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Prótese mamária: Subglandular ou Submuscular?
15.09.2020
Dr. Wagner da Silva Leal
Uma das perguntas mais frequentes no consultório é: Em qual plano temos melhores resultados com as próteses de mama? O músculo do qual falamos é o músculo peitoral maior. Ele ocupa boa parte do tórax anterior, na projeção das mamas e pode ser um grande aliado para um resultado natural no aumento mamário. De forma geral, existem os planos Subglandular e Submuscular na hora de escolher o posicionamento das próteses mamárias. Ambos os planos podem ser adequados, desde que seja bem escolhido para cada tipo de paciente. As próteses mamárias, sejam elas redondas ou anatômicas, têm bordos que precisam estar bem camuflados para um resultado estético natural das mamas aumentadas. Pacientes com prega cutânea maior que 3 cm no polo superior da mama podem sem tratadas com implantes mamários subglandulares sem problemas. Já pacientes com prega cutânea menor que 3 cm no polo superior são boas candidatas para um implante submuscular, pois o músculo peitoral acima da prótese aumentará a quantidade de tecido protegendo as partes superior e medial do implante. Isso permite um efeito natural do aumento mamário. A maioria das pacientes que procuram aumento mamário são magras e de pouca cobertura no polo superior, o que faz com que a maioria dos casos de aumento mamário acabem tendo uma indicação do plano submuscular. A opção de implante submuscular mais utilizada atualmente é o Dual Plane, descrito por John Tebbets em 2001. Nesta modalidade, o músculo peitoral cobre aproximadamente 2/3 da prótese, exatamente nos locais onde precisamos de maior cobertura, deixando 1/3 inferior e lateral abaixo da glândula. Esse avanço nos trouxe a possibilidade de evitar o efeito artificial das próteses subglandulares em pacientes magras sem a principal intercorrência das outras modalidades submusculares que era uma marcação na mama durante a movimentação dos braços (efeito dupla bolha). Outras vantagens do plano submuscular são a distância maior da prótese de eventuais lesões na glândula mamária que podem surgir no decorrer da vida da paciente, facilitando eventuais exames de imagem ou mesmo punções de cistos ou nódulos. Como trata-se de um plano avascular, o uso de drenos não é necessário na maior parte das vezes. A desvantagem que costuma ser levantada do plano subglandular em relação ao submuscular seria a dor. O que vemos na prática diária é que a diferença é mínima (se é que há alguma) e que acaba cedendo após a primeira semana. Em qualquer um dos planos, a cirurgia de prótese mamária é um procedimento rápido, que pode receber alta no mesmo dia da cirurgia e de recuperação curta. Já é a cirurgia plástica mais realizada no Brasil e tem ajudado milhares de mulheres a ter um coturno corporal mais equilibrado.
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Quais as indicações da toxina botulínica?
01.04.2024
Dra. Silvana Rocha
Que a toxina botulínica é um dos tratamentos mais realizados no mundo, você já sabe. Mas esse queridinho da estética tem indicações que vão muito além do tratamento para as rugas. Vamos mostrar como essa substância é versátil, e onde ela pode ser aplicada. Acompanhe! O que é toxina botulínica? A toxina botulínica é uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Ela atua no bloqueio da acetilcolina, um neurotransmissor que faz a ligação entre os músculos e o cérebro. Assim, age paralisando os músculos da região, deixando a área relaxada, sem capacidade de contração. Tratamentos para rugas A prevenção e tratamento de rugas é a finalidade mais comum da toxina botulínica, dentro da área da estética. As rugas e linhas de expressão surgem no rosto por conta da diminuição da produção de colágeno e elastina, as substâncias que mantêm a sustentação da pele. Por volta dos 30 anos de idade, o ritmo de produção começa a diminuir naturalmente (e pode ser agravado por maus hábitos de vida, como sedentarismo, alimentação inadequada e falta de cuidado com a pele). Assim, a pele começa a apresentar marcas e sulcos, que geralmente são os primeiros sinais do envelhecimento. Portanto, a toxina botulínica age de duas formas: como prevenção e como correção. Preventivo A toxina botulínica pode ser utilizada na estética como um preventivo às rugas e sulcos. A recomendação é que o tratamento inicie por volta dos 30 anos, quando os primeiros sinais do envelhecimento surgem (mas a avaliação médica é essencial para estabelecer o melhor tratamento para cada pessoa). Quando iniciada de maneira preventiva, a toxina botulínica não deixa que as linhas de expressão se tornem rugas permanentes, prolongando a aparência jovem por muito mais tempo. Corretivo Pessoas que já apresentam rugas dinâmicas, que são aquelas que aparecem quando contraímos os músculos da face para falar ou sorrir, por exemplo, também podem se beneficiar da toxina botulínica. Nesses casos, a substância é aplicada nos locais onde as rugas estão instaladas. A substância age impedindo a contração do músculo, evitando assim que as rugas se formem. Esse efeito também deixa a pele esticada por mais tempo, atenuando a aparência das rugas gradualmente. A toxina botulínica pode ser aplicada nos pés de galinha, nas linhas da testa, na glabela e no bigode chinês, por exemplo. Tratamento da hiperidrose A hiperidrose, também conhecida como suor excessivo, é uma condição em que a pessoa apresenta um excesso de suor, principalmente nas axilas, palmas das mãos e testa. A toxina botulínica é uma ótima forma de tratar essa condição, já que sua ação bloqueia a ação das glândulas sudoríparas, diminuindo a produção de suor. O tratamento é muito eficaz nas axilas, testa e palmas das mãos; e tem uma duração média de 6 meses, sendo necessárias sessões de manutenção após esse período. Tratamento para bruxismo A disfunção que faz com que a pessoa fique apertando e rangendo os dentes durante o sono, conhecida como bruxismo, também pode ser tratada com a toxina botulínica. O seu efeito age sobre a capacidade de pressão da mandíbula, aliviando a força dos músculos responsáveis pela mastigação, diminuindo a pressão e o desgaste nos dentes. Toxina botulínica para sorriso gengival Quem tem sorriso gengival, costuma ter a autoestima bastante abalada por causa dessa condição. Essas pessoas tendem a exporem muito a gengiva quando sorriem, devido a uma elevação exagerada do lábio superior. Embora alguns casos só possam ser tratados através de cirurgia, a toxina botulínica é um método bastante efetivo para diminuir o sorriso gengival. Ela é aplicada nos músculos responsáveis pela elevação do lábio, fazendo com que ele não seja tão puxado para cima quando a pessoa sorri.
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Deep Face Lifting
01.04.2024
Dr. Júlio Leite
O Deep Plane Facelift, ou lifting facial profundo, é uma técnica cirúrgica avançada de rejuvenescimento facial que se destaca por abordar as camadas mais profundas da face, incluindo músculos e tecidos subjacentes, em vez de apenas esticar a pele superficialmente. Como funciona: Diferentemente dos liftings tradicionais, o Deep Plane Facelift envolve a liberação e o reposicionamento do SMAS (Sistema Músculo-Aponeurótico Superficial), uma camada de tecido conjuntivo que recobre os músculos faciais. Essa abordagem permite um lifting mais natural e duradouro, pois trata a flacidez muscular, que é uma das principais causas do envelhecimento facial. Benefícios: Resultados mais naturais: Ao reposicionar os músculos e tecidos profundos, o Deep Plane Facelift proporciona um resultado mais harmonioso e natural, evitando o aspecto artificial de "rosto esticado". Maior durabilidade: A abordagem profunda garante resultados mais duradouros em comparação com os liftings tradicionais, que podem perder o efeito com o tempo devido à flacidez muscular. Melhora da flacidez e rugas: O procedimento é eficaz no tratamento da flacidez facial, rugas profundas, sulcos nasogenianos (bigode chinês) e perda de definição do contorno facial. Menor risco de complicações: A técnica, quando realizada por um cirurgião experiente, apresenta menor risco de complicações, como lesões nervosas e hematomas. Candidatos: O Deep Plane Facelift é indicado para pacientes com sinais moderados a avançados de envelhecimento facial, como flacidez, rugas profundas e perda de volume. É importante que o paciente esteja em bom estado de saúde e tenha expectativas realistas em relação aos resultados. Recuperação: O tempo de recuperação varia de acordo com cada paciente, mas geralmente leva algumas semanas. É comum haver inchaço nos primeiros dias, que diminuem gradualmente. O paciente deve seguir as orientações do cirurgião para garantir uma recuperação tranquila e obter os melhores resultados. Considerações: O Deep Plane Facelift é um procedimento cirúrgico que requer um profissional qualificado e experiente. É fundamental buscar um profissional de confiança e discutir suas expectativas e dúvidas antes de tomar a decisão.
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A Importância dos Exames Obstétricos com Especialista
17.04.2024
Dra. Julyanna Costa
A gestação é um período único e especial na vida de uma mulher. Durante esses nove meses, o corpo passa por diversas transformações para acolher e nutrir uma nova vida. Para garantir a saúde tanto da mãe quanto do bebê, é fundamental realizar acompanhamento médico regular e realizar todos os exames obstétricos indicados. É importante ressaltar que cada gestante é única e as necessidades podem variar. Por isso, é fundamental seguir as orientações do seu médico e realizar todos os exames indicados. A realização de exames obstétricos com um especialista é fundamental para garantir a saúde da gestante e do bebê. Esses exames, que incluem ultrassonografias, exames de sangue e monitoramento do crescimento fetal, desempenham um papel crucial em várias etapas da gravidez. Em primeiro lugar, a consulta com um especialista permite o diagnóstico precoce de possíveis complicações. Condições como diabetes gestacional, hipertensão e anomalias fetais podem ser identificadas e monitoradas, possibilitando intervenções que podem salvar vidas. O acompanhamento regular também ajuda a assegurar que a gestação esteja evoluindo de forma saudável. Além disso, os exames obstétricos fornecem informações valiosas sobre o desenvolvimento do bebê. A ultrassonografia, por exemplo, não apenas avalia o crescimento fetal, mas também permite visualizar a placenta e o líquido amniótico, ajudando a identificar possíveis problemas que poderiam afetar a saúde do recém-nascido. Por fim, a realização regular de exames obstétricos contribui para a educação da gestante sobre sua saúde e a do bebê. Entender a importância de cada exame e o que cada resultado significa é essencial para que as futuras mães se sintam mais empoderadas em suas escolhas e cuidados. Em resumo, os exames obstétricos realizados com especialistas são essenciais para monitorar a saúde da gestante e do bebê, detectar problemas precocemente, oferecer suporte emocional e educar os pais. Investir nesse acompanhamento é garantir um início de vida mais saudável e seguro para todos. Mas por que os exames obstétricos são tão importantes? Os exames obstétricos são ferramentas poderosas que permitem ao médico acompanhar de perto o desenvolvimento do bebê, identificar possíveis complicações e tomar as medidas necessárias para garantir uma gestação saudável e um parto seguro. Principais benefícios dos exames obstétricos: • Detecção precoce de complicações: Através dos exames, é possível identificar precocemente condições como diabetes gestacional, pré-eclampsia, malformações congênitas e outras complicações que podem afetar a saúde da mãe e do bebê. • Monitoramento do crescimento fetal: Os exames permitem acompanhar o crescimento e desenvolvimento do bebê, verificando se ele está crescendo adequadamente e se há algum sinal de restrição de crescimento. • Avaliação da placenta: A placenta é o órgão responsável por fornecer nutrientes e oxigênio ao bebê. Os exames avaliam a saúde da placenta e garantem que ela esteja funcionando corretamente. • Identificação de múltiplas gestações: Em casos de gestações gemelares ou múltiplas, os exames são essenciais para acompanhar o desenvolvimento de cada bebê e identificar possíveis complicações. • Preparo para o parto: Os exames ajudam a determinar a data provável do parto, a posição do bebê e a avaliar as condições do colo do útero, permitindo que o médico planeje o melhor tipo de parto para cada caso. • Tranquilidade para a gestante: Ao realizar todos os exames e acompanhar regularmente o pré-natal, a gestante tem mais tranquilidade e segurança, sabendo que está fazendo tudo o que pode para garantir a saúde do seu bebê. Quais os principais exames obstétricos? • Ultrassonografia: É o exame de imagem mais utilizado durante a gestação, permitindo visualizar o bebê em tempo real e avaliar seu crescimento, desenvolvimento e bem-estar. • Exames de sangue: Avaliam a saúde da gestante, verificam a presença de infecções, anemia, diabetes e outros problemas. • Exames de urina: Avaliam a função renal e a presença de infecção urinária. • Cardiotocografia: Monitora os batimentos cardíacos do bebê e as contrações uterinas, avaliando o bem-estar fetal. Conclusão Os exames obstétricos são aliados essenciais para uma gestação saudável e segura. Ao realizar todos os exames e acompanhar regularmente o pré-natal, a gestante garante que ela e seu bebê recebam os melhores cuidados durante essa fase tão especial. Lembre-se: investir na saúde durante a gestação é um presente para você e para o seu bebê!
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Disfonia
09.04.2024
Dr. Emanuel Veras
Disfonia O termo disfonia é utilizado, para descrever qualquer alteração da qualidade vocal, frequência e intensidade, sendo um esforço vocal que prejudica a comunicação e a qualidade de vida do indivíduo. Apesar de vulgarmente apelidada de rouquidão, a verdade é que essa alteração é apenas uma das que completam o quadro. São alterações da voz produzidas por algum problema no trato vocal, que compreende estruturas desde as cordas vocais até a cavidade oral. As cordas vocais estão situadas na laringe, um órgão localizado no pescoço. A disfonia pode afetar pacientes de ambos os sexos e de diversas faixas etárias, de modo que quase um terço da população será afetada por esse problema em algum momento da vida. A corrente de ar proveniente do pulmão é responsável pela vibração das cordas vocais, que dará origem à voz, quanto mais móveis forem as cordas vocais, melhor é a voz, qualquer alteração desse órgão que interfira nessa vibração, causando, por exemplo, um enrijecimento, modifica a qualidade da voz, deixando-a áspera, soprosa ou rouca. Em um quadro de disfonia, o paciente pode apresentar esforço, para emitir a voz, cansaço ao falar, dificuldade em manter a voz, rouquidão, pouca resistência ao falar e perda da eficiência vocal. Podem ser classificadas, etiologicamente, em duas categorias: orgânica e funcional. As orgânicas são aquelas causadas por alterações estruturais (tumores, inflamação das cordas vocais e malformações da laringe), por alterações neurológicas (como paralisia das cordas vocais, doença de Parkinson e esclerose lateral amiotrófica) ou por outros aspectos não relacionados ao uso da voz, tal como o refluxo gastroesofágico/laringofaríngeo. Quando não existe nenhuma causa estrutural ou neurológica, estamos perante uma disfonia não-orgânica, denominada de disfonia funcional. Nesse caso, pode ser decorrente de uso inadequado/abusivo da voz, de inadaptações vocais e de alterações psicogênicas. O tratamento depende da causa. Nos casos em que a rouquidão é funcional, é tratada com recurso à terapia da fala (fonoterapia), na qual se aprende a utilizar a voz de uma forma mais adequada às necessidades, reduzindo os esforços e os danos à laringe. No caso de lesões mais complexas, como nódulos, pólipos ou suspeitas de malignidade, é necessário recorrer à cirurgia. Contudo, em qualquer um dos casos, as medidas de higiene vocal são fundamentais à prevenção e à cura da disfonia, são elas: evitar o uso vocal intenso e prolongado, reduzir o esforço vocal (tossir, pigarrear, gritar ou sussurrar), falar pausadamente e articular bem as palavras, descansar a voz, evitar usar a voz em contextos de infeção respiratória ou de crises de alergia, não fumar e evitar frequentar ambientes de fumo, reduzir a ingestão de álcool, de café, de chá e de bebidas com gás, evitar ambientes com pó, com cheiros intensos e com ar condicionado, bem como mudanças bruscas de temperatura. Ainda, é importante manter uma alimentação saudável e boa hidratação, ou seja, ter um estilo de vida saudável. Se você está com algum desses sintomas, procure um OTORRINOLARINGOLOGISTA. Dr. Emanuel Veras CRM 13022 Otorrinolaringologia
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Ansiedade
17.04.2024
Dr. Estacio Amaro
Os transtornos de ansiedade vêm crescendo, cada vez mais, no mundo contemporâneo. Acredita-se que, além da alteração orgânica, algumas situações como as exigências do mundo moderno, o estresse, as alterações da atualidade que levam à redução da qualidade de vida, entre outras, facilitam o desenvolvimento da ansiedade. A ansiedade cursa com sintomas, como: • Medo intenso e patológico • Diarreia • Tontura • Sudorese • Calafrios ou ondas de calor • Palpitações • Hipertensão • Taquicardia • “Formigamento” • Tremores • Aumento da frequência urinária A maioria das pessoas não sabe que os transtornos de ansiedade podem ser classificados em: TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA: ansiedade antecipatória (preocupação antecipada com algo que ainda vai ou não ocorrer), inquietação ou sensação de estar com os “nervos à flor da pele”, fadiga ou cansaço, dificuldade de concentração ou sensações de “branco”, irritabilidade, tensão muscular, perturbação do sono. TRANSTORNO DE PÂNICO: sintomas ansiosos juntamente com medo de morrer e/ou de enlouquecer, que duram, em média, de 30 a 60 minutos. Muitos têm a sensação de que estão tendo um infarto e procuram o cardiologista, mas, na verdade, estão apresentando um ataque de pânico. TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL: preocupação excessiva com situações sociais ou de desempenho, em que há necessidade de se expor, medo de ser avaliado e criticado. O medo da exposição pode ser: apresentar-se em público, alimentar-se na frente de pessoas desconhecidas, etc. FOBIA ESPECÍFICA: Medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, revelado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica. As mais comuns são: sangue-injeção-ferimento, animais e situacionais (altura, locais fechados, etc.). TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO: presença de pensamentos obsessivos, como, por exemplo, “se eu não lavar as mãos, algo ruim irá acontecer com minha mãe”, além de compulsões (conhecidas popularmente como manias): contaminação (lavar as mãos excessivamente), verificação (a mais comum é de verificar se a porta está fechada), simetria (os objetos precisam estar alinhados), entre outras. TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO: exposição a um evento traumático, recordações aflitivas, pesadelos, revivescência do trauma, insônia, hipervigilância, resposta de sobressalto exagerada. O trauma é psíquico, como: presenciar um homicídio ou um suicídio, catástrofes, abusos físico e sexual, etc. TRANSTORNO DE ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO: mais comum em crianças e adolescentes. É o medo de estar longe de figuras de vínculo, de que algo ocorra e nunca mais as veja, seguir a pessoa pela casa, telefonar insistentemente para saber onde o pai e/ou a mãe estão, por exemplo, etc. Se você se identifica com algum desses sintomas descritos ou os percebe em seus familiares, não deixe de procurar assistência psiquiátrica e psicológica, visto que a ansiedade causa muito sofrimento e pode ser inclusive, incapacitante.
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O envelhecer: por que precisamos conversar sobre isso?
20.03.2023
Dr. Daniel Felgueiras Rolo
Muitos de nós pensamos em viver por muitos anos. No entanto, poucos pensam em como envelhecerão.Viver uma vida longeva está inevitavelmente atrelada ao envelhecer, no entanto, costumamos dissociar as duas coisas frequentemente. Seria pelo medo dos anos de dependência física, dificuldades para se vestir, tomar banho, fazer a própria toalete, tomar decisões importantes, lembrar das pessoas que amamos etc. ou seria pelo medo de morrer?Nos últimos 120 anos, o mundo vem passando por uma mudança enorme, chamada transição demográfica. Antes, as famílias precisavam ter vários filhos, uma vez que não se sabia quantos desses filhos chegariam à idade adulta para ajudar na lavoura. A mortalidade infantil era absurdamente elevada. Com a melhora das condições de saúde, essa mortalidade despencou. Nessa nova situação, mesmo com a redução das taxas de óbito infantil, as famílias continuavam a ter vários filhos. Isso fez aumentar e muito os núcleos familiares. Com o aumento da importância das metrópoles, houve a migração para as cidades da população do campo e, com isso, o aumento do custo de se educar, alimentar e, em fim, manter vários filhos dignamente.Com isso, as famílias passaram a repensar o melhor momento e quantos filhos deveriam ter. Com o tempo, houve uma redução do número de filhos por casais. Famílias que tinham em torno de 9 filhos, passaram a ser cada vez mais raras, dando lugar, lentamente, a famílias com 1 ou no máximo 2 filhos. Em estados do sul do país, já podemos observar uma característica de involução populacional, quando há menos de 1 filho por casal nos registros.Outra mudança importante ocorrida no último século está associada ao que chamamos de transição demográfica que é a mudança no padrão de mortalidade da população nesse período. Antes, as pessoas morriam em grande parte por questões como infecções ou acidentes. Com a descoberta dos antibióticos, por exemplo, houve uma mudança desse padrão, com redução das mortes por infecções e aumento das mortes por doenças crônicas, como doenças do cérebro e cardiovasculares (infarto do miocárdio, acidentes vasculares etc.) e neoplasias.Dados do IBGE mostram que a população de idosos no Brasil (acima de 60 anos) tende a aumentar nos próximos 40 anos. Hoje, temos algo em torno de 10% de idosos, mas em 2050, seremos em torno de 30%, enquanto que o número de jovens tende a reduzir (25% em 2010, para 13% em 2050).“Percebam que me coloco na primeira pessoa do plural na última frase, pois em 2050, serei um desses idosos. Um conflito de interesses da minha parte? Com certeza! Precisamos de uma sociedade que saiba lidar com o envelhecer e que propicie condições para que isso ocorra de forma bem-sucedida.” Diz Dr. Daniel.Nos Estados Unidos, os dados mostram que não teremos tempo hábil para a formação suficiente de pessoas especializadas no cuidado com o Idoso (Geriatras e Gerontólogos) para o aumento da demanda. Isso tende a se estender até por volta de 2050. Eles já estão desenvolvendo formas de treinar médicos generalistas nesse cuidado, pois nem sempre um Geriatra estará disponível.Nos países menos desenvolvidos, essa mudança demográfica, de um país de jovens para um país de idosos, ocorrerá de maneira ainda mais arrebatadora. Com os núcleos familiares reduzidos, a probabilidade de um idoso não ter uma pessoa jovem para cuidar dele em sua velhice cresce a cada dia.O principal objetivo do Geriatra é proporcionar um envelhecimento bem-sucedido e independente. Ou seja, quando pensarmos em viver vidas longevas, junto com um Geriatra, poderemos pensar também em envelhecer com qualidade.
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Dermatite Atópica
27.06.2024
Dra. Mayara Madruga
A Dermatite Atópica é uma doença cutânea, inflamatória crônica, de caráter genético que pode ter alguns alimentos como fatores desencadeantes ou agravantes. Esta relação é mais prevalente nas crianças pequenas e nos quadros mais graves. Os sintomas da da são coceira intensa e que piora à noite, pele muito ressecada, placas vermelhas na pele e infecções de pele. Em bebês, as lesões predominam no rosto, pescoço e couro cabeludo. Em crianças maiores, adolescentes e adultos, a dermatite atópica atinge as dobras dos braços e pernas, rosto e pescoço. A coceira persistente compromete a qualidade de vida e provoca mudanças do comportamento, alterações do humor, isolamento e alterações do sono. No tratamento da dermatite atópica – a hidratação é a base do tratamento: o banho pode ser com água morna. Em seguida ao banho, ainda com a pele úmida, passe o creme hidratante receitado pelo médico; Sempre use sabonetes líquidos e neutros, já que os em barra — em sua maioria — não atingem o PH ideal que a pele precisa; não use bucha ou esponja. Além da hidratação da pele, estão recomendados os corticosteroides tópicos. Nos casos mais graves, imunossupressores e antibióticos (quando houver infecção na pele), de acordo com a avaliação médica.
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