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Benefícios da cirurgia metabólica para Diabetes tipo 2
22.04.2024
O diabetes do tipo 2 (DMT2) é uma doença crônica e progressiva, e sua incidência está aumentando de forma assustadora, nas últimas décadas. A Organização Mundial da Saúde calcula que 422 milhões de adultos sofriam de diabetes, em 2014, contra 108 milhões, em 1980. A medicina está dando uma nova chance às pessoas com diabetes tipo 2, a forma mais comum da doença, que afeta geralmente pessoas obesas ou com excesso de peso. Trata-se, então, da cirurgia metabólica, uma variação da bariátrica, usada na obesidade, a qual se consolida como uma alternativa para pessoas com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar a doença. A cirurgia metabólica e? o tratamento mais eficaz, para interromper a progressão da doença renal crônica precoce em pacientes com diabetes tipo 2. E? o que aponta uma pesquisa inédita, publicada na revista JAMA Surgery, uma das principais revistas científicas do mundo. O estudo randomizado – em que os grupos utilizados no experimento sa?o escolhidos de forma aleato?ria – seguiu uma rigorosa metodologia cienti?fica e e? o primeiro, no mundo, com o objetivo de comparar a cirurgia metabo?lica com o melhor tratamento medicamentoso para pacientes com Diabetes tipo 2 e obesidade leve (IMC – I?ndice de Massa Corporal entre 30 e 35). Segundo o cirurgião Ricardo Cohen, autor principal do estudo, ex-presidente da SBCBM e coordenador do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o diabetes é uma doença crônica e progressiva, e o paciente com lesão renal inicial, frequentemente, evolui para diálise ou para transplante renal, além de apresentar um alto risco de complicações cardiovasculares, como infarto e derrame (Acidente Vascular Cerebral – AVC). ? As doenças microvasculares sa?o aquelas que danificam pequenos vasos dos olhos (retinopatia), rins e nervos (neuropatia). Ja? os danos renais causados pelo diabetes demoram mais tempo a serem percebidos pelos pacientes. O monitoramento regular dos ni?veis de protei?na presentes na urina e? fundamental, para diagnosticar precocemente e evitar a evoluc?a?o das complicac?o?es renais que ocorrem no diabetes e que podem levar ao comprometimento total da func?a?o dos rins. A Gastrectomia Vertical, conhecida popularmente como Sleeve, é a segunda técnica cirúrgica mais realizada. Nesse procedimento, o cirurgião transforma o estômago em um tubo, com aproximadamente 100 ml de volume. É um procedimento que já é feito há mais de 20 anos, tem boa eficácia sobre o controle da hipertensão e de doenças dos lipídeos (colesterol e triglicérides) e provoca uma perda significativa de peso. Portanto, se você está passando por um problema igual a esse, não deixe de procurar ajuda de um profissional qualificado, para o ajudar a devolver a sua saúde à plenitude. ?

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A importância da fonoaudiologia no autismo
07.10.2020
O TEA (Transtorno do Espectro Autista) é um transtorno neurológico que afeta a interação social, a comunicação e o comportamento. Sabe-se que no TEA, as crianças podem apresentar movimentos repetitivos (esteriotipias) e interesse restrito (hiperfoco). Nos Estados Unidos, de acordo com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), 1 em cada 59 crianças é autista. Dentre as terapias indicadas estão a fonoaudiologia, a psicologia, a terapia ocupacional, a psicopedagogia, a psicomotricidade, a fisioterapia, entre outros. Além do acompanhamento neuropediátrico, psiquiátrico e nutricional. Ou seja, as crianças necessitam de acompanhamento interdisciplinar, visto que as demandas do TEA envolvem todas as áreas do desenvolvimento infantil, que incluem desde o planejamento motor, o comportamento, a aprendizagem, a socialização e a comunicação. Na prática, o que percebemos é que as famílias procuram inicialmente o fonoaudiólogo devido ao atraso de linguagem apresentado pela criança logo nos seus primeiros meses de vida. Em geral, os pais percebem um bebê muito silencioso, ou com fala restrita. Algumas vezes, até começam a falar, mas não evoluem ou regridem no repertório que possuem. Nas crianças com TEA, muitos pré-requisitos para que a fala erupcione funcionalmente estão afetados, entre eles: o contato visual, a atenção compartilhada e a imitação. A falha nesse “alicerce”, prejudica consideravelmente a comunicação da criança com o meio, acometendo sua socialização, podendo gerar sentimentos de frustração, e, consequentemente, a potencialização de comportamentos inadequados. É importante ressaltar que toda a equipe envolvida no acompanhamento tem papel fundamental no desenvolvimento das capacidades afetadas pelo transtorno. De “mãos dadas” a equipe impulsiona a criança a alcançar seu pleno desenvolvimento. As crianças com autismo podem apresentar comunicação verbal (quando falam) e não verbal (quando usam alguma estratégia para “se fazer entender!”). Temos que observar também se ela apresenta alguma comorbidade associada ao autismo, como por exemplo, a apraxia de fala. A terapia fonoaudiológica é individualizada e usa de inúmeras ferramentas para desenvolver as habilidades afetadas pelo autismo. Cada criança é única e a conduta a ser priorizada vai de acordo com suas potencialidades e dificuldades. O que se almeja na terapia é que sejam oferecidos à criança todos os recursos necessários para que sua comunicação plena seja alcançada. Muitas crianças com autismo, em especial as com maior grau do transtorno, são não verbais e, para elas, devem ser elaboradas estratégias de comunicação alternativa, no sentido de lhes possibilitar um canal de troca com o meio. O pecs (sistema de comunicação alternativa aumentativa) é um exemplo de grande eficácia na comunicação delas. As crianças com autismo apresentam inúmeros potencias e “portas” para que possamos ter acesso ao seu desenvolvimento. Basta que saibamos ser a “chave” correta para a abertura. A principal delas é o afeto e a confiança.

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A importância do acompanhamento nutricional na Cirurgia Bariátrica
19.08.2020
A obesidade é uma doença crônica não transmissível, que vem atingindo milhões de pessoas no Brasil e no mundo, aumentando os índices de comorbidades associadas a ela como, por exemplo, diabetes, hipertensão, esteatose hepática, apneia do sono, doenças ortopédicas, doenças cardiovasculares, dislipidemias, refluxo, gastrite, entre outras. Por esse motivo, atualmente, a cirurgia bariátrica tem sido o método mais eficaz para o controle dessa doença e suas consequências. As técnicas cirúrgicas mais utilizadas, hoje em dia, são a by pass e a gastrectomia vertical – sleeve. Após a operação, algumas mudanças acontecem no corpo e no metabolismo, independentemente da técnica utilizada, podendo surgir algumas deficiências de macro e micronutrientes. A importância da orientação nutricional do paciente que vai ser submetido à cirurgia bariátrica vai muito além da emissão do laudo ou só da primeira consulta. Esse acompanhamento é dividido em pré-operatório, pós-operatório e reeducação alimentar continuada. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCBM), o uso de suplementação é feito nos meses iniciais do pós-operatório. Através do acompanhamento com o nutricionista, o paciente saberá a forma e o tipo correto para utilizar. Em alguns casos, são feitas suplementações de nutrientes isolados, dependendo da carência do paciente. O obeso, devido a sua alimentação rica em gorduras e açúcares, e baixo aporte de vitaminas e minerais, na maioria das vezes, apresenta deficiências nutricionais, antes da cirurgia. Essas carências são corrigidas ainda no pré-operatório, para melhorar a recuperação e a cicatrização. Além disso, também é importante que haja uma mudança de hábitos, como a mastigação correta e a redução do consumo de alimentos industrializados. O paciente precisa entender as mudanças que vão ocorrer no seu corpo. Comumente, no consultório, surgem perguntas como “vou passar fome?” “vou ficar sem cabelo?” “vou ficar sem dente?”. Há uma gama de pessoas que acreditam que isso, de fato, pode acontecer após a cirurgia. Os profissionais da área da saúde, no entanto, entendem que esses questionamentos não passam de mitos. É muito importante que o paciente apresente compromisso e que mantenha o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar, sempre com orientações sobre alimentação, níveis de ansiedade e outros, podendo assim, prevenir problemas nutricionais futuros. A cirurgia bariátrica vem ajudando a trazer qualidade de vida para pessoas que não estavam mais dispostas a tentar outros métodos, mas é preciso entender que esse procedimento não é um milagre. Essa cirurgia necessita de atenção pós-operatória, por isso, é importante que o paciente esteja alinhado aos cuidados de um nutricionista.

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A longevidade dos implantes dentários
01.10.2020
A reposição de um ou vários dentes através de implantes dentários já é uma prática muito bem documentada, sendo uma rotina crescente nos consultórios odontológicos por apresentar alto índice de sucesso. O objetivo do implante é devolver a função mastigatória, estética e a autoestima do paciente. No passado, a preocupação desses pacientes e até mesmo dos próprios implantodontistas, era se o implante iria osseointegrar (ficar fixo no osso). Com o desenvolvimento da tecnologia, tanto do ponto de vista da evolução dos implantes, quanto do aprimoramento das técnicas cirúrgicas cada vez menos invasivas e com ferramentas de planejamento, esse fator deixou de ser uma preocupação. A partir disso, o mito de “rejeição” do implante foi deixado de lado. Atualmente, a maior missão dos profissionais é manter esses implantes saudáveis e aptos para desenvolverem sua função de mastigação. Mas afinal, o que o paciente precisa saber após concluir um procedimento de implante dentário? Da mesma forma que perdemos dentes naturais por falta de manutenção ou consultas preventivas, os implantes dentários também correm esse risco de forma silenciosa e sem apresentar nenhum desconforto. A necessidade das consultas com o seu dentista a cada seis meses é fundamental para avaliação clínica e radiográfica, com o objetivo de checar a presença de placa bacteriana, cálculo dental, profundidade de sondagem, sangramento, secreção purulenta, estabilidade oclusal (engrenagem dos dentes), estabilidade óssea (importante para manter os implantes fixos), estabilidade tecidual (gengiva que envolve os implantes) e estabilidade neuromuscular. Com esses parâmetros podemos diagnosticar precocemente qualquer alteração que possa comprometer a longevidade do tratamento. Os pacientes diabéticos não controlados e os fumantes precisam de acompanhamentos em intervalos de tempos menores, pois são mais suscetíveis a infecções. A manutenção diária, através dos acessórios de higienização, é fundamental para evitar acúmulo de biofilme (restos alimentares com bactérias em volta dos implantes). Isso porque essas placas bacterianas são responsáveis tanto pela inflamação da mucosa peri-implantar (mucosite), quanto pela perda óssea (peri-implantite), comprometendo a fixação e podendo causar a perda do implante. Portanto, é importante que o paciente não deixe de lado a realização do sonho de poder voltar a sorrir, falar e se alimentar bem, sem que isso se torne um pesadelo com grandes sequelas. A manutenção com um profissional é imprescindível para que ele desfrute de seu sorriso com saúde.

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Aneurisma da Aorta Abdominal. Uma doença grave e silenciosa.
18.08.2020
O aneurisma é uma dilatação localizada e permanente em uma parede arterial, que, a princípio, pode ocorrer em qualquer vaso sanguíneo, mas que afeta mais frequentemente a aorta abdominal, a maior artéria do organismo. Essa saliência geralmente ocorre na parte da aorta situada abaixo das artérias renais, podendo causar várias complicações, sendo que a mais temida, é o rompimento da parede da aorta, que resulta em sangramento intenso. Tal probabilidade varia conforme o tamanho do aneurisma: quanto maior seu diâmetro, maior o risco de ruptura. Felizmente, é possível tratar a condição antes de chegar a esse extremo, desde que, evidentemente, se saiba de sua existência. Estima-se que de 2% a 5% da população masculina com mais de 60 anos seja portadora dessa dilatação, embora a maioria a desconheça. Causas e sintomas Em geral, o aneurisma da aorta abdominal cursa em silêncio e acaba sendo percebido casualmente, por exames de rotina ou por exames complementares como a ultrassonografia. Na maioria dos casos, a alteração está relacionada com a doença aterosclerótica, ou seja, com a formação de placas de gordura – os ateromas – na parede interna dessa artéria e com a consequente degeneração de seus tecidos. Os fatores de risco ainda incluem hipertensão arterial, tabagismo, traumatismos, doenças inflamatórias da aorta, distúrbios hereditários do tecido conjuntivo que forma parte das paredes arteriais, e a sífilis. Vale lembrar que o envolvimento genético, uma vez que sua prevalência, é maior em famílias que já receberam esse diagnóstico. Exames e diagnósticos O diagnóstico de aneurisma da aorta pode ser feito em exame clínico. Ainda assim, é imprescindível a realização de algum método de imagem, os recursos usados para essa finalidade vão da ultrassonografia à angiotomografia abdominal. Lembrando que o mais comum é que a dilatação seja encontrada por acaso durante algum exame complementar para a pesquisa de alguma outra doença. Tratamento e prevenções Quando o aneurisma tem pequenas dimensões, a velocidade de seu crescimento pode ser acompanhada por exames de imagem periódicos, sem necessidade de cirurgia. Devem ser tratadas cirurgicamente o aneurisma da aorta abdominal com mais de 5 cm de diâmetro e também as que apresentarem uma evolução muito rápida. A cirurgia convencional, consiste na abertura da cavidade abdominal, retirada da porção dilatada da artéria, seguido da interposição de uma prótese sintética para reabilitação do fluxo sanguíneo. Há aproximadamente 30 anos, tem-se adotado a técnica endovascular, na qual a prótese sintética é introduzida na aorta através de uma pequena incisão na virilha, sendo esse método mais simples, permitindo assim uma recuperação mais rápida do paciente. Para maiores esclarecimentos procure sempre um Cirurgião Vascular.

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Aplicação de Botox
09.04.2024
A aplicação de Botox (uma das toxinas existentes no mercado), tem se mostrado bastante eficiente no tratamento não somente da espasticidade (contração muscular permanente que pode levar ao encurtamento de músculos e tendões, deixando o paciente com uma postura anormal e dolorosa), em doenças neurológicas como paralisia cerebral (lesão em uma ou mais áreas do cérebro), AVC, Lesão Medular e nas distonias (contração involuntária de músculos em diferentes partes do corpo). A toxina botulínica, também é hoje, utilizada na migrânea (dor de cabeça que em geral, tem um componente de contraturas musculares da região do pescoço associada) e outras situações que envolvem dor. Como funciona a aplicação de Botox? A aplicação é feita através de injeção diretamente no músculo afetado, o que garante efeito mais localizado e reduz a incidência de efeitos colaterais , como ocorre no uso de medicamentos orais. A aplicação pode ser feita com auxílio de um eletroestimulador, ultrassom ou somente usando o conhecimento anatômico. Esta aplicação pode ser realizada no próprio consultório ou em casos de pacientes mais graves, no centro cirúrgico, com leve indução anestésica. A toxina botulínica age relaxando a musculatura e parece também estar relacionada a estimulação de regiões do cérebro que controlam a dor. Idealmente, deve ser seguida de procedimentos de reabilitação como a fisioterapia, terapia ocupacional e uso de órteses para que seu efeito seja mais eficaz e duradouro. Esse “relaxamento” acontece porque o Botox inibe a liberação de um neurotransmissor , a acetilcolina, que é responsável pela contração do músculo. A toxina botulínica se liga no receptor da célula e impede que a acetilcolina faça a contração do músculo. Este mecanismo também é o mesmo no tratamento de rugas . A quantidade de aplicação de Botox varia conforme o quadro do paciente e o músculo que está sendo tratado. É importante reforçar que no caso da espasticidade, nem sempre a presença dela, exige tratamento. Ela deve ser tratada quando gera dor , dificulta função ou induz ao desenvolvimento de deformidades. O profissional responsável faz uma avaliação, analisando o tipo de patologia, quais são as lesões e as dificuldades e, a partir dessas informações, monta-se um plano de tratamento que indicará a quantidade de toxina botulínica necessária. Benefícios da aplicação de Botox Com a aplicação de Botox, o paciente recupera parcialmente o movimento, adiando ou anulando a necessidade de cirurgia. Como a aplicação é feita diretamente no músculo através de pequenas agulhas, o efeito é localizado e tem poucas contra indicações. O efeito do medicamento é temporário, variando de acordo com cada paciente. A toxina botulínica pode ser reaplicada a cada 3 a 4 meses ,mas nem sempre isto é necessário. É importante a reavaliação médica para saber se e quando esta aplicação deve ser feita. É importante, também, combinar as aplicações com a reabilitação (sessões de fisioterapia ou outros) para que o sucesso do tratamento seja satisfatório.

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Aprender a impor limites
28.10.2021
Às vezes, priorizamos as necessidades dos outros em detrimento das nossas e nos sentimos culpados quando dizemos “não” ao pedido de alguém. A culpa traz pensamentos como: “Se não fizer isso, serei uma péssima amiga”, “Sou uma pessoa egoísta”, “Acho que sou uma pessoa ruim por não ter ajudado”. Aprender a impor limites não significa defender a qualquer custo nossas opiniões e crenças, como se fossem imposições. Também não significa ser sincero o tempo todo, sem levar em consideração o que os outros pensam e sentem. Especificamente, impor limites significa informar às pessoas o que precisamos e queremos, fatores que podem ser diferentes do que os outros precisam e querem. Consiste em expressar o que queremos – e o que não queremos – sem esquecer as necessidades e os desejos dos outros, levando em consideração o que as pessoas pensam e sentem. Impor limites é estabelecer linhas com os outros (e conosco) que não devem ser cruzadas. Edward T. Hall e Robert Sommer, pioneiros no estudo do espaço pessoal, garantem que esses limites estabelecidos são mais do que um território físico. Trata-se de um lugar onde nos sentimos mental, física e emocionalmente protegidos, um refúgio onde ninguém pode nos agredir com seus comentários ou comportamentos. No entanto, em seus estudos, eles revelaram que é comum que essas fronteiras sejam ultrapassadas no nosso dia a dia, essas barreiras que nem sempre protegemos com a atenção e os recursos necessários para que não sejam derrubadas. Vamos ver o que nos limita e por que é tão importante impor limites. O que me trava na hora de impor limites? O que me limita ao impor limites e dizer “não” em alguns momentos? Provavelmente, o medo da rejeição desempenha um papel determinante. Por exemplo, quando um colega me pede ajuda, mas eu não quero ou não considero conveniente ajudar, o medo de que a relação possa se deteriorar é um fator que possivelmente vai me levar a ajudar, mesmo que não seja o que eu desejo. Às vezes, priorizamos as necessidades dos outros em detrimento das nossas e nos sentimos culpados quando dizemos “não” ao pedido de alguém. A culpa traz pensamentos como: “Se não fizer isso, serei uma péssima amiga”, “Sou uma pessoa egoísta”, “Acho que sou uma pessoa ruim por não ter ajudado”. Esses pensamentos costumam ser exagerados. Evidentemente, eu não sou uma pessoa ruim por não deixar meus planos de lado para fazer o que me foi pedido ou por priorizar os meus interesses. Não se trata de ser egoísta e se colocar acima dos outros, mas também não podemos nos colocar abaixo. É uma questão de equilíbrio. Ao mesmo tempo, não colocamos limites quando tendemos a assumir a responsabilidade de tudo, ao nos envolvermos em excesso nos problemas dos outros. É difícil dizer “não” porque tendemos a assumir a responsabilidade de tarefas que não são nossa responsabilidade. Por exemplo, ajudar os outros fazendo o trabalho que é deles quando eles mesmos poderiam fazer, resolver um problema de um amigo quando não cabe a nós fazer isso… Por que é tão importante aprender a impor limites? Conhecer a si mesmo Um dos benefícios quando se trata de impor limites tem a ver com o autoconhecimento. Para impor limites, é preciso ter um bom conhecimento sobre si mesmo e suas próprias necessidades. Consiste em estar sempre consciente do que você quer e do que você precisa. Pergunte a si mesmo: O que você quer? Do que você precisa? O que faz você se sentir confortável? Por sua vez, impor limites vai permitir que você se respeite mais, e na medida em que isso acontecer, os outros também vão te respeitar em função dos limites que você estabeleceu. Benefícios para a autoestima Impor limites provavelmente vai culminar em um aumento considerável da sua autoestima. Simplesmente pelo fato de falar sobre si mesmo e dar a você o lugar de que você precisa. Ao se sentir melhor consigo mesmo – e aumentar a sua autoestima – você vai perder o medo de se mostrar como você é. Por fim, você vai liberar a tensão contínua de ter que estar em alerta caso alguma coisa ou alguém ameace prejudicar a sua vulnerabilidade. Você vai se sentir livre para expressar suas necessidades independentemente de como os outros vão recebê-las, sem sentir culpa por não fazer o que os outros esperam que você faça. Aprender a estabelecer limites também é dizer “NÃO” quando temos vontade sem nos sentirmos obrigados a fazer o que os outros querem e precisam. Relações saudáveis e equilibradas Esta é uma forma de se relacionar com os outros de maneira saudável e equilibrada, sem que haja desequilíbrio e desigualdade quanto ao que cada um contribui para a relação. Você será capaz de mostrar aos outros como você quer que eles se comuniquem com você, e isso vai trazer muita satisfação pessoal. Assim, a frustração e o estresse diante da ausência de limites vão deixar de estar presentes nas suas relações. Ao conseguir respeitar seus limites e os dos outros, suas relações vão se tornar relações saudáveis e estáveis ao longo do tempo. O respeito poderá ser sentido nas suas relações, e ninguém se sentirá invadido pelo outro. Em suma, aprender a impor limites para os outros nos permite fortalecer e criar aspectos relacionados com o bem-estar pessoal. Isso nos possibilita identificar e delimitar adequadamente nossas próprias necessidades, nos fazendo ser protagonistas das nossas escolhas e gerando, assim, um senso de responsabilidade no palco de nossas vidas. Fonte: amenteemaravilhosa.com.br

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