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Dermatite Atópica
27.06.2024
Dra. Mayara Madruga
A Dermatite Atópica é uma doença cutânea, inflamatória crônica, de caráter genético que pode ter alguns alimentos como fatores desencadeantes ou agravantes. Esta relação é mais prevalente nas crianças pequenas e nos quadros mais graves. Os sintomas da da são coceira intensa e que piora à noite, pele muito ressecada, placas vermelhas na pele e infecções de pele. Em bebês, as lesões predominam no rosto, pescoço e couro cabeludo. Em crianças maiores, adolescentes e adultos, a dermatite atópica atinge as dobras dos braços e pernas, rosto e pescoço. A coceira persistente compromete a qualidade de vida e provoca mudanças do comportamento, alterações do humor, isolamento e alterações do sono. No tratamento da dermatite atópica – a hidratação é a base do tratamento: o banho pode ser com água morna. Em seguida ao banho, ainda com a pele úmida, passe o creme hidratante receitado pelo médico; Sempre use sabonetes líquidos e neutros, já que os em barra — em sua maioria — não atingem o PH ideal que a pele precisa; não use bucha ou esponja. Além da hidratação da pele, estão recomendados os corticosteroides tópicos. Nos casos mais graves, imunossupressores e antibióticos (quando houver infecção na pele), de acordo com a avaliação médica.
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Disfonia
09.04.2024
Dr. Emanuel Veras
Disfonia O termo disfonia é utilizado, para descrever qualquer alteração da qualidade vocal, frequência e intensidade, sendo um esforço vocal que prejudica a comunicação e a qualidade de vida do indivíduo. Apesar de vulgarmente apelidada de rouquidão, a verdade é que essa alteração é apenas uma das que completam o quadro. São alterações da voz produzidas por algum problema no trato vocal, que compreende estruturas desde as cordas vocais até a cavidade oral. As cordas vocais estão situadas na laringe, um órgão localizado no pescoço. A disfonia pode afetar pacientes de ambos os sexos e de diversas faixas etárias, de modo que quase um terço da população será afetada por esse problema em algum momento da vida. A corrente de ar proveniente do pulmão é responsável pela vibração das cordas vocais, que dará origem à voz, quanto mais móveis forem as cordas vocais, melhor é a voz, qualquer alteração desse órgão que interfira nessa vibração, causando, por exemplo, um enrijecimento, modifica a qualidade da voz, deixando-a áspera, soprosa ou rouca. Em um quadro de disfonia, o paciente pode apresentar esforço, para emitir a voz, cansaço ao falar, dificuldade em manter a voz, rouquidão, pouca resistência ao falar e perda da eficiência vocal. Podem ser classificadas, etiologicamente, em duas categorias: orgânica e funcional. As orgânicas são aquelas causadas por alterações estruturais (tumores, inflamação das cordas vocais e malformações da laringe), por alterações neurológicas (como paralisia das cordas vocais, doença de Parkinson e esclerose lateral amiotrófica) ou por outros aspectos não relacionados ao uso da voz, tal como o refluxo gastroesofágico/laringofaríngeo. Quando não existe nenhuma causa estrutural ou neurológica, estamos perante uma disfonia não-orgânica, denominada de disfonia funcional. Nesse caso, pode ser decorrente de uso inadequado/abusivo da voz, de inadaptações vocais e de alterações psicogênicas. O tratamento depende da causa. Nos casos em que a rouquidão é funcional, é tratada com recurso à terapia da fala (fonoterapia), na qual se aprende a utilizar a voz de uma forma mais adequada às necessidades, reduzindo os esforços e os danos à laringe. No caso de lesões mais complexas, como nódulos, pólipos ou suspeitas de malignidade, é necessário recorrer à cirurgia. Contudo, em qualquer um dos casos, as medidas de higiene vocal são fundamentais à prevenção e à cura da disfonia, são elas: evitar o uso vocal intenso e prolongado, reduzir o esforço vocal (tossir, pigarrear, gritar ou sussurrar), falar pausadamente e articular bem as palavras, descansar a voz, evitar usar a voz em contextos de infeção respiratória ou de crises de alergia, não fumar e evitar frequentar ambientes de fumo, reduzir a ingestão de álcool, de café, de chá e de bebidas com gás, evitar ambientes com pó, com cheiros intensos e com ar condicionado, bem como mudanças bruscas de temperatura. Ainda, é importante manter uma alimentação saudável e boa hidratação, ou seja, ter um estilo de vida saudável. Se você está com algum desses sintomas, procure um OTORRINOLARINGOLOGISTA. Dr. Emanuel Veras CRM 13022 Otorrinolaringologia
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Banco de Colágeno: você já ouviu falar?
13.02.2023
Dra. Monique de Oliveira Valdek
Com a produção reduzida, algumas imperfeições ficam mais evidentes, como a flacidez e as rugas. Por esse motivo, cada vez mais os tratamentos estéticos preventivos estão sendo requisitados. Em busca de alternativas que ajudem a preservar a beleza e a saúde, muitas pessoas estão buscando o prejuvenation (prevenção e rejuvenescimento).Entre as opções para estímulo de colágeno, há os bioestimuladores de colágeno. No Brasil, existem três principais produtos. O Sculptra (ácido poli-l-lactico, que é um potente estimulador de colágeno aplicado por meio de cânulas e necessita de, em média, três aplicações com intervalo de 60 dias entre elas; o Radiesse (hidroxiapatita de Cálcio) e o Ellansé (associação da Caprolactona e Carboximetilcelulose), que funciona como preenchedor e biostimulador ao mesmo tempo, e possui duração variável de um a quatro anos, dependendo da necessidade de cada paciente. A associação desses biostimuladores aos ultrassons microfocados aumenta em sete vezes o estímulo de colágeno. Entre esses ultrassons de lifting de última geração, podemos citar o Ultraformer III, um ultrassom macro e microfocado que potencializa a produção de colágeno tratando o déficit e criando um “banco” como forma preventiva de armazenamento de colágeno.Não invasivo, o Ultraformer III aquece a pele e os músculos, promovendo pontos de coagulação no local aplicado e uma posterior cicatrização, causando o efeito lifting.A associação dessas duas técnicas traz muitos benefícios, como a melhora da espessura da pele, linhas finas e cicatrizes de acne. Além disso, é usado para remodelação corporal com sua tecnologia macrofocada, que consegue destruir seletivamente as células de gordura.Ambos os procedimentos podem ser realizados em áreas corporais como braços, ao redor do umbigo e parte interna das coxas.O tratamento dura, em média, entre 20 minutos a uma hora, dependendo da área a ser tratada. Os efeitos aparecem a partir de 30 dias e a melhora é progressiva. O processo pós tratamento é tranquilo, com o aparecimento de edema leve, pequenos hematomas e dor leve em alguns pacientes. O grande diferencial do equipamento está em conseguir resultados para a flacidez sem a necessidade de procedimentos invasivos. Os cuidados com a pele são essenciais, pois, além de manter uma boa autoestima, a pele é um órgão importante e que merece cuidados em prol da saúde.
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Rejuvenescimento global da face
09.11.2020
Dra. Monique de Oliveira Valdek
O processo de envelhecimento da face é global, tridimensional, ocorrendo a perda de estruturas que lhe dão forma e contorno. As marcas de expressão e sulcos são o resultado de uma série de eventos que envolvem a pele, gordura, músculos e ossos. Com o passar dos anos, ocorre uma diminuição da gordura facial, da musculatura e uma reabsorção dos ossos também. As CONVEXIDADES e arcos característicos da juventude são substituídos por áreas planas ou ate côncavas. Buscar novamente os contornos da face e sua harmonia é uma importante parte do protocolo de rejuvenescimento. Para tanto, recomendamos um tratamento em três etapas: uma primeira etapa, com tratamento das marcas de expressão com a toxina botulínica e uma uniformização da pele por meio de cremes à base de despigmentantes quando necessários; uma segunda etapa com reposição do volume perdido da face com os preenchimentos faciais e, por fim, uma terceira etapa, com o tratamento das rugas superficiais e melhora da cor, textura e brilho através de peelings, laser ou skinboosters (hidratantes injetáveis). Esse tratamento tridimensional visa suprir as necessidades dessa pele envelhecida, sob o olhar da face como um todo. Buscar novamente os contornos da face e sua harmonia é uma importante parte do protocolo de rejuvenescimento
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O envelhecer: por que precisamos conversar sobre isso?
20.03.2023
Dr. Daniel Felgueiras Rolo
Muitos de nós pensamos em viver por muitos anos. No entanto, poucos pensam em como envelhecerão.Viver uma vida longeva está inevitavelmente atrelada ao envelhecer, no entanto, costumamos dissociar as duas coisas frequentemente. Seria pelo medo dos anos de dependência física, dificuldades para se vestir, tomar banho, fazer a própria toalete, tomar decisões importantes, lembrar das pessoas que amamos etc. ou seria pelo medo de morrer?Nos últimos 120 anos, o mundo vem passando por uma mudança enorme, chamada transição demográfica. Antes, as famílias precisavam ter vários filhos, uma vez que não se sabia quantos desses filhos chegariam à idade adulta para ajudar na lavoura. A mortalidade infantil era absurdamente elevada. Com a melhora das condições de saúde, essa mortalidade despencou. Nessa nova situação, mesmo com a redução das taxas de óbito infantil, as famílias continuavam a ter vários filhos. Isso fez aumentar e muito os núcleos familiares. Com o aumento da importância das metrópoles, houve a migração para as cidades da população do campo e, com isso, o aumento do custo de se educar, alimentar e, em fim, manter vários filhos dignamente.Com isso, as famílias passaram a repensar o melhor momento e quantos filhos deveriam ter. Com o tempo, houve uma redução do número de filhos por casais. Famílias que tinham em torno de 9 filhos, passaram a ser cada vez mais raras, dando lugar, lentamente, a famílias com 1 ou no máximo 2 filhos. Em estados do sul do país, já podemos observar uma característica de involução populacional, quando há menos de 1 filho por casal nos registros.Outra mudança importante ocorrida no último século está associada ao que chamamos de transição demográfica que é a mudança no padrão de mortalidade da população nesse período. Antes, as pessoas morriam em grande parte por questões como infecções ou acidentes. Com a descoberta dos antibióticos, por exemplo, houve uma mudança desse padrão, com redução das mortes por infecções e aumento das mortes por doenças crônicas, como doenças do cérebro e cardiovasculares (infarto do miocárdio, acidentes vasculares etc.) e neoplasias.Dados do IBGE mostram que a população de idosos no Brasil (acima de 60 anos) tende a aumentar nos próximos 40 anos. Hoje, temos algo em torno de 10% de idosos, mas em 2050, seremos em torno de 30%, enquanto que o número de jovens tende a reduzir (25% em 2010, para 13% em 2050).“Percebam que me coloco na primeira pessoa do plural na última frase, pois em 2050, serei um desses idosos. Um conflito de interesses da minha parte? Com certeza! Precisamos de uma sociedade que saiba lidar com o envelhecer e que propicie condições para que isso ocorra de forma bem-sucedida.” Diz Dr. Daniel.Nos Estados Unidos, os dados mostram que não teremos tempo hábil para a formação suficiente de pessoas especializadas no cuidado com o Idoso (Geriatras e Gerontólogos) para o aumento da demanda. Isso tende a se estender até por volta de 2050. Eles já estão desenvolvendo formas de treinar médicos generalistas nesse cuidado, pois nem sempre um Geriatra estará disponível.Nos países menos desenvolvidos, essa mudança demográfica, de um país de jovens para um país de idosos, ocorrerá de maneira ainda mais arrebatadora. Com os núcleos familiares reduzidos, a probabilidade de um idoso não ter uma pessoa jovem para cuidar dele em sua velhice cresce a cada dia.O principal objetivo do Geriatra é proporcionar um envelhecimento bem-sucedido e independente. Ou seja, quando pensarmos em viver vidas longevas, junto com um Geriatra, poderemos pensar também em envelhecer com qualidade.
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Quais as indicações da toxina botulínica?
01.04.2024
Dra. Silvana Rocha
Que a toxina botulínica é um dos tratamentos mais realizados no mundo, você já sabe. Mas esse queridinho da estética tem indicações que vão muito além do tratamento para as rugas. Vamos mostrar como essa substância é versátil, e onde ela pode ser aplicada. Acompanhe! O que é toxina botulínica? A toxina botulínica é uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Ela atua no bloqueio da acetilcolina, um neurotransmissor que faz a ligação entre os músculos e o cérebro. Assim, age paralisando os músculos da região, deixando a área relaxada, sem capacidade de contração. Tratamentos para rugas A prevenção e tratamento de rugas é a finalidade mais comum da toxina botulínica, dentro da área da estética. As rugas e linhas de expressão surgem no rosto por conta da diminuição da produção de colágeno e elastina, as substâncias que mantêm a sustentação da pele. Por volta dos 30 anos de idade, o ritmo de produção começa a diminuir naturalmente (e pode ser agravado por maus hábitos de vida, como sedentarismo, alimentação inadequada e falta de cuidado com a pele). Assim, a pele começa a apresentar marcas e sulcos, que geralmente são os primeiros sinais do envelhecimento. Portanto, a toxina botulínica age de duas formas: como prevenção e como correção. Preventivo A toxina botulínica pode ser utilizada na estética como um preventivo às rugas e sulcos. A recomendação é que o tratamento inicie por volta dos 30 anos, quando os primeiros sinais do envelhecimento surgem (mas a avaliação médica é essencial para estabelecer o melhor tratamento para cada pessoa). Quando iniciada de maneira preventiva, a toxina botulínica não deixa que as linhas de expressão se tornem rugas permanentes, prolongando a aparência jovem por muito mais tempo. Corretivo Pessoas que já apresentam rugas dinâmicas, que são aquelas que aparecem quando contraímos os músculos da face para falar ou sorrir, por exemplo, também podem se beneficiar da toxina botulínica. Nesses casos, a substância é aplicada nos locais onde as rugas estão instaladas. A substância age impedindo a contração do músculo, evitando assim que as rugas se formem. Esse efeito também deixa a pele esticada por mais tempo, atenuando a aparência das rugas gradualmente. A toxina botulínica pode ser aplicada nos pés de galinha, nas linhas da testa, na glabela e no bigode chinês, por exemplo. Tratamento da hiperidrose A hiperidrose, também conhecida como suor excessivo, é uma condição em que a pessoa apresenta um excesso de suor, principalmente nas axilas, palmas das mãos e testa. A toxina botulínica é uma ótima forma de tratar essa condição, já que sua ação bloqueia a ação das glândulas sudoríparas, diminuindo a produção de suor. O tratamento é muito eficaz nas axilas, testa e palmas das mãos; e tem uma duração média de 6 meses, sendo necessárias sessões de manutenção após esse período. Tratamento para bruxismo A disfunção que faz com que a pessoa fique apertando e rangendo os dentes durante o sono, conhecida como bruxismo, também pode ser tratada com a toxina botulínica. O seu efeito age sobre a capacidade de pressão da mandíbula, aliviando a força dos músculos responsáveis pela mastigação, diminuindo a pressão e o desgaste nos dentes. Toxina botulínica para sorriso gengival Quem tem sorriso gengival, costuma ter a autoestima bastante abalada por causa dessa condição. Essas pessoas tendem a exporem muito a gengiva quando sorriem, devido a uma elevação exagerada do lábio superior. Embora alguns casos só possam ser tratados através de cirurgia, a toxina botulínica é um método bastante efetivo para diminuir o sorriso gengival. Ela é aplicada nos músculos responsáveis pela elevação do lábio, fazendo com que ele não seja tão puxado para cima quando a pessoa sorri.
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Aplicação de Botox
09.04.2024
Dra. Anna Alencar
A aplicação de Botox (uma das toxinas existentes no mercado), tem se mostrado bastante eficiente no tratamento não somente da espasticidade (contração muscular permanente que pode levar ao encurtamento de músculos e tendões, deixando o paciente com uma postura anormal e dolorosa), em doenças neurológicas como paralisia cerebral (lesão em uma ou mais áreas do cérebro), AVC, Lesão Medular e nas distonias (contração involuntária de músculos em diferentes partes do corpo). A toxina botulínica, também é hoje, utilizada na migrânea (dor de cabeça que em geral, tem um componente de contraturas musculares da região do pescoço associada) e outras situações que envolvem dor. Como funciona a aplicação de Botox? A aplicação é feita através de injeção diretamente no músculo afetado, o que garante efeito mais localizado e reduz a incidência de efeitos colaterais , como ocorre no uso de medicamentos orais. A aplicação pode ser feita com auxílio de um eletroestimulador, ultrassom ou somente usando o conhecimento anatômico. Esta aplicação pode ser realizada no próprio consultório ou em casos de pacientes mais graves, no centro cirúrgico, com leve indução anestésica. A toxina botulínica age relaxando a musculatura e parece também estar relacionada a estimulação de regiões do cérebro que controlam a dor. Idealmente, deve ser seguida de procedimentos de reabilitação como a fisioterapia, terapia ocupacional e uso de órteses para que seu efeito seja mais eficaz e duradouro. Esse “relaxamento” acontece porque o Botox inibe a liberação de um neurotransmissor , a acetilcolina, que é responsável pela contração do músculo. A toxina botulínica se liga no receptor da célula e impede que a acetilcolina faça a contração do músculo. Este mecanismo também é o mesmo no tratamento de rugas . A quantidade de aplicação de Botox varia conforme o quadro do paciente e o músculo que está sendo tratado. É importante reforçar que no caso da espasticidade, nem sempre a presença dela, exige tratamento. Ela deve ser tratada quando gera dor , dificulta função ou induz ao desenvolvimento de deformidades. O profissional responsável faz uma avaliação, analisando o tipo de patologia, quais são as lesões e as dificuldades e, a partir dessas informações, monta-se um plano de tratamento que indicará a quantidade de toxina botulínica necessária. Benefícios da aplicação de Botox Com a aplicação de Botox, o paciente recupera parcialmente o movimento, adiando ou anulando a necessidade de cirurgia. Como a aplicação é feita diretamente no músculo através de pequenas agulhas, o efeito é localizado e tem poucas contra indicações. O efeito do medicamento é temporário, variando de acordo com cada paciente. A toxina botulínica pode ser reaplicada a cada 3 a 4 meses ,mas nem sempre isto é necessário. É importante a reavaliação médica para saber se e quando esta aplicação deve ser feita. É importante, também, combinar as aplicações com a reabilitação (sessões de fisioterapia ou outros) para que o sucesso do tratamento seja satisfatório.
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Fake News na Oncologia
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
Não bastasse o diagnóstico de um câncer já ser um evento impactante para boa parte dos pacientes; estes ainda se veem envoltos de opiniões, sugestões, dicas e testemunhos que, não raro, servem apenas para confundir suas cabeças. No universo da oncologia ou do câncer, existem dois grupos de ´Fake News´. O primeiro são aquelas informações fáceis e de origem duvidosa que propagam medidas para evitar o câncer ou apontam causas mirabolantes para sua gênese. O segundo grupo tem um alvo ainda mais vulnerável: o paciente portador de câncer. Para estes, a internet está repleta de opiniões e soluções “milagrosas” capazes não apenas de trazer alento, mas, em alguns casos, até de curar a doença. Vamos aos fatos. Quem nunca ouviu falar que os micro-ondas, tão úteis em nossas cozinhas, são capazes de provocar câncer? Quem nunca propagou correntes de grupos de mensagens que alertam para os perigos de se usar desodorante antes de dormir? Quem nunca resolveu tomar água, bicarbonato e meio limão espremido todo dia em jejum de manhã porque essa medida é capaz de inibir a formação de células cancerígenas? Bom, sinto desapontá-los, mas nenhuma dessas atitudes têm respaldo científico e, provavelmente, não impactará em nada em suas vidas. São incontestáveis os benefícios da rápida propagação de informações que a internet nos trouxe, mas é fundamental que tenhamos discernimento e busquemos aprofundar nosso saber antes de adotar medidas fúteis. A circulação de mensagens em aplicativos e redes sociais é veloz e costuma exercer rápida influência em quem as lê. Isso é especialmente verdadeiro para os pacientes portadores de câncer, já fragilizados com o diagnóstico e seu tratamento, em uma busca incessante para a cura. Estes são os mais vulneráveis e, não raro, nos deparamos nos consultórios com receitas caseiras e medidas inócuas que podem até trazer desconforto. Constantemente, essas informações têm como origem, amigos, vizinhos, familiares que, na irrefreável vontade de ajudar, terminam por propagar informações inverídicas. O paciente, por sua vez, frágil como está, questiona-se: como não acreditar? Por que esse alguém iria me mandar algo que não fosse verdade? Acreditem, a grande maioria dessas informações não passam de "Fake News". O “Dr.Google” é constantemente questionado sobre sintomas, diagnóstico e tratamento para o câncer. Em que pese, algumas das informações serem relevantes e verdadeiras; um amontoado de dados está disponível para que os pacientes se percam. Nesse sentido, o próprio gigante Google vem adotando medidas, há alguns anos, para verificar as informações que são publicadas e tentar reduzir o número de notícias falsas. Ainda assim, não param de se multiplicar sites e blogs com conteúdos contestáveis. Um dos tipos de fontes de ´Fake News´ mais frequentes são blogs de sobreviventes do câncer. Pacientes que enfrentaram com sucesso a doença, tornam-se ativistas e desavisadamente terminam por propagar falsos conceitos. Assim, é razoável que se lembre que a experiência individual de um paciente não necessariamente serve para os demais. Além disso, novas opções de diagnóstico e terapia surgem a cada dia e apenas o profissional especializado – o oncologista – é capaz de afirmar se uma determinada alternativa se encaixa para o seu caso. Primeiramente, o paciente precisa ser informado de que embora tenha um diagnóstico de câncer, cada câncer é de um tipo, evolui de forma diversa e possui tratamentos diferentes. Assim, conteúdos que são publicados em blogs, sites, correntes de mensagem e mesmo em publicações reconhecidas para o público leigo, como jornais e revistas, não se aplicam necessariamente para um paciente em específico. Uma consequência desses boatos e ´Fake News´ é a adesão a terapias alternativas (sabidamente incapazes de combater a doença) em detrimento dos tratamentos convencionais e estabelecidos. Como na oncologia a comunicação costuma ser pouco trivial entre o oncologista e seu paciente, informando constantemente notíciais difíceis, tentando traduzir os termos técnicos em algo descomplicado, os pacientes costumam fugir desse cenário e buscar alternativas. São conhecidos que trazem informações de produtos naturais, como chás ou ervas, pílulas milagrosas capazes de curar todo tipo de câncer ou qualquer coisa mais fácil do que quimioterapia. Embora o apelo seja fortíssimo, cabe-me lembrá-lo, caro leitor, que desconheço o real benefício de quaisquer alternativas que não tenham se originado em muita pesquisa. Assim, desconfie e discuta suas dúvidas com seu oncologista – único profissional habilitado para dirimir tais ´Fake News´.
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