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MATÉRIAS
Quando a artroplastia de quadril é indicada?
04.03.2024
Dr. Carlos Rava
Quando a artroplastia de quadril é indicada? A decisão de fazer uma artroplastia de quadril deve ser tomada pelo paciente em conjunto com a família, o médico da assistência primária e o cirurgião ortopédico. A primeira etapa desse processo de decisão é tipicamente o encaminhamento, pelo médico generalista, a um cirurgião ortopédico para uma avaliação inicial. Candidatos para a cirurgia Não há restrições absolutas de idade ou peso para as artroplastias totais de quadril. As recomendações para a cirurgia baseiam-se nas dores e nas limitações de movimento do paciente, não na idade. A maioria dos pacientes submetidos à artroplastia total de quadril tem entre 50 e 80 anos de idade, mas os cirurgiões ortopédicos avaliam cada paciente individualmente. Artroplastias totais de quadril têm sido realizadas com sucesso em todas as idades, de jovens adolescentes com artrite juvenil a pacientes idosos com artrite degenerativa. Quando a cirurgia é recomendada? Há vários motivos pelos quais o médico pode recomendar a artroplastia de quadril. As pessoas que se beneficiam com a artroplastia de quadril normalmente apresentam: dor no quadril que limita as atividades do dia a dia, como caminhar ou se curvar; dor no quadril mesmo durante repouso, de dia ou de noite; rigidez no quadril que limita a capacidade de se movimentar ou levantar a perna; alívio insuficiente da dor com o uso de anti-inflamatórios, fisioterapia ou aparelhos que auxiliam a caminhar. Avaliação ortopédica A avaliação realizada pelo cirurgião ortopédico é composta por várias etapas. Histórico médico. O cirurgião ortopédico reunirá informações gerais sobre a saúde e fará perguntas sobre a intensidade das dores no quadril e o quanto elas afetam a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Exame físico. Avaliará a mobilidade, a força e o alinhamento do quadril. Radiografias. As imagens obtidas com esta técnica ajudam a avaliar a extensão dos danos ou deformidades no quadril. Outros exames. Eventualmente, outros exames, como ressonância nuclear magnética (RNM), podem ser necessários para determinar as condições do osso e dos tecidos moles do quadril.
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O envelhecer: por que precisamos conversar sobre isso?
20.03.2023
Dr. Daniel Felgueiras Rolo
Muitos de nós pensamos em viver por muitos anos. No entanto, poucos pensam em como envelhecerão.Viver uma vida longeva está inevitavelmente atrelada ao envelhecer, no entanto, costumamos dissociar as duas coisas frequentemente. Seria pelo medo dos anos de dependência física, dificuldades para se vestir, tomar banho, fazer a própria toalete, tomar decisões importantes, lembrar das pessoas que amamos etc. ou seria pelo medo de morrer?Nos últimos 120 anos, o mundo vem passando por uma mudança enorme, chamada transição demográfica. Antes, as famílias precisavam ter vários filhos, uma vez que não se sabia quantos desses filhos chegariam à idade adulta para ajudar na lavoura. A mortalidade infantil era absurdamente elevada. Com a melhora das condições de saúde, essa mortalidade despencou. Nessa nova situação, mesmo com a redução das taxas de óbito infantil, as famílias continuavam a ter vários filhos. Isso fez aumentar e muito os núcleos familiares. Com o aumento da importância das metrópoles, houve a migração para as cidades da população do campo e, com isso, o aumento do custo de se educar, alimentar e, em fim, manter vários filhos dignamente.Com isso, as famílias passaram a repensar o melhor momento e quantos filhos deveriam ter. Com o tempo, houve uma redução do número de filhos por casais. Famílias que tinham em torno de 9 filhos, passaram a ser cada vez mais raras, dando lugar, lentamente, a famílias com 1 ou no máximo 2 filhos. Em estados do sul do país, já podemos observar uma característica de involução populacional, quando há menos de 1 filho por casal nos registros.Outra mudança importante ocorrida no último século está associada ao que chamamos de transição demográfica que é a mudança no padrão de mortalidade da população nesse período. Antes, as pessoas morriam em grande parte por questões como infecções ou acidentes. Com a descoberta dos antibióticos, por exemplo, houve uma mudança desse padrão, com redução das mortes por infecções e aumento das mortes por doenças crônicas, como doenças do cérebro e cardiovasculares (infarto do miocárdio, acidentes vasculares etc.) e neoplasias.Dados do IBGE mostram que a população de idosos no Brasil (acima de 60 anos) tende a aumentar nos próximos 40 anos. Hoje, temos algo em torno de 10% de idosos, mas em 2050, seremos em torno de 30%, enquanto que o número de jovens tende a reduzir (25% em 2010, para 13% em 2050).“Percebam que me coloco na primeira pessoa do plural na última frase, pois em 2050, serei um desses idosos. Um conflito de interesses da minha parte? Com certeza! Precisamos de uma sociedade que saiba lidar com o envelhecer e que propicie condições para que isso ocorra de forma bem-sucedida.” Diz Dr. Daniel.Nos Estados Unidos, os dados mostram que não teremos tempo hábil para a formação suficiente de pessoas especializadas no cuidado com o Idoso (Geriatras e Gerontólogos) para o aumento da demanda. Isso tende a se estender até por volta de 2050. Eles já estão desenvolvendo formas de treinar médicos generalistas nesse cuidado, pois nem sempre um Geriatra estará disponível.Nos países menos desenvolvidos, essa mudança demográfica, de um país de jovens para um país de idosos, ocorrerá de maneira ainda mais arrebatadora. Com os núcleos familiares reduzidos, a probabilidade de um idoso não ter uma pessoa jovem para cuidar dele em sua velhice cresce a cada dia.O principal objetivo do Geriatra é proporcionar um envelhecimento bem-sucedido e independente. Ou seja, quando pensarmos em viver vidas longevas, junto com um Geriatra, poderemos pensar também em envelhecer com qualidade.
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O envelhecer: por que precisamos conversar sobre isso?
20.03.2023
Dr. Daniel Felgueiras Rolo
Muitos de nós pensamos em viver por muitos anos. No entanto, poucos pensam em como envelhecerão.Viver uma vida longeva está inevitavelmente atrelada ao envelhecer, no entanto, costumamos dissociar as duas coisas frequentemente. Seria pelo medo dos anos de dependência física, dificuldades para se vestir, tomar banho, fazer a própria toalete, tomar decisões importantes, lembrar das pessoas que amamos etc. ou seria pelo medo de morrer?Nos últimos 120 anos, o mundo vem passando por uma mudança enorme, chamada transição demográfica. Antes, as famílias precisavam ter vários filhos, uma vez que não se sabia quantos desses filhos chegariam à idade adulta para ajudar na lavoura. A mortalidade infantil era absurdamente elevada. Com a melhora das condições de saúde, essa mortalidade despencou. Nessa nova situação, mesmo com a redução das taxas de óbito infantil, as famílias continuavam a ter vários filhos. Isso fez aumentar e muito os núcleos familiares. Com o aumento da importância das metrópoles, houve a migração para as cidades da população do campo e, com isso, o aumento do custo de se educar, alimentar e, em fim, manter vários filhos dignamente.Com isso, as famílias passaram a repensar o melhor momento e quantos filhos deveriam ter. Com o tempo, houve uma redução do número de filhos por casais. Famílias que tinham em torno de 9 filhos, passaram a ser cada vez mais raras, dando lugar, lentamente, a famílias com 1 ou no máximo 2 filhos. Em estados do sul do país, já podemos observar uma característica de involução populacional, quando há menos de 1 filho por casal nos registros.Outra mudança importante ocorrida no último século está associada ao que chamamos de transição demográfica que é a mudança no padrão de mortalidade da população nesse período. Antes, as pessoas morriam em grande parte por questões como infecções ou acidentes. Com a descoberta dos antibióticos, por exemplo, houve uma mudança desse padrão, com redução das mortes por infecções e aumento das mortes por doenças crônicas, como doenças do cérebro e cardiovasculares (infarto do miocárdio, acidentes vasculares etc.) e neoplasias.Dados do IBGE mostram que a população de idosos no Brasil (acima de 60 anos) tende a aumentar nos próximos 40 anos. Hoje, temos algo em torno de 10% de idosos, mas em 2050, seremos em torno de 30%, enquanto que o número de jovens tende a reduzir (25% em 2010, para 13% em 2050).“Percebam que me coloco na primeira pessoa do plural na última frase, pois em 2050, serei um desses idosos. Um conflito de interesses da minha parte? Com certeza! Precisamos de uma sociedade que saiba lidar com o envelhecer e que propicie condições para que isso ocorra de forma bem-sucedida.” Diz Dr. Daniel.Nos Estados Unidos, os dados mostram que não teremos tempo hábil para a formação suficiente de pessoas especializadas no cuidado com o Idoso (Geriatras e Gerontólogos) para o aumento da demanda. Isso tende a se estender até por volta de 2050. Eles já estão desenvolvendo formas de treinar médicos generalistas nesse cuidado, pois nem sempre um Geriatra estará disponível.Nos países menos desenvolvidos, essa mudança demográfica, de um país de jovens para um país de idosos, ocorrerá de maneira ainda mais arrebatadora. Com os núcleos familiares reduzidos, a probabilidade de um idoso não ter uma pessoa jovem para cuidar dele em sua velhice cresce a cada dia.O principal objetivo do Geriatra é proporcionar um envelhecimento bem-sucedido e independente. Ou seja, quando pensarmos em viver vidas longevas, junto com um Geriatra, poderemos pensar também em envelhecer com qualidade.
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Conheça os detalhes sobre a Rinoplastia
06.05.2024
Dr. Leonardo Fontes Silva
Sobre a Rinoplastia É cada vez mais comum encontrarmos pessoas em busca de melhorar a aparência e a proporção do nariz, com o objetivo de realçar a harmonia facial e melhorar sua autoestima. Por outro lado, muitas destas pessoas apresentam dificuldade respiratória em virtude de anormalidades estruturais no nariz, tais como desvio de septo nasal, hipertrofia de cornetos e sinusopatias. A Rinoplastia é o procedimento cirúrgico indicado para a remodelagem da estrutura nasal com objetivo estético. São inúmeras as possibilidades, como aumentar, diminuir ou afinar, levantar a ponta e diminuir o “calo” do nariz. Pré-Operatório Esteja no local agendado na hora marcada, de preferência com um acompanhante; Utilize roupas confortáveis e de preferência folgadas; Faça refeições leves e nutritivas e não consuma bebidas alcoólicas no dia anterior ao dia da cirurgia; Evite exercícios físicos forçados no dia do procedimento cirúrgico; Não utilize nenhum tipo de joias, maquiagem e esmalte; Lave bem o rosto no dia da cirurgia; Intraoperatório A anestesia é local e será aplicada após o paciente ser sedado pelo anestesista; A duração da cirurgia é em média de 2 horas; A técnica cirúrgica realizada pela equipe, na grande maioria dos casos, é a técnica fechada onda não deixa nenhuma cicatriz externa; Ao final do procedimento, realizamos um curativo externo com intuito de proteger as estruturas nasais; Não deixamos tampão nasal; Pós-Operatório A alta hospitalar acontecerá ao final do dia, exceto em casos excepcionais; No primeiro e no segundo dia a alimentação deverá ser fria (líquida ou pastosa). No terceiro dia em diante a alimentação é livre (evitar crustáceos por 15 dias). Não molhe o curativo; Realize compressa com gelo na região dos olhos nos 2 primeiros dias. (Nunca colocar o gelo em contato direto com a pele); Não faça atividade física por um período de 30 dias; Não se exponha ao sol por 60 dias, use filtro solar diariamente; Não dirija nos 3 primeiros dias; Evite falar muito e evite abaixar a cabeça durante 3 dias; Procure dormir com a cabeça mais elevada que o corpo; Eventualmente pode acontecer dores leves, pequenos hematomas abaixo dos olhos ou sangramentos em pequenas quantidades.
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Mitos e verdades em cirurgia bariátrica - As dez perguntas mais frequentes no consultório
17.09.2020
Dr. Zailton Bezerra
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que, a obesidade é um dos mais graves problemas de saúde que temos para enfrentar. Em 2025, a estimativa é de que 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo estejam acima do peso, sendo 700 milhões de indivíduos com obesidade, isto é, com um índice de massa corporal (IMC) acima de 30. No Brasil, essa doença crônica aumentou 67,8% nos últimos treze anos, saindo de 11,8% em 2006 para 19,8% em 2018, segundo dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Além das questões estéticas envolvidas, a obesidade é, antes de mais nada, um grave problema de saúde que promove risco de morte para o paciente, devido as doenças decorrentes do excesso de peso, como diabetes, pressão arterial alta, risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), além das tromboses pulmonares e nos membros inferiores. Tal situação é muito comum no consultório do cirurgião digestivo. Como a cirurgia bariátrica se popularizou muito nos últimos anos, dúvidas frequentes surgem nos pacientes, portadores de obesidade. Por isso, trago para você, as dez perguntas mais realizadas em nosso consultório a respeito desse tema tão popular e polêmico, fruto de dez anos de experiência no tratamento dos pacientes. Espero que o questionário abaixo, seja uma ferramenta útil para você e que algumas dúvidas possam ser esclarecidas. 1 - Qualquer um pode se submeter à uma cirurgia bariática? MITO. A cirurgia bariátrica é indicada em pacientes dos 18 aos 65 anos que possuem Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40kg/m2 ou entre 35 e 40 kg/m2. Aos que apresentam doenças associadas à obesidade como hipertensão, diabetes, apneia do sono, entre outros, antes de serem submetidos à cirurgia bariatrica é necessária a comprovação na falha com o tratamento à base de dieta, exercícios físicos e/ou medicamentos prescritos por profissionais especializados no assunto. Esse tipo de cirurgia é contraindicada em pacientes de difícil controle psiquiátrico, usuários de drogas, alcoólatras, portadores de compulsão alimentar grave ou que tenham problemas cardíacos graves. Cada caso deve ser analisado individualmente. 2 - A cirurgia bariátrica é mais arriscada do que outras cirurgias? MITO. Na verdade, quando se pensa em complicações durante a cirurgia, como problemas pulmonares ou cardíacos, os riscos são os mesmos de qualquer cirurgia abdominal com anestesia geral. Logo após a cirurgia, complicações pulmonares, cardíacas e nas “costuras ou emendas” da cirurgia podem ocorrer de 0,1% a 3% dos casos. Esses números serão mais baixos naqueles pacientes que fizeram todas as etapas de análise necessárias no período pré-operatório. 3 - Mulher que fez cirurgia bariátrica não pode mais engravidar? MITO. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica recomenda que as mulheres procurem engravidar dois anos após a cirurgia. A cegonha te visitou? Informe ao seu médico o quanto antes. 4 - A cirurgia bariátrica pode ser realizada no SUS ou pelos planos de saúde? VERDADE. Pelo SUS, o procedimento pode ser realizado, porém pode haver a necessidade de esperar um tempo na fila, dependendo da realidade local. Nos planos de saúde, a cirurgia de redução do estômago faz parte do rol de procedimentos que possuem cobertura, inclusive por videolaparoscopia. Entretanto, vale a pena atentar para alguns fatores contratuais do seu plano (se há um período de carência, por exemplo). 5 - O emagrecimento é mais visível nos primeiros seis meses após a cirurgia? VERDADE. A maior perda de peso costuma ocorrer nos primeiros seis meses. O emagrecimento total, no entanto, acontece em até dois anos do pós-operatório. Em geral, a perda do excesso de peso gira em torno de 35% a 45%. 6 - Se eu comer como antes, posso engordar muito novamente? VERDADE Em geral, os pacientes não conseguem comer a mesma quantidade antes da cirurgia. Porém, se a dieta for baseada em hábitos alimentares inadequados e alimentos hipercalóricos, além da falta de atividade física, infelizmente o ganho de peso voltará à aparecer novamente. 7 - Só existe um tipo de cirurgia que faz reduzir o estômago? MITO. No Brasil existem atualmente quatro técnicas aprovadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e Conselho Federal de Medicina (CFM). Seguem abaixo, os dois métodos mais indicados pelos cirurgiões em nosso país: SLEEVE: Consiste em remover parte do estômago e transformá-lo num tubo com capacidade em torno de 150ml. Seu formato assume uma forma de manga de camisa (Sleeve em inglês) BYPASS: Cirurgia onde o estômago é grampeado , reduzido a uma pequena bolsa de aproximadamente 50 ml e o intestino é desviado e “re-ligado”ao estômago novamente 8 - Todo paciente terá que realizar plásticas para remover o excesso de pele? MITO. Cada caso é um caso. Há de se analisar à elasticidade da pele, a tonicidade muscular, a proporção entre massa gorda e massa magra, além dos desejos individuais do paciente. Em geral, tal procedimento é realizado após 18 meses no mínimo, quando já se espera que esteja ocorrendo uma estabilidade da curva de peso corporal. 9 - Tenho que tomar vitaminas pelo resto da vida? DEPENDE. Para esta situação, a corresponsabilidade do paciente é fundamental. Se o mesmo se envolve bem no acompanhamento pós-operatório, seguindo todas as orientações da equipe multidisciplinar, bem como, não promove situações de autossabotagem ao seu tratamento (exemplo: não ir às consultas de retorno), há a possibilidade da recomendação da não ingestão de vitaminas, principalmente naquelas pessoas submetidas à técnica de Sleeve. 10 - A participação da equipe multidisciplinar e da família são fundamentais no bom resultado a longo prazo? VERDADE O acompanhamento da equipe multidisciplinar é parte crucial nesse processo de tratamento da obesidade, tanto no período pré-operatório, como principalmente no período pós-operatório. A cirurgia consiste apenas em uma das inúmeras estratégias utilizadas no processo de emagrecimento. Há, por exemplo, a necessidade do acompanhamento hormonal pelo endocrinologista, ajustes dietéticos constantes com o nutricionista, compreensão da influência psicológica na gênese da obesidade, bem como nos ajustes às expectativas no pós-operatório. O paciente bariátrico merece ter sua condição compreendida como uma doença crônica e não como algo que, exclusivamente, é culpa de quem a possui. Ele necessita se sentir acolhido, ter suas expectativas e anseios compreendidos. Para tanto, o cirurgião, a equipe multidisciplinar, o paciente e sua família necessitam dar as mãos em prol de um bem comum: o de trazer vida aos anos, além de saúde com qualidade aos pacientes que enfrentam o tratamento contra a obesidade.
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O que é a Labioplastia
06.05.2024
Dra. Greice Kelly Araújo de Sá
O que é a Labioplastia
A labioplastia, também conhecida como ninfoplastia, é um procedimento cirúrgico que visa modificar o tamanho, o formato ou a simetria dos lábios vaginais e capuz clitoriano. Essa cirurgia é realizada para fins estéticos ou para aliviar desconfortos físicos, como irritação, dor durante o contato sexual ou a prática de atividades físicas, e até mesmo problemas com a higiene íntima.
Porque fazer a Labioplastia?
- Razões estéticas: Muitas mulheres buscam a labioplastia para alcançar um padrão de beleza mais alinhado com suas expectativas. Com correção de assimetria e retirada de área escurecida.
- Desconfortos físicos: A cirurgia pode aliviar a irritação, dor e incômodo causados por lábios vaginais grandes ou assimétricos;
- Melhora da autoestima: Sentir-se mais confiante com a própria imagem corporal pode ter um impacto positivo na qualidade de vida e sexualidade;
- Funcionais: Em muitos casos, os lábios vaginais aumentados podem causar desconforto ou dor durante atividades diárias como caminhar, andar de bicicleta, praticar esportes ou ter relações sexuais. Esse aumento pode ser congênito, resultado de alterações hormonais ou até decorrente de fatores como o parto.
Como é feita a cirurgia?
A labioplastia é um procedimento relativamente simples, realizado sob anestesia local, sedação ou raquianestesia, dependendo da complexidade do caso. Hoje em dia, com o avanço da tecnologia médica realizamos no próprio consultório com uso do Wavetronic ou laser. O cirurgião remove o excesso de tecido dos pequenos lábios, modelando-os de acordo com o desejo da paciente. A incisão é feita na parte interna dos lábios, deixando as cicatrizes praticamente invisíveis. Existem várias técnicas para realizar a labioplastia, incluindo:
- Ressecção em cunha: Retirada de um fragmento em forma de V dos lábios para reduzir o tamanho, preservando a borda natural.
- Ressecção linear: Corte direto ao longo da borda dos lábios para remover o excesso de pele.
Recuperação:
A recuperação da labioplastia envolve um período de repouso, em que a paciente deve evitar atividades físicas intensas e relações sexuais por, geralmente, 4 semanas e é recomendável o uso de analgésicos e antinflatórios após o procedimento.
Riscos e complicações
Como qualquer cirurgia, a labioplastia apresenta alguns riscos, como:
- Infecção: É importante manter a região limpa e seguir as orientações médicas para evitar infecções.
- Hematoma: Acúmulo de sangue na região, que pode ser resolvido com drenagem.
- Cicatrização inadequada: Em alguns casos, pode ocorrer formação de cicatrizes hipertróficas ou queloides. Esse risco diminui quando utilizamos o Wavetronic ou laser.
- Perda de sensibilidade: É um risco raro, mas pode ocorrer em alguns casos e normalmente reversível.
É Importante Consultar um Profissional
Antes de realizar a labioplastia, é fundamental consultar um ginecologista especializado em cirurgia íntima. O médico irá avaliar suas expectativas, realizar um exame físico e esclarecer todas as suas dúvidas.
Conclusão
A labioplastia é uma cirurgia que pode trazer diversos benefícios para as mulheres que desejam melhorar sua autoestima e qualidade de vida. No entanto, é importante ter em mente que a cirurgia não é a solução para todos os problemas e que cada caso deve ser avaliado individualmente. Converse com sua ginecologista.
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Precisão no tratamento das varizes
18.08.2020
Dr. Antonio Luis Ximenes
A Flebologia Estética ganhou muitas ferramentas tecnológicas que permite aos pacientes terem melhores resultados no tratamento de suas varizes e das telangectasias nas pernas (vasinhos). Dentre elas temos como um grande aliado, o aparelho de laser, o qual em conjunto com o resfriador de pele, possibilita realizarmos uma lesão térmica nos vasinhos que associado com a escleroterapia possibilita um resultado superior e mais efetivo no combate aos vasinhos. Outra arma tecnológica importante no combate às varizes é o VeinViewer, aparelho de tecnologia americana que traz a Realidade Vascular Aumentada, através de uma luz, que projeta na pele os vasos invisíveis ao olho nu e pequenos demais para serem vistos ao ultrassom. O VeinViewer é um marco no tratamento das varizes. Aumenta a acuidade diagnóstica tanto no mapeamento pré-cirurgia de varizes como na procura de veias nutrícias que dificultam o resultado estético no tratamento escleroterápico das telangectasias. A luz próxima ao infravermelho projetada é absorvida pelo sangue e é refletida no tecido ao redor, facilitando o mapeamento das veias. A informação é captada, processada e projetada digitalmente em tempo real diretamente na superfície da pele e fornece uma imagem precisa do padrão sanguíneo do paciente instantaneamente. Com o visualizador de veias VeinViewer, o Cirurgião Vascular pode visualizar veias periféricas, bifurcações e válvulas e avaliar em tempo real o fluxo/preenchimento das veias durante a escleroterapia e do laser.
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Imunodeficiência Primária
27.06.2024
Dra. Mayara Madruga
Nosso sistema imunológico tem como funções nos defender de diferentes microrganismos que causam infecções e também tem um papel de vigilância sobre células que causam autoagressão a nossos órgãos e sobre células cancerosas que podem surgir em nosso organismo. Sendo assim, doenças ou medicamentos que afetam o funcionamento do nosso sistema imune, nos deixam com maior predisposição para ter infecções, doenças autoimunes (autoagressão) ou câncer. As imunodeficiências primárias (IDP) ou erros inatos da imunidade (EII) são um grupo de doenças nas quais a principal alteração se encontra no funcionamento do sistema imune. são doenças genéticas e a maioria delas se manifesta nas crianças. No entanto, nem sempre há história da doença na família e, em alguns casos, as manifestações podem surgir na idade adulta. As IDP's são mais de 450 doenças com manifestações diferentes de acordo com o setor do sistema imune acometido. Os sintomas podem ser desde leves até muito graves, com grande risco para a saúde ou mesmo para a vida do paciente. Por conta disso, é muito importante fazer o diagnóstico o mais cedo possível, para evitar sequelas ou mesmo a morte.
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