecer o desenvolvimento da escoliose, embora não sejam fatores decisivos para o aparecimento da curvatura. Com o aumento da expectativa de vida mundial, a tendência é que deformações de ordem degenerativa se tornem mais frequentes. Diagnóstico: como saber se uma pessoa tem escoliose? Os principais sinais clínicos da escoliose são visuais, e a curvatura pode ser observada por meio de assimetrias na cintura, diferença de altura dos ombros e arco costal proeminente. Em geral, os primeiros responsáveis por auxiliar no diagnóstico da alteração são os pais ou o próprio paciente, que identificam as assimetrias citadas ou percebem que a coluna parece desviar para um dos lados. A dor não é considerada um sintoma comum da escoliose, e geralmente se manifesta em casos específicos de adultos que deixaram a deformação progredir com o tempo. Outros sinais clínicos que podem ser observados em quadros de curvatura da coluna e que acendem um alerta para o diagnóstico são: Mamilos em alturas diferentes; Caixa torácica que parece ser maior de um lado, em comparação ao outro; Pernas aparentando ter tamanhos diferentes uma da outra; Escápula pronunciada em apenas um dos lados do corpo; Costelas em alturas diferentes; Desconforto muscular. Por mais que os sinais visuais apontem para a possibilidade da alteração, o diagnóstico oficial da escoliose deve ser feito por um médico ortopedista especializado em coluna, que faz um exame clínico minucioso e solicita exames de imagem para confirmar a presença do desvio. Em geral, os exames mais solicitados são a radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. A realização da radiografia é essencial mesmo para casos em que é possível perceber a curvatura visualmente, uma vez que possibilita a visualização das reais condições da coluna e grau de inclinação. Este tipo de exame também permite que o especialista identifique lesões que afetam os discos e articulações, bem como visualize possíveis luxações na região. Como é o tratamento da escoliose? O tratamento da escoliose é sempre individualizado, e depende diretamente de fatores como a causa do problema, o grau da curvatura, a velocidade com que a deformidade está evoluindo, a idade do paciente e os desconfortos sentidos por ele. A prioridade é sempre oferecer o melhor para o paciente e atender às suas necessidades, respeitando seu corpo e suas características. Um tratamento conservador é a primeira opção, e tem o objetivo de impedir que o transtorno continue sua evolução, além de aliviar os sintomas e recuperar as funções da coluna. As principais abordagens conservadoras consistem no uso de coletes que ajudam na manutenção da postura, além de fisioterapia e Reeducação Postural Globalizada (RPG), fortalecimento muscular e utilização de órteses ortopédicas. Essas metodologias podem incluir, ainda, o uso de medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares para alívio da dor. A cirurgia para estabilização da coluna é recomendada para pacientes adultos e em casos muito específicos, em que a intervenção é realmente a melhor opção para as necessidades, características e qualidade de vida do paciente. O método de tratamento mais adequado deve ser definido pelo especialista em coluna com o paciente, sempre respeitando as particularidades do indivíduo. Independentemente da abordagem adotada, o acompanhamento profissional é fundamental para evitar complicações como danos na medula, dificuldades respiratórias e problemas relacionados à autoestima. Para saber mais sobre escoliose, entender as opções de tratamento e tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto, entre em contato e agende uma consulta com ortopedista especialista em coluna Dr José Ramalho Neto - Neurocirurgião CRM/PB 7703 / RQE 6058
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Banco de Colágeno: você já ouviu falar?
13.02.2023
Dra. Monique de Oliveira Valdek
Com a produção reduzida, algumas imperfeições ficam mais evidentes, como a flacidez e as rugas. Por esse motivo, cada vez mais os tratamentos estéticos preventivos estão sendo requisitados. Em busca de alternativas que ajudem a preservar a beleza e a saúde, muitas pessoas estão buscando o prejuvenation (prevenção e rejuvenescimento).Entre as opções para estímulo de colágeno, há os bioestimuladores de colágeno. No Brasil, existem três principais produtos. O Sculptra (ácido poli-l-lactico, que é um potente estimulador de colágeno aplicado por meio de cânulas e necessita de, em média, três aplicações com intervalo de 60 dias entre elas; o Radiesse (hidroxiapatita de Cálcio) e o Ellansé (associação da Caprolactona e Carboximetilcelulose), que funciona como preenchedor e biostimulador ao mesmo tempo, e possui duração variável de um a quatro anos, dependendo da necessidade de cada paciente. A associação desses biostimuladores aos ultrassons microfocados aumenta em sete vezes o estímulo de colágeno. Entre esses ultrassons de lifting de última geração, podemos citar o Ultraformer III, um ultrassom macro e microfocado que potencializa a produção de colágeno tratando o déficit e criando um “banco” como forma preventiva de armazenamento de colágeno.Não invasivo, o Ultraformer III aquece a pele e os músculos, promovendo pontos de coagulação no local aplicado e uma posterior cicatrização, causando o efeito lifting.A associação dessas duas técnicas traz muitos benefícios, como a melhora da espessura da pele, linhas finas e cicatrizes de acne. Além disso, é usado para remodelação corporal com sua tecnologia macrofocada, que consegue destruir seletivamente as células de gordura.Ambos os procedimentos podem ser realizados em áreas corporais como braços, ao redor do umbigo e parte interna das coxas.O tratamento dura, em média, entre 20 minutos a uma hora, dependendo da área a ser tratada. Os efeitos aparecem a partir de 30 dias e a melhora é progressiva. O processo pós tratamento é tranquilo, com o aparecimento de edema leve, pequenos hematomas e dor leve em alguns pacientes. O grande diferencial do equipamento está em conseguir resultados para a flacidez sem a necessidade de procedimentos invasivos. Os cuidados com a pele são essenciais, pois, além de manter uma boa autoestima, a pele é um órgão importante e que merece cuidados em prol da saúde.
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O que esperar da inteligência artificial para os cuidados do paciente com câncer
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
Nos últimos anos, os termos inteligência artificial e aprendizado de máquina (machine learning) têm sido comuns nos noticiários e, especialmente, entre os diversos avanços importantes da medicina. Tais conceitos ainda são motivos de muita confusão entre o público e também, entre os pacientes, embora, esteja claro que estamos testemunhando uma nova era. Na oncologia, especialidade que trata pacientes com câncer, a maior dúvida é como a inteligência artificial pode impactar na melhora dos resultados e qualidade de vida dos pacientes. Atualmente, as maiores aplicações para o emprego de inteligência artificial ainda estão no campo do diagnóstico do câncer. Alguns programas de computador permitem analisar exames de imagem, entre eles, radiografias, mamografias e tomografias; bem como, materiais resultantes de biópsias. Nessa perspectiva, pesquisadores têm treinado os computadores para distinguir diferentes padrões de imagem e com isso diagnosticar o câncer de forma bastante apurada. Isso, entretanto, não descarta o papel dos médicos patologistas ou radiologistas, mas, sim, reduz o seu excesso de trabalho. O que os estudos têm apontado é que o emprego da inteligência artificial tem permitido uma redução importante dos intervalos para confirmar os diagnósticos, assim como, acesso rápido e prático a esses resultados em lugares onde o acesso ao médico é mais difícil. Imagens e resultados de biópsias não são as únicas áreas nas quais a inteligência artificial tem sido estudada e aplicada. Qualquer tipo de informação pode ser traduzida em padrões computacionais específicos, prevendo resultados cruciais para o paciente com câncer. De fato, novos programas de inteligência artificial têm sido usados para a integração de diversos dados clínicos, patológicos e moleculares do paciente, buscando encontrar melhores e personalizadas alternativas de tratamento. No Brasil, já estão disponíveis, ainda de forma incipiente e boa parte experimental, programas capazes de interpretar os resultados de exames dos pacientes, como também, os dados clínicos (sintomas e sinais ao exame físico) e com isso definir quais são os melhores caminhos em termos de tratamento. Se isto significa melhores resultados, o tempo e os novos estudos ainda precisam responder. Ainda existem múltiplas barreiras para o emprego de inteligência artificial para as pessoas portadoras de câncer. A complexidade da doença impede que uma única escolha de conduta seja capaz de se aplicar a todos eles com as mesmas características. Será, portanto, necessário enriquecer o conhecimento das máquinas, sua capacidade de cálculo e interpretação para que possamos obter melhores desfechos para os pacientes. Adicionalmente, o custo dessas tecnologias ainda é impeditivo para boa parte do planeta, mas os especialistas apontam que, de forma similar à outras tecnologias esses valores só são altos no início e costumam decair com o tempo. Por fim, o papel da inteligência artificial na oncologia ainda não está completamente esclarecido, embora todos aqueles que fazem o cuidado do paciente com câncer estão otimistas e acreditam que com o acesso à essa tecnologia, provavelmente, permitirá que tenhamos mais tempo para interagir e se aproximar deles. A nossa capacidade de comunicação será a chave para permitir que o paciente consiga interpretar os diferentes papeis que a máquina e o ser humano terão no seu cuidado.
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Glioblastoma Multiforme
01.04.2024
Dr. Eduardo Guedes
O Glioblastoma Multiforme O Glioblastoma Multiforme (GBM) é o tipo mais comum e agressivo de tumor cerebral maligno que se desenvolve a partir das células gliais do cérebro. Ele é caracterizado por múltiplos focos de tumor no cérebro e crescer rapidamente, infiltrando os tecidos circundantes. A causa exata do GBM é desconhecida, mas acredita-se que seja causada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Geralmente, afeta adultos entre 45 e 70 anos, sendo mais comum em homens do que em mulheres. As consequências do glioblastoma multiforme podem causar danos significativos e comprometer funções vitais dependendo da localização do tumor no cérebro. Sintomas de GBM Dores de cabeça Náuseas e vômitos Convulsões Fraqueza ou dormência em um lado do corpo Problemas de fala ou linguagem Problemas de visão Mudanças na personalidade ou comportamento Diagnóstico de GBM O diagnóstico de GBM geralmente é feito com base em uma combinação de histórico médico, exame físico, exames de imagem e testes de laboratório. Os exames de imagem que podem ser usados ??para diagnosticar GBM incluem tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (MRI) e tomografia por emissão de pósitrons (PET). Os testes de laboratório que podem ser usados ??para diagnosticar GBM incluem um exame de sangue e um exame de líquido cefalorraquidiano (LCR). Tratamento de GBM O tratamento primário geralmente envolve uma combinação de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A cirurgia é realizada para remover o máximo possível do tumor, com o objetivo de aliviar os sintomas e reduzir a pressão sobre o cérebro. No entanto, devido à natureza infiltrativa do glioblastoma multiforme, é difícil remover todo o tumor sem causar danos ao tecido cerebral circundante. Portanto, muitas vezes não é possível uma remoção completa. Após a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia são usadas para tentar controlar o crescimento residual do tumor e prolongar a sobrevida. No entanto, mesmo com tratamento agressivo, as taxas de sobrevivência para glioblastoma multiforme ainda são baixas, e a doença geralmente tem uma progressão rápida e fatal. Pesquisa sobre GBM A pesquisa sobre GBM está em andamento para desenvolver novos tratamentos e melhorar o prognóstico para pessoas com essa doença. Algumas áreas promissoras de pesquisa incluem terapia direcionada, imunoterapia e terapia com células-tronco.
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Medicina Funcional Integrativa
22.06.2021
Dra Ana Lucia Ramalho Barreto
Na busca por uma abordagem mais abrangente e personalizada para a saúde, a medicina funcional integrativa emerge como uma alternativa promissora, combinando o melhor da medicina convencional com terapias complementares e uma visão holística do bem-estar humano. Entendendo a Medicina Funcional Integrativa Ao contrário da medicina convencional, que muitas vezes se concentra apenas na supressão dos sintomas, a medicina funcional integrativa procura identificar e tratar as causas subjacentes das doenças. Ela reconhece a complexidade do corpo humano e a interconexão entre diferentes sistemas biológicos, bem como fatores ambientais, emocionais e sociais que influenciam a saúde. Princípios Fundamentais A medicina funcional integrativa baseia-se em alguns princípios fundamentais: Abordagem Personalizada: Cada indivíduo é único, e o tratamento deve ser adaptado às necessidades específicas de cada paciente. Visão Holística: Considera o corpo humano como um todo integrado, levando em conta a interação entre corpo, mente e espírito. Medicina Baseada em Evidências: Utiliza evidências científicas atualizadas para orientar as decisões de tratamento. Prevenção e Bem-Estar: Prioriza a prevenção de doenças e a promoção do bem-estar, em vez de simplesmente tratar os sintomas após sua manifestação. Práticas e Abordagens Comuns A medicina funcional integrativa incorpora uma variedade de práticas e abordagens terapêuticas, incluindo: Nutrição Funcional: Otimização da nutrição para promover a saúde e prevenir doenças, com ênfase na individualidade bioquímica de cada paciente. Suplementação: Uso de suplementos alimentares para corrigir deficiências nutricionais e apoiar funções corporais específicas. Estilo de Vida Saudável: Incentiva mudanças no estilo de vida, como exercício físico regular, gestão do estresse e sono adequado, como componentes essenciais para a saúde e o bem-estar. Medicina Fitoterápica e Medicina Tradicional: Incorpora o uso de ervas medicinais e práticas terapêuticas tradicionais de várias culturas para complementar o tratamento convencional. Integração de Terapias Complementares: Pode incluir acupuntura, quiropraxia, medicina mente-corpo (como meditação e yoga) e outras terapias complementares para promover o equilíbrio e a cura. O Papel do Médico na Medicina Funcional Integrativa Na medicina funcional integrativa, o médico atua como um parceiro no processo de cura, trabalhando em colaboração com o paciente para identificar e abordar as causas subjacentes das doenças. Em vez de prescrever tratamentos padronizados, o médico personaliza o plano de tratamento com base nas necessidades e preferências individuais do paciente, incentivando a responsabilidade pessoal pela saúde. Conclusão A medicina funcional integrativa oferece uma abordagem inovadora e abrangente para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Ao reconhecer a complexidade do corpo humano e a interconexão entre diferentes aspectos da saúde, essa abordagem orientada para o paciente coloca o bem-estar holístico no centro do cuidado médico, capacitando os indivíduos a alcançar seu máximo potencial de saúde e vitalidade. Dra Ana Lucia Ramalho Barreto CRM/PB 6087
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O que você precisa saber sobre o DIU
09.04.2024
Dra. Greice Kelly Araújo de Sá
A implantação do DIU (Dispositivo Intrauterino) é um procedimento ginecológico simples e rápido, utilizado como método contraceptivo de longo prazo. Seu tempo de atuação varia de 3 a 10 anos, a depender do tipo de DIU. O hormonal (geralmente contendo levonorgestrel) dura entre 3 e 5 anos e o DIU de cobre, 10 anos. Ambos os tipos impedem a gravidez de diversas formas, através dos seguintes mecanismos: - Espessando o muco cervical: dificultando a passagem dos espermatozoides para o útero. - Alterando o revestimento do útero: impedindo a implantação de um óvulo fecundado. - Reduzindo a mobilidade dos espermatozoides: dificultando que eles encontrem o óvulo. Por que escolher o DIU? - Alta eficácia: Um dos métodos contraceptivos mais eficazes, com taxas de falha muito baixas, de 0,2% para o hormonal e 0,8% para o de cobre. - Longa duração: A maioria dos DIUs pode durar de 3 a 10 anos, dependendo do tipo. - Reversível: A fertilidade retorna rapidamente após a remoção do DIU, sua retirada ocorre no próprio consultório - Baixo custo: imagine a economia de parar de comprar anticoncepcional por 10 anos. - Discreto: Uma vez inserido, o DIU não é percebido. - Seguro: É seguro para a maioria das mulheres, mas é importante consultar um médico para verificar se você é uma boa candidata. - Manutenção: Não é necessário fazer manutenções frequentes, mas recomenda-se uma consulta médica de revisão após a colocação é a cada ano. - Fertilidade: A fertilidade é restabelecida rapidamente após a remoção do DIU. Como funciona a implantação do DIU: 1. Avaliação médica: Antes da implantação, é essencial que a paciente passe por uma consulta com o ginecologista para avaliar sua saúde geral, verificar se há contraindicações e escolher o tipo de DIU mais adequado. Deve-se levar um teste de gravidez e o último laudo de colpocitologia oncótica e ultrassonografia transvaginal. 2. Preparo: O procedimento pode ser realizado em consultório, sem necessidade de anestesia geral, mas algumas pacientes podem optar por sedação, em ambiente hospitalar. A colocação pode ser feita em qualquer período do ciclo menstrual. Não precisa estar menstruada. 3. Procedimento: - A paciente é posicionada em uma mesa ginecológica. - O ginecologista introduz um espéculo vaginal para visualizar o colo do útero. - O colo do útero é higienizado e o DIU é inserido através de um aplicador, passando pelo colo até chegar ao útero. - Após a inserção, o médico ajusta o tamanho do fio do DIU, que fica 0,5 cm para fora do colo do útero, permitindo sua futura remoção. 4. Duração: O procedimento geralmente leva entre 10 a 15 minutos. 5. Recuperação: Após a colocação, é comum sentir cólicas leves. O ginecologista pode recomendar o uso de analgésicos. A maioria das mulheres pode retomar suas atividades normais logo após a implantação, mas deve evitar relações sexuais ou uso de absorventes internos por alguns dias, conforme orientação médica. Possíveis efeitos colaterais: - Cólica e desconforto: Especialmente nos primeiros dias após a inserção. - Alterações no ciclo menstrual: O DIU hormonal pode reduzir o fluxo menstrual ou até suspender a menstruação, enquanto o DIU de cobre pode aumentar o fluxo e a intensidade das cólicas nos primeiros meses, porém esse efeito costuma ser temporário. - Expulsão: Em raros casos, o DIU pode ser expulso pelo corpo. - Aumento da acne: em alguns casos, especialmente com DIUs hormonais. Quem não pode usar o DIU? Existem algumas situações em que o DIU não é recomendado, como: - Deformidades uterinas: como o útero Didelfo. - Câncer do colo do útero: o DIU não deve ser inserido em mulheres com câncer do colo do útero. - Doenças inflamatórias pélvicas: o DIU pode aumentar o risco de complicações em mulheres com essas doenças. - Gravidez: o DIU não deve ser inserido em mulheres grávidas. A escolha de colocar o DIU deve sempre ser discutida com um ginecologista para verificar se é a melhor opção contraceptiva para você, considerando seu estado de saúde, estilo de vida e necessidades contraceptivas.
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Dermatite Atópica
27.06.2024
Dra. Mayara Madruga
A Dermatite Atópica é uma doença cutânea, inflamatória crônica, de caráter genético que pode ter alguns alimentos como fatores desencadeantes ou agravantes. Esta relação é mais prevalente nas crianças pequenas e nos quadros mais graves. Os sintomas da da são coceira intensa e que piora à noite, pele muito ressecada, placas vermelhas na pele e infecções de pele. Em bebês, as lesões predominam no rosto, pescoço e couro cabeludo. Em crianças maiores, adolescentes e adultos, a dermatite atópica atinge as dobras dos braços e pernas, rosto e pescoço. A coceira persistente compromete a qualidade de vida e provoca mudanças do comportamento, alterações do humor, isolamento e alterações do sono. No tratamento da dermatite atópica – a hidratação é a base do tratamento: o banho pode ser com água morna. Em seguida ao banho, ainda com a pele úmida, passe o creme hidratante receitado pelo médico; Sempre use sabonetes líquidos e neutros, já que os em barra — em sua maioria — não atingem o PH ideal que a pele precisa; não use bucha ou esponja. Além da hidratação da pele, estão recomendados os corticosteroides tópicos. Nos casos mais graves, imunossupressores e antibióticos (quando houver infecção na pele), de acordo com a avaliação médica.
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