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Imunodeficiência Primária
27.06.2024
Dra. Mayara Madruga
Nosso sistema imunológico tem como funções nos defender de diferentes microrganismos que causam infecções e também tem um papel de vigilância sobre células que causam autoagressão a nossos órgãos e sobre células cancerosas que podem surgir em nosso organismo. Sendo assim, doenças ou medicamentos que afetam o funcionamento do nosso sistema imune, nos deixam com maior predisposição para ter infecções, doenças autoimunes (autoagressão) ou câncer. As imunodeficiências primárias (IDP) ou erros inatos da imunidade (EII) são um grupo de doenças nas quais a principal alteração se encontra no funcionamento do sistema imune. são doenças genéticas e a maioria delas se manifesta nas crianças. No entanto, nem sempre há história da doença na família e, em alguns casos, as manifestações podem surgir na idade adulta. As IDP's são mais de 450 doenças com manifestações diferentes de acordo com o setor do sistema imune acometido. Os sintomas podem ser desde leves até muito graves, com grande risco para a saúde ou mesmo para a vida do paciente. Por conta disso, é muito importante fazer o diagnóstico o mais cedo possível, para evitar sequelas ou mesmo a morte.
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Terapia regenerativa e os avanços da dermatologia estética
14.02.2022
Dra. Monique de Oliveira Valdek
Envelhecer é o caminho natural de qualquer ser humano. Devido a esse processo, há uma reabsorção dos coxins de gordura facial, associada a reabsorção óssea, causando um desabamento na face, por isso, a ciência tem criado técnicas para minimizar os efeitos dessa mudança de idade. Além dos preenchedores e bioestimuladores, a dermatologia passou a estudar como melhorar as características da pele sem criar volume, além de avaliar como prevenir esse envelhecimento, por esse motivo, muitos estudos estão sendo realizados acerca do rejuvenescimento e reparação celular. Nessa nova fase da cosmiatria, ao invés de corrigir os efeitos do envelhecimento, a prioridade tem sido o Prejuvenation (prevenir o envelhecimento), visando resultados mais naturais e harmônicos. A terapia regenerativa é uma técnica que chegou ao Brasil, e que já está sendo muito discutida nos principais meetings internacionais de dermatologia, sendo bastante estudada na Europa e nos Estados Unidos. Essa terapia tem sido vista como o futuro da cosmiatria, pois, em linhas gerais, visa acelerar o ritmo de regeneração das células. Trata-se de um processo natural, sem riscos e com melhora progressiva da pele. A terapêutica consiste em aplicar as próprias proteínas de crescimento celular do paciente em diferentes áreas do corpo, para favorecer seu rejuvenescimento. As plaquetas, células contidas no nosso sangue, são ricas nesses fatores de crescimento, tendo um importante papel em diversas etapas de reparação tecidual, entre eles constam o PDGF e VEGF, que estimulam o crescimento de novos vasos sanguíneos, o FDF que estimula a produção de colágeno e o EGF que estimula a reprodução e crescimento celular. Na dermatologia, a terapia é utilizada no rejuvenescimento facial, com a melhora na hidratação, na elasticidade, na flacidez e no contorno facial, nas alopecias (queda de cabelo), cicatrizes e estrias. O material a ser injetado é obtido através da centrifugação sanguínea do próprio paciente, para obter um concentrado dos fatores de crescimento. Após isso, pode ser homogeneizado com oligoelementos e/ou ácido hialurônico, otimizando os resultados. Essa substância é aplicada no local a ser tratado, e age estimulando a regeneração e o crescimento celular. A terapia regenerativa é um tratamento moderno que preza pela naturalidade, uma nova forma de tratar o envelhecimento cutâneo, e quando se fala em Prejuvenation, é impossível deixá-la de lado. Ainda há muito a descobrir em relação a regeneração celular, por isso, essa técnica vem sendo cada vez mais estudada, e mais protocolos científicos têm sido criados para inseri-la no arsenal da cosmiatria. A pele, como maior órgão do corpo humano é, sem dúvida, uma das protagonistas nessa nova fronteira científica.
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Prótese mamária: Subglandular ou Submuscular?
15.09.2020
Dr. Wagner da Silva Leal
Uma das perguntas mais frequentes no consultório é: Em qual plano temos melhores resultados com as próteses de mama? O músculo do qual falamos é o músculo peitoral maior. Ele ocupa boa parte do tórax anterior, na projeção das mamas e pode ser um grande aliado para um resultado natural no aumento mamário. De forma geral, existem os planos Subglandular e Submuscular na hora de escolher o posicionamento das próteses mamárias. Ambos os planos podem ser adequados, desde que seja bem escolhido para cada tipo de paciente. As próteses mamárias, sejam elas redondas ou anatômicas, têm bordos que precisam estar bem camuflados para um resultado estético natural das mamas aumentadas. Pacientes com prega cutânea maior que 3 cm no polo superior da mama podem sem tratadas com implantes mamários subglandulares sem problemas. Já pacientes com prega cutânea menor que 3 cm no polo superior são boas candidatas para um implante submuscular, pois o músculo peitoral acima da prótese aumentará a quantidade de tecido protegendo as partes superior e medial do implante. Isso permite um efeito natural do aumento mamário. A maioria das pacientes que procuram aumento mamário são magras e de pouca cobertura no polo superior, o que faz com que a maioria dos casos de aumento mamário acabem tendo uma indicação do plano submuscular. A opção de implante submuscular mais utilizada atualmente é o Dual Plane, descrito por John Tebbets em 2001. Nesta modalidade, o músculo peitoral cobre aproximadamente 2/3 da prótese, exatamente nos locais onde precisamos de maior cobertura, deixando 1/3 inferior e lateral abaixo da glândula. Esse avanço nos trouxe a possibilidade de evitar o efeito artificial das próteses subglandulares em pacientes magras sem a principal intercorrência das outras modalidades submusculares que era uma marcação na mama durante a movimentação dos braços (efeito dupla bolha). Outras vantagens do plano submuscular são a distância maior da prótese de eventuais lesões na glândula mamária que podem surgir no decorrer da vida da paciente, facilitando eventuais exames de imagem ou mesmo punções de cistos ou nódulos. Como trata-se de um plano avascular, o uso de drenos não é necessário na maior parte das vezes. A desvantagem que costuma ser levantada do plano subglandular em relação ao submuscular seria a dor. O que vemos na prática diária é que a diferença é mínima (se é que há alguma) e que acaba cedendo após a primeira semana. Em qualquer um dos planos, a cirurgia de prótese mamária é um procedimento rápido, que pode receber alta no mesmo dia da cirurgia e de recuperação curta. Já é a cirurgia plástica mais realizada no Brasil e tem ajudado milhares de mulheres a ter um coturno corporal mais equilibrado.
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Fake News na Oncologia
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
Não bastasse o diagnóstico de um câncer já ser um evento impactante para boa parte dos pacientes; estes ainda se veem envoltos de opiniões, sugestões, dicas e testemunhos que, não raro, servem apenas para confundir suas cabeças. No universo da oncologia ou do câncer, existem dois grupos de ´Fake News´. O primeiro são aquelas informações fáceis e de origem duvidosa que propagam medidas para evitar o câncer ou apontam causas mirabolantes para sua gênese. O segundo grupo tem um alvo ainda mais vulnerável: o paciente portador de câncer. Para estes, a internet está repleta de opiniões e soluções “milagrosas” capazes não apenas de trazer alento, mas, em alguns casos, até de curar a doença. Vamos aos fatos. Quem nunca ouviu falar que os micro-ondas, tão úteis em nossas cozinhas, são capazes de provocar câncer? Quem nunca propagou correntes de grupos de mensagens que alertam para os perigos de se usar desodorante antes de dormir? Quem nunca resolveu tomar água, bicarbonato e meio limão espremido todo dia em jejum de manhã porque essa medida é capaz de inibir a formação de células cancerígenas? Bom, sinto desapontá-los, mas nenhuma dessas atitudes têm respaldo científico e, provavelmente, não impactará em nada em suas vidas. São incontestáveis os benefícios da rápida propagação de informações que a internet nos trouxe, mas é fundamental que tenhamos discernimento e busquemos aprofundar nosso saber antes de adotar medidas fúteis. A circulação de mensagens em aplicativos e redes sociais é veloz e costuma exercer rápida influência em quem as lê. Isso é especialmente verdadeiro para os pacientes portadores de câncer, já fragilizados com o diagnóstico e seu tratamento, em uma busca incessante para a cura. Estes são os mais vulneráveis e, não raro, nos deparamos nos consultórios com receitas caseiras e medidas inócuas que podem até trazer desconforto. Constantemente, essas informações têm como origem, amigos, vizinhos, familiares que, na irrefreável vontade de ajudar, terminam por propagar informações inverídicas. O paciente, por sua vez, frágil como está, questiona-se: como não acreditar? Por que esse alguém iria me mandar algo que não fosse verdade? Acreditem, a grande maioria dessas informações não passam de "Fake News". O “Dr.Google” é constantemente questionado sobre sintomas, diagnóstico e tratamento para o câncer. Em que pese, algumas das informações serem relevantes e verdadeiras; um amontoado de dados está disponível para que os pacientes se percam. Nesse sentido, o próprio gigante Google vem adotando medidas, há alguns anos, para verificar as informações que são publicadas e tentar reduzir o número de notícias falsas. Ainda assim, não param de se multiplicar sites e blogs com conteúdos contestáveis. Um dos tipos de fontes de ´Fake News´ mais frequentes são blogs de sobreviventes do câncer. Pacientes que enfrentaram com sucesso a doença, tornam-se ativistas e desavisadamente terminam por propagar falsos conceitos. Assim, é razoável que se lembre que a experiência individual de um paciente não necessariamente serve para os demais. Além disso, novas opções de diagnóstico e terapia surgem a cada dia e apenas o profissional especializado – o oncologista – é capaz de afirmar se uma determinada alternativa se encaixa para o seu caso. Primeiramente, o paciente precisa ser informado de que embora tenha um diagnóstico de câncer, cada câncer é de um tipo, evolui de forma diversa e possui tratamentos diferentes. Assim, conteúdos que são publicados em blogs, sites, correntes de mensagem e mesmo em publicações reconhecidas para o público leigo, como jornais e revistas, não se aplicam necessariamente para um paciente em específico. Uma consequência desses boatos e ´Fake News´ é a adesão a terapias alternativas (sabidamente incapazes de combater a doença) em detrimento dos tratamentos convencionais e estabelecidos. Como na oncologia a comunicação costuma ser pouco trivial entre o oncologista e seu paciente, informando constantemente notíciais difíceis, tentando traduzir os termos técnicos em algo descomplicado, os pacientes costumam fugir desse cenário e buscar alternativas. São conhecidos que trazem informações de produtos naturais, como chás ou ervas, pílulas milagrosas capazes de curar todo tipo de câncer ou qualquer coisa mais fácil do que quimioterapia. Embora o apelo seja fortíssimo, cabe-me lembrá-lo, caro leitor, que desconheço o real benefício de quaisquer alternativas que não tenham se originado em muita pesquisa. Assim, desconfie e discuta suas dúvidas com seu oncologista – único profissional habilitado para dirimir tais ´Fake News´.
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Metástases Cerebrais
09.04.2024
Dr. Eduardo Guedes
O que são Metástases Cerebrais? Metástases cerebrais são tumores que se formam no cérebro a partir de um câncer originado em outra parte do corpo. Elas ocorrem quando células cancerígenas se desprendem do tumor primário, viajam pela corrente sanguínea ou linfática e se instalam no tecido cerebral. Quais os Tipos de Câncer Mais Propensos a Causar Metástases Cerebrais? Os tipos de câncer mais propensos a se espalhar para o cérebro incluem: - Pulmão - Mama - Pele (Melanoma) - Rins - Cólon e Reto Sintomas de Metástases Cerebrais Os sintomas das metástases cerebrais variam de acordo com a localização, tamanho e número das metástases, e podem incluir: - Dor de cabeça: Geralmente é o sintoma mais comum e pode ser persistente, grave e piorar à noite ou ao se levantar. - Náuseas e vômitos - Crises epilépticas - Fraqueza ou dormência em um lado do corpo - Dificuldades de fala ou compreensão - Problemas de visão - Tontura ou desequilíbrio - Alterações na personalidade ou humor - Confusão ou perda de memória - Diagnóstico de Metástases Cerebrais O diagnóstico de metástases cerebrais geralmente envolve uma combinação de métodos, como: - Exame físico e histórico médico - Tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do cérebro - Exames de sangue - Biópsia do tumor Tratamento de Metástases Cerebrais O tratamento das metástases cerebrais depende de diversos fatores, como o tipo e o estágio do câncer primário, a localização, o tamanho e o número das metástases, e a saúde geral do paciente. As opções de tratamento podem incluir: -Cirurgia: Para remover as metástases, se possível. - Radioterapia: Utiliza raios X de alta energia para matar as células cancerígenas. - Quimioterapia: Utiliza medicamentos para destruir as células cancerígenas em todo o corpo. - Terapia direcionada: Ataca as células cancerígenas específicas com base em suas características moleculares. - Imunoterapia: Ajuda o sistema imunológico do corpo a combater o câncer. Prognóstico de Metástases Cerebrais O prognóstico de metástases cerebrais é variável e depende de diversos fatores, como o tipo e o estágio do câncer primário, a idade e a saúde geral do paciente, e as opções de tratamento disponíveis. Em geral, o prognóstico é pior para pacientes com metástases múltiplas ou grandes, ou com metástases localizadas em áreas críticas do cérebro. Consulte sempre um médico especializado para obter um diagnóstico e um plano de tratamento adequados.
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Rejuvenescimento global da face
09.11.2020
Dra. Monique de Oliveira Valdek
O processo de envelhecimento da face é global, tridimensional, ocorrendo a perda de estruturas que lhe dão forma e contorno. As marcas de expressão e sulcos são o resultado de uma série de eventos que envolvem a pele, gordura, músculos e ossos. Com o passar dos anos, ocorre uma diminuição da gordura facial, da musculatura e uma reabsorção dos ossos também. As CONVEXIDADES e arcos característicos da juventude são substituídos por áreas planas ou ate côncavas. Buscar novamente os contornos da face e sua harmonia é uma importante parte do protocolo de rejuvenescimento. Para tanto, recomendamos um tratamento em três etapas: uma primeira etapa, com tratamento das marcas de expressão com a toxina botulínica e uma uniformização da pele por meio de cremes à base de despigmentantes quando necessários; uma segunda etapa com reposição do volume perdido da face com os preenchimentos faciais e, por fim, uma terceira etapa, com o tratamento das rugas superficiais e melhora da cor, textura e brilho através de peelings, laser ou skinboosters (hidratantes injetáveis). Esse tratamento tridimensional visa suprir as necessidades dessa pele envelhecida, sob o olhar da face como um todo. Buscar novamente os contornos da face e sua harmonia é uma importante parte do protocolo de rejuvenescimento
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Ter câncer e a importância da segunda opinião médica
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
O diagnóstico de um câncer modifica a vida do paciente e de sua família. Será necessário lidar não apenas com o susto das primeiras informações, mas, especialmente, tomar decisões sobre seus cuidados que podem impactar diretamente os resultados do tratamento. Um passo fundamental é a escolha do profissional que irá acompanhá- lo durante toda a trajetória: o oncologista. O diagnóstico de um câncer modifica a vida do paciente e de sua família. Será necessário lidar não apenas com o susto das primeiras informações, mas, especialmente, tomar decisões sobre seus cuidados que podem impactar diretamente os resultados do tratamento. Um passo fundamental é a escolha do profissional que irá acompanhá- lo durante toda a trajetória: o oncologista. Na oncologia, é extremamente frequente que o paciente procure diferentes opiniões médicas antes de adotar uma conduta. Essa atitude é sempre recomendável e não fere a relação médico-paciente. Pelo contrário, dá ao paciente e ao especialista escolhido a segurança de que estão tomando as decisões mais acertadas, levando em conta aspectos clínicos, sociais, financeiros e psicológicos. Existem diversas razões pelas quais os pacientes procuram outros profissionais antes de iniciar um tratamento: o paciente tem dúvidas sobre o diagnóstico, deseja conhecer outras opções de tratamento, o convênio médico exige uma segunda opinião, o tratamento escolhido não está levando aos efeitos esperados. É sempre importante lembrar que como medicina não é ciência exata, frequentemente haverão alternativas e opiniões diversas para o mesmo caso. Na oncologia, essas diferentes opiniões raramente são excludentes; mais comumente, elas podem se somar em benefício do paciente. O código de ética médica expressa que a segunda opinião é direito do paciente. Segundo o Art.39, é vedado ao médico opor-se à realização da segunda opinião solicitada pelo paciente ou por seu representante legal. Assim, o bom profissional e, em especial na oncologia, deve aprovar essa conduta de forma a enriquecer as opções de tratamento para o paciente, visando sempre sua cura. É de boa postura ética que o médico que efetue a segunda opinião reconduza o paciente ao primeiro médico, emitindo um relatório ou parecer com seus pontos de vista. Em muitos casos, o paciente reconstrói sua escolha e termina por optar pelo auxílio do novo profissional, considerando aspectos como opções de tratamento ofertadas, gentileza no cuidado, habilidades de comunicação e proximidade de sua residência. Ao paciente, é fundamental reiterar que as segundas, terceiras ou inúmeras opiniões devem ser sempre obtidas de profissionais reconhecidamente capacitados, atuantes, experientes e que possam somar benefícios palpáveis. O paciente deve sempre suspeitar de condutas mirabolantes, promessas incomuns, alternativas fáceis ou abordagens que envolvam custos exacerbados. Nesses casos, a prudência deve imperar e o paciente deve discutir abertamente seus questionamentos e anseios com o especialista escolhido.
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A importância da Avaliação Neuropsicológica
03.09.2024
Dr. André Soares do Nascimento
A Avaliação Neuropsicológica é um processo fundamental no campo da saúde, especialmente nas áreas de neurologia, psiquiatria e psicologia. Esse método de avaliação é uma ferramenta poderosa para entender o funcionamento cognitivo, comportamental e emocional de um indivíduo, com o objetivo de identificar possíveis disfunções cerebrais, orientar diagnósticos e delinear estratégias terapêuticas. É uma ferramenta utilizada para compreender o funcionamento do cérebro humano e identificar possíveis alterações cognitivas, emocionais e comportamentais. Através de uma bateria de testes e questionários, o neuropsicólogo avalia diversas funções cerebrais, como memória, atenção, linguagem, percepção, praxias, gnosias, funções executivas e emoções. 1. Definição e Propósito A Avaliação Neuropsicológica é composta por uma série de testes padronizados que mensuram diferentes habilidades cognitivas, como memória, atenção, linguagem, raciocínio lógico e funções executivas. Além disso, essa avaliação também investiga aspectos emocionais e comportamentais. Seu principal propósito é verificar se há alterações no funcionamento do cérebro que podem estar impactando o desempenho do indivíduo em sua vida cotidiana, seja no trabalho, nos estudos ou nas relações interpessoais. 2. Identificação de Disfunções Neurológicas Uma das principais importâncias da Avaliação Neuropsicológica está na sua capacidade de identificar disfunções neurológicas que podem não ser detectadas em exames de imagem, como a ressonância magnética. Distúrbios como demências, transtornos de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), lesões cerebrais traumáticas, entre outros, podem ser diagnosticados com maior precisão através dessa avaliação, o que permite uma intervenção precoce e mais eficaz. 3. Planejamento de Tratamento e Reabilitação Com base nos resultados obtidos na Avaliação Neuropsicológica, é possível delinear um plano de tratamento individualizado. Profissionais de saúde podem desenvolver estratégias terapêuticas e de reabilitação cognitiva que atendam às necessidades específicas do paciente. Por exemplo, em casos de pacientes que sofreram acidentes vasculares cerebrais (AVC), a avaliação pode identificar as áreas cognitivas mais afetadas, auxiliando na escolha das intervenções mais adequadas para a recuperação. 4. Apoio ao Diagnóstico Diferencial A Avaliação Neuropsicológica também desempenha um papel crucial no diagnóstico diferencial, ou seja, na distinção entre diferentes condições que podem apresentar sintomas semelhantes. Isso é particularmente importante em condições como a doença de Alzheimer e outras formas de demência, depressão, esquizofrenia, ou mesmo distúrbios do desenvolvimento, como o autismo. Ao diferenciar essas condições, os profissionais de saúde podem propor tratamentos mais específicos e eficazes para cada caso. 5. Monitoramento da Progressão de Doenças Em pacientes com condições neurológicas crônicas, como esclerose múltipla, Parkinson ou Alzheimer, a Avaliação Neuropsicológica é essencial para o monitoramento da progressão da doença. Ela permite avaliar se há declínio cognitivo ao longo do tempo e ajustar as intervenções terapêuticas conforme a necessidade, garantindo uma melhor qualidade de vida para o paciente. 6. Importância no Contexto Educacional e Profissional No ambiente educacional, a Avaliação Neuropsicológica é frequentemente utilizada para identificar dificuldades de aprendizagem e traçar estratégias de ensino personalizadas. Em adultos, ela pode ser empregada para avaliar o impacto de condições neurológicas no desempenho profissional, auxiliando no planejamento de adaptações no ambiente de trabalho, quando necessário. 7. Aspectos Psicoemocionais e Qualidade de Vida Além dos aspectos puramente cognitivos, a Avaliação Neuropsicológica também oferece insights sobre o estado emocional e comportamental do indivíduo. Alterações cognitivas muitas vezes estão associadas a sintomas de depressão, ansiedade ou mudanças de personalidade, que podem ser identificados e tratados a partir da avaliação. Dessa forma, essa abordagem multidimensional contribui significativamente para a melhoria da qualidade de vida do paciente. Por que a avaliação neuropsicológica é importante? Diagnóstico preciso: Auxilia no diagnóstico de diversas condições neurológicas, como doenças neurodegenerativas (Alzheimer, Parkinson), tumores cerebrais, traumatismos cranioencefálicos, transtornos do desenvolvimento (dislexia, TDAH), entre outros. Tratamento personalizado: Permite a criação de planos de tratamento individualizados, considerando as dificuldades específicas de cada paciente. Acompanhamento da evolução: Permite acompanhar a evolução do quadro clínico e a eficácia das intervenções terapêuticas. Prevenção: Identifica precocemente alterações cognitivas, permitindo a implementação de medidas preventivas. Orientação: Oferece orientação aos pacientes e familiares sobre as limitações e potencialidades, facilitando a adaptação e a qualidade de vida. Quais são os benefícios da avaliação neuropsicológica? Melhor compreensão do funcionamento cerebral: Permite identificar as áreas do cérebro que estão funcionando de forma adequada e aquelas que podem estar comprometidas. Melhora da qualidade de vida: Através do diagnóstico preciso e do tratamento adequado, é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares. Aumento da autonomia: O conhecimento das próprias dificuldades e potencialidades permite que os pacientes desenvolvam estratégias para superar os desafios e aumentar sua autonomia. Redução do impacto de doenças neurológicas: A detecção precoce e o tratamento adequado podem reduzir o impacto de doenças neurológicas na vida dos pacientes. Conclusão A Avaliação Neuropsicológica é uma ferramenta indispensável para a compreensão das interações complexas entre cérebro, comportamento e cognição. Sua importância reside não apenas na capacidade de identificar e diagnosticar disfunções neurológicas, mas também em oferecer um caminho claro para a reabilitação e o tratamento, promovendo uma melhor qualidade de vida e um cuidado mais holístico e eficiente aos pacientes. Em um mundo onde a saúde mental e cognitiva ganha cada vez mais relevância, a Avaliação Neuropsicológica emerge como um recurso essencial para a prática clínica moderna. Quando procurar um neuropsicólogo? É recomendado procurar um neuropsicólogo em casos de: Dificuldades de memória, atenção ou concentração; Alterações de linguagem; Dificuldades de aprendizagem; Alterações de comportamento; Traumatismos cranioencefálicos; Doenças neurodegenerativas; Doenças vasculares; Tumores cerebrais; Transtornos do desenvolvimento. Em resumo, a avaliação neuropsicológica é um exame essencial para a saúde do cérebro. Ao identificar precocemente as alterações cognitivas, é possível oferecer um tratamento personalizado e eficaz, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares.
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