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Ter câncer e a importância da segunda opinião médica
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
O diagnóstico de um câncer modifica a vida do paciente e de sua família. Será necessário lidar não apenas com o susto das primeiras informações, mas, especialmente, tomar decisões sobre seus cuidados que podem impactar diretamente os resultados do tratamento. Um passo fundamental é a escolha do profissional que irá acompanhá- lo durante toda a trajetória: o oncologista. O diagnóstico de um câncer modifica a vida do paciente e de sua família. Será necessário lidar não apenas com o susto das primeiras informações, mas, especialmente, tomar decisões sobre seus cuidados que podem impactar diretamente os resultados do tratamento. Um passo fundamental é a escolha do profissional que irá acompanhá- lo durante toda a trajetória: o oncologista. Na oncologia, é extremamente frequente que o paciente procure diferentes opiniões médicas antes de adotar uma conduta. Essa atitude é sempre recomendável e não fere a relação médico-paciente. Pelo contrário, dá ao paciente e ao especialista escolhido a segurança de que estão tomando as decisões mais acertadas, levando em conta aspectos clínicos, sociais, financeiros e psicológicos. Existem diversas razões pelas quais os pacientes procuram outros profissionais antes de iniciar um tratamento: o paciente tem dúvidas sobre o diagnóstico, deseja conhecer outras opções de tratamento, o convênio médico exige uma segunda opinião, o tratamento escolhido não está levando aos efeitos esperados. É sempre importante lembrar que como medicina não é ciência exata, frequentemente haverão alternativas e opiniões diversas para o mesmo caso. Na oncologia, essas diferentes opiniões raramente são excludentes; mais comumente, elas podem se somar em benefício do paciente. O código de ética médica expressa que a segunda opinião é direito do paciente. Segundo o Art.39, é vedado ao médico opor-se à realização da segunda opinião solicitada pelo paciente ou por seu representante legal. Assim, o bom profissional e, em especial na oncologia, deve aprovar essa conduta de forma a enriquecer as opções de tratamento para o paciente, visando sempre sua cura. É de boa postura ética que o médico que efetue a segunda opinião reconduza o paciente ao primeiro médico, emitindo um relatório ou parecer com seus pontos de vista. Em muitos casos, o paciente reconstrói sua escolha e termina por optar pelo auxílio do novo profissional, considerando aspectos como opções de tratamento ofertadas, gentileza no cuidado, habilidades de comunicação e proximidade de sua residência. Ao paciente, é fundamental reiterar que as segundas, terceiras ou inúmeras opiniões devem ser sempre obtidas de profissionais reconhecidamente capacitados, atuantes, experientes e que possam somar benefícios palpáveis. O paciente deve sempre suspeitar de condutas mirabolantes, promessas incomuns, alternativas fáceis ou abordagens que envolvam custos exacerbados. Nesses casos, a prudência deve imperar e o paciente deve discutir abertamente seus questionamentos e anseios com o especialista escolhido.
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Septoplastia
09.04.2024
Dr. Emanuel Veras
Septoplastia O septo nasal é uma estrutura composta por cartilagem e por osso a qual separa as duas fossas nasais. Quando essa estrutura não se encontra centralizada, as fossas nasais ficam estreitas e apresentam resistência à passagem do ar. O septo pode desviar para um ou para os dois lados do nariz, assumindo, inclusive, um formato similar a um S. A principal causa de desvio do septo é o trauma nasal, incluindo os pequenos traumas ocorridos durante a infância, os quais, muitas vezes, nem são percebidos. Pacientes que têm desvio de septo costumam ter alguns sintomas, sendo os mais comuns: dificuldades, para respirar, dor de cabeça, dor no rosto, em especial, próximo ao nariz, sangramento nasal recorrente, ronco, apneia do sono, cansaço fora do comum, dificuldade em sentir cheiro e sabor e nariz entupido de forma constante. A principal complicação gerada pelo desvio de septo nasal é a dificuldade de respirar pelo nariz, porém a congestão nasal não é um sintoma exclusivo do desvio de septo, é por isso que outras doenças podem ser confundidas com essa condição, como rinite e sinusite, por exemplo. Entretanto, cada uma dessas doenças tem um tratamento específico. Enquanto as rinites são tratadas clinicamente, o desvio de septo pode requerer cirurgia: a septoplastia. A septoplastia é o procedimento realizado, para corrigir o desvio de septo nasal. Segundo a Associação Americana de Otorrinolaringologia, 80% da população apresenta algum grau de desvio de septo. A cirurgia geralmente é realizada com anestesia geral, e os pacientes ficam internados por um dia, dependendo da evolução pós-operatória. A região abordada é extremamente complexa, com artérias e com veias que irrigam as fossas nasais e os seios paranasais. Além disso, situa-se bem próxima às órbitas e às meninges e possui muitas variações anatômicas. Trata-se de uma cirurgia exploradora, ou seja, é impossível prever exatamente quais alterações serão encontradas, portanto, muitas decisões podem e devem ser tomadas durante a cirurgia. Os pacientes podem ou não necessitar de tampão nasal no pós-operatório. Caso o paciente apresente obstrução nasal, deve procurar o seu otorrinolaringologista para avaliação e possíveis tratamentos. Dr. Emanuel Veras CRM/PB 13022 Otorrinolaringologia
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Invisalign: A Revolução Digital na Ortodontia e a Previsibilidade do Tratamento
09.04.2024
Dra. Janaynna Fernandes
A busca por um sorriso perfeito e alinhado sempre foi um desejo comum, mas os aparelhos ortodônticos tradicionais, com seus bráquetes e fios metálicos, muitas vezes representavam um obstáculo estético e desconfortável. Com o avanço da tecnologia, o Invisalign surgiu como uma alternativa inovadora e discreta para corrigir o alinhamento dos dentes. Invisalign: a alternativa invisível e confortável O Invisalign consiste em uma série de alinhadores transparentes e removíveis, feitos sob medida para cada paciente. Esses alinhadores são praticamente invisíveis e proporcionam maior conforto em comparação aos aparelhos convencionais. Além disso, a possibilidade de removê-los para comer e higienizar os dentes torna o tratamento mais prático e higiênico. Planejamento ortodôntico digital: a chave para a previsibilidade Um dos grandes diferenciais do Invisalign é o planejamento ortodôntico digital. Através de softwares avançados, o ortodontista realiza um escaneamento 3D da boca do paciente, criando um modelo virtual dos dentes. Com base nesse modelo, é possível simular o movimento dos dentes ao longo do tratamento e visualizar o resultado final antes mesmo de iniciar o uso dos alinhadores. Essa tecnologia permite um planejamento mais preciso e personalizado, levando em consideração as características individuais de cada paciente. O ortodontista pode ajustar o tratamento de acordo com as necessidades específicas, otimizando os resultados e reduzindo o tempo de tratamento. Previsibilidade do tratamento: a segurança de um sorriso planejado O planejamento ortodôntico digital do Invisalign oferece um alto grau de previsibilidade do tratamento. O paciente pode visualizar o resultado final antes mesmo de iniciar o uso dos alinhadores, o que aumenta a confiança e a segurança no tratamento. Além disso, o ortodontista pode acompanhar a evolução do tratamento de forma virtual, garantindo que os dentes estejam se movendo conforme o planejado. Benefícios do Invisalign e do planejamento ortodôntico digital: Estética: Alinhadores praticamente invisíveis. Conforto: Ausência de bráquetes e fios metálicos. Removível: Facilita a alimentação e a higiene bucal. Planejamento preciso: Visualização do resultado final antes do início do tratamento. Previsibilidade: Acompanhamento virtual da evolução do tratamento. Personalização: Tratamento ajustado às necessidades individuais de cada paciente. Conclusão O Invisalign, aliado ao planejamento ortodôntico digital, revolucionou a ortodontia, proporcionando um tratamento mais estético, confortável e previsível. A possibilidade de visualizar o resultado final antes mesmo de iniciar o tratamento e o acompanhamento virtual da evolução do sorriso são fatores que aumentam a confiança e a satisfação dos pacientes. Se você busca um sorriso perfeito e alinhado, o Invisalign pode ser a solução ideal para você.
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Quando a artroplastia de quadril é indicada?
04.03.2024
Dr. Carlos Rava
Quando a artroplastia de quadril é indicada? A decisão de fazer uma artroplastia de quadril deve ser tomada pelo paciente em conjunto com a família, o médico da assistência primária e o cirurgião ortopédico. A primeira etapa desse processo de decisão é tipicamente o encaminhamento, pelo médico generalista, a um cirurgião ortopédico para uma avaliação inicial. Candidatos para a cirurgia Não há restrições absolutas de idade ou peso para as artroplastias totais de quadril. As recomendações para a cirurgia baseiam-se nas dores e nas limitações de movimento do paciente, não na idade. A maioria dos pacientes submetidos à artroplastia total de quadril tem entre 50 e 80 anos de idade, mas os cirurgiões ortopédicos avaliam cada paciente individualmente. Artroplastias totais de quadril têm sido realizadas com sucesso em todas as idades, de jovens adolescentes com artrite juvenil a pacientes idosos com artrite degenerativa. Quando a cirurgia é recomendada? Há vários motivos pelos quais o médico pode recomendar a artroplastia de quadril. As pessoas que se beneficiam com a artroplastia de quadril normalmente apresentam: dor no quadril que limita as atividades do dia a dia, como caminhar ou se curvar; dor no quadril mesmo durante repouso, de dia ou de noite; rigidez no quadril que limita a capacidade de se movimentar ou levantar a perna; alívio insuficiente da dor com o uso de anti-inflamatórios, fisioterapia ou aparelhos que auxiliam a caminhar. Avaliação ortopédica A avaliação realizada pelo cirurgião ortopédico é composta por várias etapas. Histórico médico. O cirurgião ortopédico reunirá informações gerais sobre a saúde e fará perguntas sobre a intensidade das dores no quadril e o quanto elas afetam a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Exame físico. Avaliará a mobilidade, a força e o alinhamento do quadril. Radiografias. As imagens obtidas com esta técnica ajudam a avaliar a extensão dos danos ou deformidades no quadril. Outros exames. Eventualmente, outros exames, como ressonância nuclear magnética (RNM), podem ser necessários para determinar as condições do osso e dos tecidos moles do quadril.
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Meu filho não tem cava no pé?
11.07.2022
Dr. Felipe Tavares Sena
Uma das grandes queixas nos consultórios de Ortopedia é de mães que trazem seus filhos para avaliar a pisada, pois percebem que a “cava do pé” não apareceu ainda. Os pais realmente têm razão. Quando as crianças estão aprendendo a se equilibrar e a dar os seus primeiros passos – por volta de 1 ano de idade, o arco longitudinal medial ainda não se formou, e não se consegue perceber o aparecimento da tão falada cava do pé. Entretanto, algumas crianças, que não têm cava, desenvolverão pés planos, e, assim, permanecerão na adolescência e idade adulta. Terão altas chances de fazerem um pé plano doloroso, de tratamento muito difícil. É preciso agir cedo, justamente entre 1 e 2 anos, no sentido de orientar e dar início ao tratamento e à prevenção. Um simples exame clínico, feito com um aparelho mais parecido com uma balança (podoscópio), onde a criança sobe e tem sua pisada avaliada imediatamente, pode detectar ausência ou presença da cava e se esta é, ou não patológica, ou seja, se precisa ou não de tratamento. O tratamento vai desde apenas observação e uso de órteses (palmilhas, tênis e botas ortopédicas), nos primeiros anos de vida, a pequenos procedimentos cirúrgicos, nas idades mais próximas dos 10 anos. Todos, no sentido de evitar que a criança se torne um adolescente ou um adulto com o pé plano e doloroso, apresentando grande dificuldade para usar calçados diversos e incapacidade para alguns esportes e determinados tipos de trabalho, comprometendo significativamente sua qualidade de vida. Portanto, a época de procurar o devido atendimento é nos primeiros meses e anos de vida, quando ainda dá tempo de iniciar um tratamento mais adequado e mais simples, com os menores transtornos possíveis.
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Quais as indicações da toxina botulínica?
01.04.2024
Dra. Silvana Rocha
Que a toxina botulínica é um dos tratamentos mais realizados no mundo, você já sabe. Mas esse queridinho da estética tem indicações que vão muito além do tratamento para as rugas. Vamos mostrar como essa substância é versátil, e onde ela pode ser aplicada. Acompanhe! O que é toxina botulínica? A toxina botulínica é uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Ela atua no bloqueio da acetilcolina, um neurotransmissor que faz a ligação entre os músculos e o cérebro. Assim, age paralisando os músculos da região, deixando a área relaxada, sem capacidade de contração. Tratamentos para rugas A prevenção e tratamento de rugas é a finalidade mais comum da toxina botulínica, dentro da área da estética. As rugas e linhas de expressão surgem no rosto por conta da diminuição da produção de colágeno e elastina, as substâncias que mantêm a sustentação da pele. Por volta dos 30 anos de idade, o ritmo de produção começa a diminuir naturalmente (e pode ser agravado por maus hábitos de vida, como sedentarismo, alimentação inadequada e falta de cuidado com a pele). Assim, a pele começa a apresentar marcas e sulcos, que geralmente são os primeiros sinais do envelhecimento. Portanto, a toxina botulínica age de duas formas: como prevenção e como correção. Preventivo A toxina botulínica pode ser utilizada na estética como um preventivo às rugas e sulcos. A recomendação é que o tratamento inicie por volta dos 30 anos, quando os primeiros sinais do envelhecimento surgem (mas a avaliação médica é essencial para estabelecer o melhor tratamento para cada pessoa). Quando iniciada de maneira preventiva, a toxina botulínica não deixa que as linhas de expressão se tornem rugas permanentes, prolongando a aparência jovem por muito mais tempo. Corretivo Pessoas que já apresentam rugas dinâmicas, que são aquelas que aparecem quando contraímos os músculos da face para falar ou sorrir, por exemplo, também podem se beneficiar da toxina botulínica. Nesses casos, a substância é aplicada nos locais onde as rugas estão instaladas. A substância age impedindo a contração do músculo, evitando assim que as rugas se formem. Esse efeito também deixa a pele esticada por mais tempo, atenuando a aparência das rugas gradualmente. A toxina botulínica pode ser aplicada nos pés de galinha, nas linhas da testa, na glabela e no bigode chinês, por exemplo. Tratamento da hiperidrose A hiperidrose, também conhecida como suor excessivo, é uma condição em que a pessoa apresenta um excesso de suor, principalmente nas axilas, palmas das mãos e testa. A toxina botulínica é uma ótima forma de tratar essa condição, já que sua ação bloqueia a ação das glândulas sudoríparas, diminuindo a produção de suor. O tratamento é muito eficaz nas axilas, testa e palmas das mãos; e tem uma duração média de 6 meses, sendo necessárias sessões de manutenção após esse período. Tratamento para bruxismo A disfunção que faz com que a pessoa fique apertando e rangendo os dentes durante o sono, conhecida como bruxismo, também pode ser tratada com a toxina botulínica. O seu efeito age sobre a capacidade de pressão da mandíbula, aliviando a força dos músculos responsáveis pela mastigação, diminuindo a pressão e o desgaste nos dentes. Toxina botulínica para sorriso gengival Quem tem sorriso gengival, costuma ter a autoestima bastante abalada por causa dessa condição. Essas pessoas tendem a exporem muito a gengiva quando sorriem, devido a uma elevação exagerada do lábio superior. Embora alguns casos só possam ser tratados através de cirurgia, a toxina botulínica é um método bastante efetivo para diminuir o sorriso gengival. Ela é aplicada nos músculos responsáveis pela elevação do lábio, fazendo com que ele não seja tão puxado para cima quando a pessoa sorri.
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Medicina Funcional Integrativa
22.06.2021
Dra Ana Lucia Ramalho Barreto
Na busca por uma abordagem mais abrangente e personalizada para a saúde, a medicina funcional integrativa emerge como uma alternativa promissora, combinando o melhor da medicina convencional com terapias complementares e uma visão holística do bem-estar humano. Entendendo a Medicina Funcional Integrativa Ao contrário da medicina convencional, que muitas vezes se concentra apenas na supressão dos sintomas, a medicina funcional integrativa procura identificar e tratar as causas subjacentes das doenças. Ela reconhece a complexidade do corpo humano e a interconexão entre diferentes sistemas biológicos, bem como fatores ambientais, emocionais e sociais que influenciam a saúde. Princípios Fundamentais A medicina funcional integrativa baseia-se em alguns princípios fundamentais: Abordagem Personalizada: Cada indivíduo é único, e o tratamento deve ser adaptado às necessidades específicas de cada paciente. Visão Holística: Considera o corpo humano como um todo integrado, levando em conta a interação entre corpo, mente e espírito. Medicina Baseada em Evidências: Utiliza evidências científicas atualizadas para orientar as decisões de tratamento. Prevenção e Bem-Estar: Prioriza a prevenção de doenças e a promoção do bem-estar, em vez de simplesmente tratar os sintomas após sua manifestação. Práticas e Abordagens Comuns A medicina funcional integrativa incorpora uma variedade de práticas e abordagens terapêuticas, incluindo: Nutrição Funcional: Otimização da nutrição para promover a saúde e prevenir doenças, com ênfase na individualidade bioquímica de cada paciente. Suplementação: Uso de suplementos alimentares para corrigir deficiências nutricionais e apoiar funções corporais específicas. Estilo de Vida Saudável: Incentiva mudanças no estilo de vida, como exercício físico regular, gestão do estresse e sono adequado, como componentes essenciais para a saúde e o bem-estar. Medicina Fitoterápica e Medicina Tradicional: Incorpora o uso de ervas medicinais e práticas terapêuticas tradicionais de várias culturas para complementar o tratamento convencional. Integração de Terapias Complementares: Pode incluir acupuntura, quiropraxia, medicina mente-corpo (como meditação e yoga) e outras terapias complementares para promover o equilíbrio e a cura. O Papel do Médico na Medicina Funcional Integrativa Na medicina funcional integrativa, o médico atua como um parceiro no processo de cura, trabalhando em colaboração com o paciente para identificar e abordar as causas subjacentes das doenças. Em vez de prescrever tratamentos padronizados, o médico personaliza o plano de tratamento com base nas necessidades e preferências individuais do paciente, incentivando a responsabilidade pessoal pela saúde. Conclusão A medicina funcional integrativa oferece uma abordagem inovadora e abrangente para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Ao reconhecer a complexidade do corpo humano e a interconexão entre diferentes aspectos da saúde, essa abordagem orientada para o paciente coloca o bem-estar holístico no centro do cuidado médico, capacitando os indivíduos a alcançar seu máximo potencial de saúde e vitalidade. Dra Ana Lucia Ramalho Barreto CRM/PB 6087
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O que você precisa saber sobre o DIU
09.04.2024
Dra. Greice Kelly Araújo de Sá
A implantação do DIU (Dispositivo Intrauterino) é um procedimento ginecológico simples e rápido, utilizado como método contraceptivo de longo prazo. Seu tempo de atuação varia de 3 a 10 anos, a depender do tipo de DIU. O hormonal (geralmente contendo levonorgestrel) dura entre 3 e 5 anos e o DIU de cobre, 10 anos. Ambos os tipos impedem a gravidez de diversas formas, através dos seguintes mecanismos: - Espessando o muco cervical: dificultando a passagem dos espermatozoides para o útero. - Alterando o revestimento do útero: impedindo a implantação de um óvulo fecundado. - Reduzindo a mobilidade dos espermatozoides: dificultando que eles encontrem o óvulo. Por que escolher o DIU? - Alta eficácia: Um dos métodos contraceptivos mais eficazes, com taxas de falha muito baixas, de 0,2% para o hormonal e 0,8% para o de cobre. - Longa duração: A maioria dos DIUs pode durar de 3 a 10 anos, dependendo do tipo. - Reversível: A fertilidade retorna rapidamente após a remoção do DIU, sua retirada ocorre no próprio consultório - Baixo custo: imagine a economia de parar de comprar anticoncepcional por 10 anos. - Discreto: Uma vez inserido, o DIU não é percebido. - Seguro: É seguro para a maioria das mulheres, mas é importante consultar um médico para verificar se você é uma boa candidata. - Manutenção: Não é necessário fazer manutenções frequentes, mas recomenda-se uma consulta médica de revisão após a colocação é a cada ano. - Fertilidade: A fertilidade é restabelecida rapidamente após a remoção do DIU. Como funciona a implantação do DIU: 1. Avaliação médica: Antes da implantação, é essencial que a paciente passe por uma consulta com o ginecologista para avaliar sua saúde geral, verificar se há contraindicações e escolher o tipo de DIU mais adequado. Deve-se levar um teste de gravidez e o último laudo de colpocitologia oncótica e ultrassonografia transvaginal. 2. Preparo: O procedimento pode ser realizado em consultório, sem necessidade de anestesia geral, mas algumas pacientes podem optar por sedação, em ambiente hospitalar. A colocação pode ser feita em qualquer período do ciclo menstrual. Não precisa estar menstruada. 3. Procedimento: - A paciente é posicionada em uma mesa ginecológica. - O ginecologista introduz um espéculo vaginal para visualizar o colo do útero. - O colo do útero é higienizado e o DIU é inserido através de um aplicador, passando pelo colo até chegar ao útero. - Após a inserção, o médico ajusta o tamanho do fio do DIU, que fica 0,5 cm para fora do colo do útero, permitindo sua futura remoção. 4. Duração: O procedimento geralmente leva entre 10 a 15 minutos. 5. Recuperação: Após a colocação, é comum sentir cólicas leves. O ginecologista pode recomendar o uso de analgésicos. A maioria das mulheres pode retomar suas atividades normais logo após a implantação, mas deve evitar relações sexuais ou uso de absorventes internos por alguns dias, conforme orientação médica. Possíveis efeitos colaterais: - Cólica e desconforto: Especialmente nos primeiros dias após a inserção. - Alterações no ciclo menstrual: O DIU hormonal pode reduzir o fluxo menstrual ou até suspender a menstruação, enquanto o DIU de cobre pode aumentar o fluxo e a intensidade das cólicas nos primeiros meses, porém esse efeito costuma ser temporário. - Expulsão: Em raros casos, o DIU pode ser expulso pelo corpo. - Aumento da acne: em alguns casos, especialmente com DIUs hormonais. Quem não pode usar o DIU? Existem algumas situações em que o DIU não é recomendado, como: - Deformidades uterinas: como o útero Didelfo. - Câncer do colo do útero: o DIU não deve ser inserido em mulheres com câncer do colo do útero. - Doenças inflamatórias pélvicas: o DIU pode aumentar o risco de complicações em mulheres com essas doenças. - Gravidez: o DIU não deve ser inserido em mulheres grávidas. A escolha de colocar o DIU deve sempre ser discutida com um ginecologista para verificar se é a melhor opção contraceptiva para você, considerando seu estado de saúde, estilo de vida e necessidades contraceptivas.
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