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"Carmem Marinho"

Sofrimento Emocional: Uma Análise à Luz da Psicologia
15.07.2024
Dra. Carmem Marinho
O sofrimento emocional é uma experiência universal que afeta profundamente o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas. Apesar de ser uma resposta natural a diversos desafios da vida, compreender e abordar o sofrimento emocional é essencial para promover a saúde mental e o equilíbrio psicológico. Definindo Sofrimento Emocional Sofrimento emocional refere-se a uma condição de intenso desconforto psicológico, caracterizado por sentimento de tristeza, ansiedade, desespero, raiva ou medo. Esse estado pode ser desencadeado por eventos externos, como a perda de um ente querido, divórcio, desemprego ou traumas, bem como por fatores internos, como doenças mentais e desequilíbrios químicos no cérebro. Causas do Sofrimento Emocional 1. **Eventos Traumáticos:** Experiências traumáticas, como abuso, acidentes ou desastres naturais, podem deixar cicatrizes emocionais profundas, resultando em sofrimento prolongado. 2. **Perdas Significativas:** A morte de um ente querido, o fim de um relacionamento ou a perda de um emprego são eventos que frequentemente causam dor emocional intensa. 3. **Problemas de Saúde Mental:** Condições como depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e transtorno bipolar estão frequentemente associadas a altos níveis de sofrimento emocional. 4. **Estresse Crônico:** Situações prolongadas de estresse, como problemas financeiros, conflitos no ambiente de trabalho ou dificuldades familiares, podem levar ao esgotamento emocional. 5. **Fatores Biológicos:** Desequilíbrios neuroquímicos e predisposições genéticas também desempenham um papel significativo no sofrimento emocional. Manifestações do Sofrimento Emocional O sofrimento emocional pode se manifestar de várias formas, afetando tanto a mente quanto o corpo. Entre as manifestações mais comuns, destacam-se: - **Sintomas Psicológicos:** Tristeza profunda, desesperança, sentimentos de inutilidade, culpa excessiva, irritabilidade e ansiedade. - **Sintomas Físicos:** Distúrbios do sono, alterações no apetite, fadiga, dores de cabeça, dores musculares e problemas gastrointestinais. - **Comportamentos:** Isolamento social, abuso de substâncias, procrastinação, comportamento autodestrutivo e diminuição do desempenho em atividades diárias. - **Cognitivos:** Dificuldades de concentração, pensamentos negativos recorrentes, pessimismo e indecisão. Importância do Apoio Social Além da ajuda terapêutica, o apoio social desempenha um papel crucial na mitigação do sofrimento emocional. Amigos, familiares e grupos de apoio oferecem suporte emocional, compreensão e um sentido de pertencimento, que são essenciais para a recuperação e o bem-estar. Considerações Finais O sofrimento emocional é uma parte inevitável da experiência humana, mas com a compreensão adequada e as intervenções corretas, é possível encontrar alívio e construir resiliência. A psicologia oferece uma variedade de ferramentas e abordagens que podem ajudar indivíduos a navegar por esses períodos difíceis, promovendo a cura e o crescimento pessoal. Reconhecer e abordar o sofrimento emocional é fundamental para manter a saúde mental e alcançar uma vida equilibrada e satisfatória.

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O Suicídio na Abordagem Psicológica: Compreensão, Prevenção e Intervenção
01.06.2024
Dra. Carmem Marinho
O suicídio, um fenômeno complexo e multifacetado, representa um desafio significativo para a saúde pública e exige uma sensibilidade e abrangência por parte dos profissionais da área da saúde mental. A psicologia, em particular, desempenha um papel crucial na compreensão, prevenção e intervenção em casos de risco de suicídio. Compreendendo o Suicídio: A psicologia busca entender os fatores de risco associados ao suicídio, que podem incluir, entre tantos outros: - Fatores individuais a) Personalidade: excessivamente inteligente, isoladas, agressivas, sensíveis à crítica; b) Término de relacionamento; c) Pais com alguma psicopatologia; d) Dificuldades comportamentais; e) Tentativas prévias (histórico familiar); f) Eventos aversivos (abuso sexual, maus tratos); g) Qualidade do ambiente familiar (conflitos). - Sócio ambientais a) Vida escolar (bullying, pressão negativa de colegas, “desempenho escolar”); b) Perda de emprego; c) Consumo de álcool/drogas; - Desenvolvimento psicoemocional a) Maturidade psicossocial e habilidade de regulação emocional; b) Orientação para o futuro; c) Impulsividade; d) Resistir à influência de pares. Prevenção do Suicídio: A prevenção do suicídio envolve uma série de estratégias, incluindo: - Identificação da ideação: Profissionais de saúde mental precisam estar atentos aos sinais de alerta, como por exemplo, verbalização de pensamentos suicidas, pensamentos, conflitos, sentimentos, memórias, mudanças de comportamento, isolamento social, aumento do consumo de álcool ou drogas, impulsividade, humor deprimido, perdas próximas. - Avaliação do risco: Uma avaliação do risco de suicídio deve ser realizada, considerando fatores cognitivo, social e afetivo como, entre outros, histórico de tentativas anteriores, presença de transtornos mentais, acesso a meios letais e suporte social. - Plano de segurança: Em casos de alto risco, um plano de segurança deve ser elaborado em conjunto com o paciente, incluindo estratégias de enfrentamento, contatos de emergência e acesso a tratamento. - Promoção da saúde mental: A promoção da saúde mental na comunidade, incluindo o combate ao estigma associado aos transtornos mentais, é fundamental para a prevenção do suicídio. Intervenção em Casos de Suicídio: A intervenção em casos de suicídio requer uma abordagem individualizada e multidisciplinar, envolvendo psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e outros profissionais de saúde. O tratamento pode incluir: - Terapia: O psicoterapeuta deve ofertar suporte, apoio e ter empatia. - Medicação: Em alguns casos, medicamentos como antidepressivos e estabilizadores de humor podem ser prescritos para tratar os sintomas de transtornos mentais associados ao suicídio. - Apoio social: O apoio de familiares, amigos e grupos de apoio pode ser fundamental para a recuperação do paciente. Considerações Finais: O suicídio é um problema de saúde pública complexo e multifacetado que exige uma abordagem abrangente e colaborativa. A psicologia desempenha um papel crucial na compreensão, prevenção e intervenção em casos de risco de suicídio, oferecendo suporte e acolhimento para aqueles que são acometidos com pensamentos suicidas. É importante lembrar que o suicídio pode ser prevenido e que buscar ajuda é fundamental para superar essa crise. Se você ou alguém que você conhece está lutando com pensamentos suicidas, procure ajuda imediatamente. Ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) no número 188 ou busque o apoio de um profissional de saúde mental.

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