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"Dr. Gilberto Barreto"

SAÚDE SEXUAL MASCULINA: disfunção erétil
31.03.2021
Dr. Gilberto Barreto
A disfunção erétil (DE), popularmente conhecida como impotência sexual, é a incapacidade de ter ou de preservar uma ereção suficientemente consistente, para manter a relação sexual. Falhas eventuais, isoladas, decorrentes de cansaço, preocupação ou falta de atração pela parceira não constituem disfunção erétil, sendo reações naturais ao estresse de um dado momento ou a um desinteresse transitório. Geralmente, por falta de informação e por sentir-se envergonhado, o homem não desiste da relação sexual, mesmo falhando, na expectativa de se recuperar e de não ter sua autoimagem comprometida, gerando extremo sentimento de culpa. A disfunção erétil de origem emocional é mais frequente em jovens devido à insegurança, ao medo de falhar, à autoimagem negativa ou pode advir de algum conflito relacionado à orientação ou à identidade sexual. Nessas circunstâncias, o jovem acaba liberando altas concentrações de adrenalina na circulação, o que prejudica o preenchimento dos corpos cavernosos do pênis, ocasionando dificuldade ou perda de ereção. Por sua vez, a disfunção erétil de causa orgânica incide mais em homens de meia-idade em diante, podendo ser de origem psicogênica associada ou isolada. Constatada a disfunção, a evolução e o agravamento dependem de fatores emocionais. Autoestima abalada aumenta a fragilidade e a falta de confiança na recuperação e no desempenho. Assim como a maior parte dos problemas de fundo emocional, a DE também possui alguns sinais simples de serem detectados, como: ? Uso excessivo de pornografia; ? Vício em aplicativos e em sites de bate-papo e de encontro; ? Sentimento de ansiedade relacionado ao ato sexual; ? Capacidade de se satisfazer mais com o sexo virtual de que com o real; ? Quadros de depressão. O tratamento psicoterápico busca, dentre outros, identificar e trabalhar as resistências à intervenção médica, reduzir a ansiedade de desempenho e entender o contexto em que o paciente faz sexo. A eficácia da terapia depende de focar no prazer, reduzir a ansiedade, diminuir a ênfase no ato sexual e promover consciência das sensações sexuais. O foco da terapia sexual não deve ser só a melhora do desempenho, mas, principalmente, o conforto sexual e o prazer. Há casos em que a terapia sexual para disfunção erétil deve anteceder a terapia medicamentosa: jovens iniciando a atividade sexual, homens deprimidos, disfunção causada por abuso de substâncias ou relacionamento muito deteriorado. Por outro lado, a terapia medicamentosa é uma aliada à psicoterapia, a fim de fornecer confiança para o retorno à atividade sexual, além de recuperar rapidamente a ereção e, com isso, superar questões relacionais e psicológicas resultantes das falhas de ereção.

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Falta de libido: como tratar com a ajuda da psicoterapia?
27.03.2021
Dr. Gilberto Barreto
É normal, ocasionalmente, sentir dificuldade para se excitar antes ou durante o sexo. Quando esse problema se torna recorrente, no entanto, começa a afetar a autoestima, o humor e até o relacionamento. Muitas pessoas não sabem, mas a ausência de desejo sexual pode estar relacionada à saúde mental. Estresse, depressão e ansiedade são alguns dos fatores psicológicos que podem reduzir a vontade e o aproveitamento do sexo. A solução para esse problema tão frustrante pode ser encontrada na psicoterapia. Causas da falta de libido A redução da libido sexual não impacta somente a satisfação do sexo, mas também a convivência do casal e a saúde mental. A sexualidade é um elemento natural da existência humana e qualquer disfunção relacionada a ela pode resultar em estresse. A causa da redução repentina da libido merece ser investigada com atenção para que enfermidades graves sejam descartadas. A idade do indivíduo e o histórico de saúde influenciam a qualidade do impulso sexual. Para os mais velhos, a redução ou perda da libido normalmente está associada à diminuição na produção de hormônios e problemas na tireoide. Também pode ser um sintoma colateral do uso de determinados medicamentos. Do mesmo modo, hábitos nocivos para a saúde, como fumar e consumir álcool exageradamente, reduzem a qualidade da vida sexual, podendo levar à perda do desejo sexual. Já a causa mais recorrente entre indivíduos jovens e saudáveis é de origem psicológica. O jovem adulto pode estar no auge da saúde física, mas não conseguir controlar as suas emoções e sentimentos. Autoestima e estados de humor negativos podem causar a redução ou desaparecimento do desejo sexual. Uma pessoa que não tem mais interesse em encontros íntimos com o parceiro, envolvendo sexo ou não, deve se perguntar o porquê disso. Algumas respostas podem não estar ligadas ao relacionamento em si. Estresse no trabalho, preocupações financeiras, desgosto pela aparência, ansiedade descontrolada e até depressão podem atrapalhar a vontade de fazer sexo. Quando o apetite sexual desaparece repentinamente, é bem provável que a causa seja psicológica. Ainda assim, o médico deve ser consultado para descartar patologias físicas. Doenças renais e câncer, por exemplo, são enfermidades que afetam o desejo sexual. Se os exames não identificarem nenhum problema com o corpo, a questão provavelmente será resolvida com o tratamento da saúde mental. Como a saúde mental afeta o desejo sexual? Para despertar o apetite sexual, as pessoas precisam de toques, conversas picantes, imaginação e fantasias. Quando não se está bem emocionalmente, entregar-se para esse “ritual” não é tão prazeroso. A pessoa deprimida tende a se isolar, estar com humor desanimador e ficar quieta em seu canto devido à fadiga que debilita o corpo. Já a pessoa que não consegue administrar altos níveis de ansiedade não consegue relaxar, está com o pensamento longe durante a relação sexual e fica desconfortável facilmente. Uma palavra interpretada de maneira errada pode ser o suficiente para deixá-la apreensiva. O estresse, em especial, atrapalha diversas funções fisiológicas. O aumento de cortisol no organismo eventualmente pode refletir na resposta ou no desempenho sexual. Quando isso acontece, o homem ou a mulher ficam frustrados e, consequentemente, mais estressados. Assim, adentram um ciclo sem fim em que estresse gera mais estresse. O sexo é um ato de amor, prazer e relaxamento. As pessoas dedicam-se somente ao ato sexual quando os seus níveis de excitação estão normais. Ou seja, não são distraídas por devaneios desagradáveis ou preocupações com o corpo. Qualquer perturbação na saúde mental pode causar distração durante o sexo e o desregulamento do funcionamento do organismo. Os incômodos psicológicos e emocionais não incomodam somente a mente. Eles também impactam a saúde física e podem ser os responsáveis pelo surgimento de doenças psicossomáticas. A falta de libido repentina e recorrente não deve ser encarada com frustração, raiva ou desgosto. Ter problemas sexuais pode soar como o fim do mundo, mas é preciso ter calma ao constatar a existência de disfunções e buscar tratamento. É Através de muita conversa, reflexão, autoconhecimento e, sobretudo, modificação de comportamentos nocivos, o paciente eventualmente consegue sanar as pendências emocionais que afetam o corpo na terapia. Para recuperar a libido, é preciso saber qual fator está interferindo na vida sexual. É depressão, estresse, insônia, ansiedade ou pânico? Existem muitos transtornos que passam despercebidos pelos próprios pacientes. Embora eles possam experimentar alguns sintomas de vez em quando, não conseguem identificá-los e conectá-los ao desequilíbrio do bem-estar emocional. Não raro as pessoas concluem que uma atitude, pensamento ou emoção atípica é, na verdade, obra delas mesmas. Pensam ser uma parte adormecida da personalidade e, assim, seguem sem buscar respostas para os seus desconfortos emocionais. Se o conjunto de comportamentos, emoções e pensamentos não resultar em felicidade e satisfação na vida diária, algo está errado. O estado emocional ideal é o de contentamento com o cônjuge, os relacionamentos, o trabalho e os demais componentes da vida. A terapia é onde as pessoas podem buscar alívio emocional e, consequentemente, reviver o apetite sexual. Para isso, o paciente possui três opções viáveis: Terapia sexual O estigma de falar sobre os problemas na cama motiva o silêncio. Há quem nem chega a procurar um médico para investigar se está fisicamente doente ou não! O psicólogo dedicado a ajudar pessoas com questões relacionadas à sexualidade humana é chamado de sexólogo. Ele possui o conhecimento necessário para orientar pacientes sobre suas vidas sexuais e tratar emoções e sentimentos nocivos. Na consulta com esse profissional, os tabus e a vergonha estão proibidos! O paciente é livre para falar sobre os fatores que o incomodam durante o sexo. É a imagem corporal? É o desinteresse pelo parceiro? É a falta de prazer? Todas as informações íntimas serão mantidas em sigilo, conforme preza o acordo de privacidade estipulado entre paciente e psicólogo. Terapia Individual Se o paciente preferir focar em outras áreas que necessitam de ajuda psicológica urgente, pode buscar a terapia individual. O foco dessa modalidade são os problemas expostos pelo paciente. Esses podem ter relação com qualquer coisa: carreira, família, relacionamento afetivo, amizades, insegurança, desânimo, falta de perspectiva de vida, entre outros. Ao tratar as principais questões emocionais e psicológicas que geram sofrimento, o corpo físico deixa de sofrer a ação da saúde mental debilitada. O tratamento pode ser longo, mas certamente irá ajudá-lo a ter uma vida sexual mais prazerosa. Terapia de casal Desentendimentos conjugais podem ser a causa da falta de libido. Nesse caso, a terapia de casal é mais eficiente para abordar questões da vida a dois. O psicólogo dessa modalidade faz a mediação entre o casal para minimizar brigas e conflitos durante as consultas. Assim, a conversa é conduzida com tranquilidade e ambos têm espaço para expor as suas queixas. A terapia de casal também pode ser a solução para quem está em um relacionamento debilitado, mas deseja consertar a relação com o cônjuge. Fonte: Tatiana Pimenta Gilberto Gomes Barreto Filho CRP 13/9034 GILBERTO BARRETO - Psicologia Clínica CRP - PJ/0161

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TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA
12.04.2021
Dr. Gilberto Barreto
Vamos falar sobre o TAG? Transtorno de Ansiedade Generalizada. A ansiedade é um sentimento natural, que costuma surgir quando vivenciamos situações que provocam estresse, medo ou apreensão. Ficar ansioso em resposta a um evento específico é tão normal quanto sentir medo, tristeza, felicidade ou irritação. Na verdade, a ansiedade pode até ser benéfica em algumas situações, pois ela nos deixa mais alerta e preparados para enfrentar situações de perigo. Já a ansiedade como distúrbio psiquiátrico é algo completamente diferente. Dizemos que o paciente tem um transtorno de ansiedade quando o seu quadro de preocupação é prolongado, intenso e incontrolável, a ponto de atrapalhar as suas atividades pessoais e profissionais. Frequentemente, essas crises de ansiedade surgem sem uma causa aparente ou justificável, caracterizado por medo, apreensão, mal-estar, desconforto, insegurança, estranheza do ambiente ou de si mesmo e, muito frequentemente, pela sensação de que algo desagradável está para acontecer. CAUSAS Tal como ocorre com muitas doenças psiquiátricas, as causas exatas do transtorno de ansiedade generalizada não são totalmente compreendidas. Alguns fatores significativos são. ? Traumas na infância, ? abusos, ? abandono de um dos pais, ? bullying, ? morte de um ente querido, ? interrupção do uso de uma substância química viciante, ? divórcio ou ? desemprego são alguns dos eventos que podem ajudar desencadear um quadro de TAG. Alguns tipos de personalidade também estão mais associados a um risco maior de desenvolver TAG, incluindo pessoas muito tímidas ou que apresentam um temperamento negativo, com irritação, falta de paciência e tristeza frequentes. SINTOMAS A preocupação excessiva e persistente é considerada a principal característica do transtorno de ansiedade generalizada, mas não é o único sintoma que o paciente apresenta. Os sintomas comuns do TAG podem ser divididos em psicológicos e físicos. psicológicos ? Incapacidade de relaxar a mente. ? Inquietação. ? Irritação fácil. ? Medo frequente. ? Sensação de estar no seu limite. ? Dificuldade de concentração. ? Sensação de que a mente frequentemente “dá um branco”. ? Medo de tomar decisões por receio de errar. ? Ficar estressado quando está indeciso. ? Ficar preocupado por estar preocupado demais. ? Sempre imaginar desfechos negativos para qualquer situação. É comum que o paciente fique excessivamente preocupado com questões que são pouco racionais, como ficar constantemente com medo de haver um terremoto, incêndio em casa ou que algum familiar vá desenvolver uma doença grave a qualquer momento. físicos ? Cansaço. ? Tensão muscular. ? Tremor. ? Palpitação. ? Assustar-se facilmente. ? Insônia. ? Suores. ? Enjoos. ? Sintomas da síndrome do intestino irritável. ? Dor de cabeça, também estão presentes no transtorno de ansiedade generalizada que, geralmente, é uma doença crônica, cuja gravidade flutua ao longo do tempo. A doença costuma iniciar-se de forma gradual, podendo levar meses, ou até anos, para que o quadro clínico completo se estabeleça. Os pacientes que apresentam outros distúrbios psiquiátricos associados, tais como síndrome do pânico, fobia social ou depressão, costumam apresentar um prognóstico pior, com mais dificuldade de retornar a uma vida produtiva. Pacientes com TAG têm um maior risco de desenvolverem depressão, doenças cardíacas, problemas digestivos e abuso de substâncias químicas, como o álcool, por exemplo Tratamento consiste em medicação e psicoterapia para que consiga ter qualidade de vida e resultados efetivos no tocante a funcionalidade diária. Faça terapia, você não está sozinho

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SAÚDE SEXUAL MASCULINA: Falta de libido
22.06.2021
Dr. Gilberto Barreto
É normal, ocasionalmente, sentir dificuldade, para se excitar, antes ou durante o sexo. Quando esse problema se torna recorrente, no entanto, começa a afetar a autoestima, o humor e até o relacionamento. Muitas pessoas não sabem, mas a ausência de desejo sexual pode estar relacionada à saúde mental. Estresse, depressão e ansiedade são alguns dos fatores psicológicos que podem reduzir a vontade e o prazer sexual. A redução da libido sexual não impacta somente a satisfação do sexo, mas também a convivência do casal e a saúde mental. A causa da redução repentina da libido precisa ser investigada com atenção, para que enfermidades graves sejam descartadas. A idade do indivíduo e o histórico de saúde influenciam a qualidade do impulso sexual. Para os mais velhos, a redução ou a perda da libido normalmente está associada a fatores, como: diminuição da produção de hormônios, problemas na tireoide, sintoma colateral do uso de alguns medicamentos. Ainda, hábitos nocivos para a saúde, como fumar e consumir álcool exageradamente, reduzem a qualidade da vida sexual, podendo levar à perda do desejo sexual em qualquer idade. Já a causa mais recorrente entre indivíduos jovens e saudáveis é de origem psicológica. O jovem adulto pode estar no auge da saúde física, mas não conseguir controlar as suas emoções e os sentimentos. Nesses casos, autoestima e estados de humor negativos podem causar a redução ou o desaparecimento do desejo sexual. Aspectos, como estresse no trabalho, preocupações financeiras, desgosto pela aparência, ansiedade e até depressão podem atrapalhar a vontade de fazer sexo. Quando o apetite sexual desaparece repentinamente, é bem provável que a causa seja psicológica. A falta de libido repentina e recorrente não deve ser encarada com frustração, com raiva ou com desgosto. Ter problemas sexuais pode soar como o fim do mundo, mas é preciso ter calma ao constatar a existência de disfunções e buscar tratamento. A terapia sexual é onde se encontra alívio emocional e, consequentemente, recupera-se o apetite para o sexo, além de desconstruir o estigma de falar sobre o assunto, o qual acaba motivando o silêncio e a tristeza. O psicólogo dedicado a ajudar pessoas com questões relacionadas à sexualidade possui o conhecimento necessário, para orientar pacientes sobre suas vidas sexuais e para tratar emoções e sentimentos nocivos. Na consulta com esse profissional, os tabus e a vergonha estão proibidos! O paciente é livre, para falar sobre os fatores que o incomodam durante o sexo, questões relacionadas à imagem corporal, o desinteresse pela parceira, a falta de prazer ou disfunções sexuais específicas. Todas as informações íntimas serão mantidas em sigilo, conforme preza o acordo de privacidade estipulado entre paciente e psicólogo, e o código de conduta ética profissional.

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Transtorno de Personalidade Narcisista
11.10.2021
Dr. Gilberto Barreto
Transtorno de personalidade narcisista (TPN), é um caracterizado por sentimentos exagerados de auto importância, uma necessidade excessiva de admiração e uma falta de compreensão dos sentimentos dos outros. As pessoas afetadas muitas vezes passam muito tempo pensando em alcançar poder ou sucesso ou sobre sua aparência. Eles, muitas vezes, se aproveitam das pessoas a seu redor. O comportamento normalmente começa na idade adulta, e ocorre em uma variedade de situações. A causa do transtorno da personalidade narcisista é desconhecida. O diagnóstico é feito por um psiquiatra ou psicólogo. Requer um manejo especializado, tendo em vista que a terapia é muitas vezes difícil, pois as pessoas com o distúrbio, frequentemente, não consideram ter um problema. Acredita-se que cerca de 1% das pessoas sejam afetadas em algum momento de sua vida. Parece ocorrer mais frequentemente em homens que mulheres, e afeta mais jovens que as pessoas mais velhas. A personalidade foi descrita pela primeira vez em 1925, por Robert Waelder, enquanto o nome atual da condição entrou em uso em 1968. A causa do narcisismo patológico ainda é escasso. Entretanto está claro que há o envolvimento direto dos componentes da personalidade habitual: constituição corporal, temperamento e caráter. Pacientes com narcisismo apresentam sintomas como sensibilidade a críticas ou derrotas, aliadas a sensação de humilhação, degradação e vazio interno. Já em alguns casos a reação pode ser de desdém, raiva ou agressividade. Existe, ainda, um esforço enorme para se mostrar humilde a fim de esconder sua grandiosidade. As relações interpessoais são comprometidas pelos problemas resultantes da presunção, da necessidade de admiração e do relativo desrespeito pela sensibilidade alheia. O desempenho pessoal pode ser perturbado em virtude da intolerância a críticas ou derrotas. De forma resumida, podemos citar os sintomas do narcisismo da seguinte maneira: • Sentimento de grandiosidade • Necessidade de admiração • Falta de empatia • Fantasias irreais de sucesso • Senso de serem únicos e superiores • Intolerância a críticas • Exagero de suas habilidades • Sentimentos de autoridade • Necessidade de atenção e tratamento especial • Arrogância • Egocentrismo • Sérias distorções em suas relações internas com outras pessoas Outro aspecto importante é que esses pacientes, mesmo tendo um prejuízo, muitas vezes apresentam condições financeiras elevadas e bons cargos não sendo uma regra a presença de dificuldade laboral. Os critérios de diagnósticos devem estar presentes de maneira persistentes desde adolescência para que o especialista possa dizer realmente que o paciente tem transtorno de personalidade narcisista. Em geral, é preciso que ao menos cinco das características abaixo estejam presentes para a conclusão de um caso de narcisismo: • Sentimento grandioso da própria importância (por exemplo, exagera realizações e talentos, espera ser reconhecido como superior sem realizações comensuráveis • Preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza ou amor ideal • Crença de ser "especial" e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas (ou instituições) especiais ou de condição elevada • Exigência de admiração excessiva • Sentimento de intitulação, ou seja, possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às suas expectativas • Explorador em relacionamentos interpessoais, isto é, tirar vantagem de outros para atingir seus próprios objetivos • Ausência de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias • Frequentemente sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia • Comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes. Não existe um tratamento farmacológico específico para o narcisismo. O que se faz é o uso de medicamentos para tratamento dos transtornos concomitante ao quadro. Em geral, é feita psicoterapia em que se trabalha as formas como o paciente enxerga a si mesmo e ao outro, autocompaixão e relacionamentos interpessoais, sobretudo, investigação sobre sua história, desenvolvimento, família, trabalho e relacionamentos afetivos, para que possa melhor compreender o significado do sucesso; consciência de limites e perspectiva dos outros.

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Aprender a impor limites
28.10.2021
Dr. Gilberto Barreto
Às vezes, priorizamos as necessidades dos outros em detrimento das nossas e nos sentimos culpados quando dizemos “não” ao pedido de alguém. A culpa traz pensamentos como: “Se não fizer isso, serei uma péssima amiga”, “Sou uma pessoa egoísta”, “Acho que sou uma pessoa ruim por não ter ajudado”. Aprender a impor limites não significa defender a qualquer custo nossas opiniões e crenças, como se fossem imposições. Também não significa ser sincero o tempo todo, sem levar em consideração o que os outros pensam e sentem. Especificamente, impor limites significa informar às pessoas o que precisamos e queremos, fatores que podem ser diferentes do que os outros precisam e querem. Consiste em expressar o que queremos – e o que não queremos – sem esquecer as necessidades e os desejos dos outros, levando em consideração o que as pessoas pensam e sentem. Impor limites é estabelecer linhas com os outros (e conosco) que não devem ser cruzadas. Edward T. Hall e Robert Sommer, pioneiros no estudo do espaço pessoal, garantem que esses limites estabelecidos são mais do que um território físico. Trata-se de um lugar onde nos sentimos mental, física e emocionalmente protegidos, um refúgio onde ninguém pode nos agredir com seus comentários ou comportamentos. No entanto, em seus estudos, eles revelaram que é comum que essas fronteiras sejam ultrapassadas no nosso dia a dia, essas barreiras que nem sempre protegemos com a atenção e os recursos necessários para que não sejam derrubadas. Vamos ver o que nos limita e por que é tão importante impor limites. O que me trava na hora de impor limites? O que me limita ao impor limites e dizer “não” em alguns momentos? Provavelmente, o medo da rejeição desempenha um papel determinante. Por exemplo, quando um colega me pede ajuda, mas eu não quero ou não considero conveniente ajudar, o medo de que a relação possa se deteriorar é um fator que possivelmente vai me levar a ajudar, mesmo que não seja o que eu desejo. Às vezes, priorizamos as necessidades dos outros em detrimento das nossas e nos sentimos culpados quando dizemos “não” ao pedido de alguém. A culpa traz pensamentos como: “Se não fizer isso, serei uma péssima amiga”, “Sou uma pessoa egoísta”, “Acho que sou uma pessoa ruim por não ter ajudado”. Esses pensamentos costumam ser exagerados. Evidentemente, eu não sou uma pessoa ruim por não deixar meus planos de lado para fazer o que me foi pedido ou por priorizar os meus interesses. Não se trata de ser egoísta e se colocar acima dos outros, mas também não podemos nos colocar abaixo. É uma questão de equilíbrio. Ao mesmo tempo, não colocamos limites quando tendemos a assumir a responsabilidade de tudo, ao nos envolvermos em excesso nos problemas dos outros. É difícil dizer “não” porque tendemos a assumir a responsabilidade de tarefas que não são nossa responsabilidade. Por exemplo, ajudar os outros fazendo o trabalho que é deles quando eles mesmos poderiam fazer, resolver um problema de um amigo quando não cabe a nós fazer isso… Por que é tão importante aprender a impor limites? Conhecer a si mesmo Um dos benefícios quando se trata de impor limites tem a ver com o autoconhecimento. Para impor limites, é preciso ter um bom conhecimento sobre si mesmo e suas próprias necessidades. Consiste em estar sempre consciente do que você quer e do que você precisa. Pergunte a si mesmo: O que você quer? Do que você precisa? O que faz você se sentir confortável? Por sua vez, impor limites vai permitir que você se respeite mais, e na medida em que isso acontecer, os outros também vão te respeitar em função dos limites que você estabeleceu. Benefícios para a autoestima Impor limites provavelmente vai culminar em um aumento considerável da sua autoestima. Simplesmente pelo fato de falar sobre si mesmo e dar a você o lugar de que você precisa. Ao se sentir melhor consigo mesmo – e aumentar a sua autoestima – você vai perder o medo de se mostrar como você é. Por fim, você vai liberar a tensão contínua de ter que estar em alerta caso alguma coisa ou alguém ameace prejudicar a sua vulnerabilidade. Você vai se sentir livre para expressar suas necessidades independentemente de como os outros vão recebê-las, sem sentir culpa por não fazer o que os outros esperam que você faça. Aprender a estabelecer limites também é dizer “NÃO” quando temos vontade sem nos sentirmos obrigados a fazer o que os outros querem e precisam. Relações saudáveis e equilibradas Esta é uma forma de se relacionar com os outros de maneira saudável e equilibrada, sem que haja desequilíbrio e desigualdade quanto ao que cada um contribui para a relação. Você será capaz de mostrar aos outros como você quer que eles se comuniquem com você, e isso vai trazer muita satisfação pessoal. Assim, a frustração e o estresse diante da ausência de limites vão deixar de estar presentes nas suas relações. Ao conseguir respeitar seus limites e os dos outros, suas relações vão se tornar relações saudáveis e estáveis ao longo do tempo. O respeito poderá ser sentido nas suas relações, e ninguém se sentirá invadido pelo outro. Em suma, aprender a impor limites para os outros nos permite fortalecer e criar aspectos relacionados com o bem-estar pessoal. Isso nos possibilita identificar e delimitar adequadamente nossas próprias necessidades, nos fazendo ser protagonistas das nossas escolhas e gerando, assim, um senso de responsabilidade no palco de nossas vidas. Fonte: amenteemaravilhosa.com.br

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Saúde Mental: Avaliação Psicológica
08.09.2022
Dr. Gilberto Barreto
Saúde Mental: Avaliação Psicológica Você sabia que a Avaliação Psicológica é usada em diversos procedimentos na vida do indivíduo? Por exemplo: contratação em uma empresa, para tirar a carteira de motorista, para porte de armas, para profissionais de vigilância e segurança pública ou privada ou até mesmo para submissão a cirurgias bariátricas, vasectomia, laqueadura de trompas ou resignação de gênero. Trata-se de um processo que se dá através de alguns instrumentos como testes, entrevistas, análise de dados e observações, cujo principal objetivo é avaliar a saúde mental de indivíduos, que pretenda se submeter a determinados procedimentos definitivos. Este processo denomina-se avaliação Psicológica, sendo o psicólogo o único profissional habilitado por lei para exercer esta função (CFP 007/2003). Questões como: inteligência, personalidade, emoção, percepção, memória e personalidade, podem ser medidas na avaliação psicológica. Em alguns casos é solicitada por um órgão, por exemplo, no momento de uma pessoa querer tirar sua carteira de habilitação ou pelo próprio individuo interessado, desde em conhecer suas aptidões para o mercado de trabalho até sua condição de gênero. Neste sentido, atuamos com os seguintes processos: • Porte, posse e manuseio de armas de fogo; • Exercício da atividade de segurança públicas (policiais) e privadas (vigilantes); • Contratação de funcionários para empresas e/ou órgãos públicos; • Submissão a cirurgias bariátricas, vasectomia, laqueadura de trompas e resignação de gênero; • Perícias Psicológicas Judiciais e/ou extrajudiciais; Para o caso de porte, porte e manuseio de armas, o motivo é simples. Sempre quando uma pessoa solicita algo que pode colocar em risco sua vida e de outras pessoas, é normal a realização de uma Avaliação Psicológica. Nesse caso, o indivíduo deve demonstrar que tem condições psicológicas para possuir ou portar um instrumento que sem colocar em risco sua integridade física e a de outras pessoas. Quando vamos ser admitidos em um trabalho, é necessário saber se a pessoa possui características que coincide com a vaga apresentada. Ou ainda quanto se pretende passar por processos definitivos como laqueadura de trompas e resignação de gênero. Uma avaliação para prova, geralmente é feita no mesmo dia. No entanto se é uma avaliação diagnóstica o procedimento pode ser mais longo e levar algumas sessões com duração de 50 minutos cada uma para melhores resultados. Por exemplo TDAH – Transtornos do Déficit de Atenção e Hiperatividade ou Transtornos de personalidade: TOD – Transtorno Opositor Desafiador, TPB – Transtorno de Personalidade Borderline, TEI – Transtorno Explosivo Intermitente. Através da avaliação é possível obter respostas que podem auxiliar o indivíduo a resolver problemas internos e externos, manter melhor relacionamento com o mundo e descobrir-se como pessoa, com a intenção de sempre melhorar a autoestima e a maneira em que se relaciona com o mundo exterior.

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Saúde Sexual: Adolescentes Transgêneros, como compreendê-los?
15.09.2022
Dr. Gilberto Barreto
Na adolescência o indivíduo começa a se perguntar quem ele é, do que gosta e o que quer. Na busca por essas respostas, os jovens geralmente se entregam a muitas e diversas experiências, é comum encontrarmos jovens que mudam frequentemente de opinião, de grupo de estilo de roupas, dentre outros. Eles estão experimentando diferentes modelos e formas de ser e viver para, assim, encontrar quem são. Nesse período o jovem começa a ver o mundo além dos muros de sua casa familiar, eles expandem seus horizontes e deparam-se com mundos novos, seja nos livros, na internet, nas ruas ou mesmo dentro de seu próprio ser (que agora começa a se diferenciar significativamente da forma de ser e pensar de seus pais). Nessa trajetória de autoconhecimento, a identidade de gênero, bem como a orientação sexual, vem se tornando uma questão cada vez mais frequente. Afinal, o que significa identidade de gênero e indivíduo trans? Tradicionalmente, a questão de gênero é tratada considerando apenas homens e mulheres cisgêneros (“cis”): indivíduos que nascem com a genitália masculina e se identificam como homens e indivíduos que nascem com a genitália feminina e se identificam como mulheres. Ou seja, cisgêneros são pessoas cuja identidade de gênero corresponde ao gênero que lhe foi atribuído ao nascer a partir de suas características físicas biológicas. E, identidade de gênero é como o indivíduo se reconhece, se vê, se sente e se define – homem ou mulher. Porém, quando falamos hoje da questão de gênero, estamos ampliando o conceito tradicional já que o mundo contemporâneo vem se tornando cada vez mais inclusivo. Aqui, apresentamos o termo transgêneros (“trans”). A ele definimos como indivíduos que possuem uma identidade de gênero diferente do sexo em que nasceram. Simplificando: o corpo e a mente não estão sintonizados. Desse modo, uma pessoa que possui o sexo biológico masculino, mas a sua identidade de gênero é feminina, a chamamos de mulher trans. Se alguém que nasce com o sexo biológico feminino, mas a sua identidade de gênero é masculina, ele é chamado de homem trans. Ressalta-se aqui que alguns indivíduos transexuais buscam procedimentos de redesignação do sexo, incluindo intervenções cirúrgicas e tratamentos hormonais. Nem todos buscam tais medidas, elas não são um requisito para o reconhecimento da identidade de gênero, elas podem ou não fazer parte da transição física de transexuais e transgêneros. Identidade de gênero e adolescência Com a internet muitas pessoas têm encontrado respostas para perguntas nunca respondidas. Por isso, não se deve considerar que o adolescente está embarcando em uma modinha ou está se deixando levar por algo que leu. Ele pode simplesmente ter encontrado uma resposta simples para uma batalha interna que nem ele sabia que estava vivendo. Embora se fale muito na palavra empatia, às vezes, é difícil criar esse ambiente entre os nossos familiares. Então, o primeiro passo para ajudar o adolescente a entender esse processo é escutá-lo, é se colocar no lugar dele, é não o julgar e tentar ser um porto seguro nos momentos de conflito. Se ele não encontrar isso em casa, dificilmente encontrará em outro espaço. E é fundamental também a empatia para com os familiares que estão tendo que lidar, pela primeira vez e sem “repertorio social”, com a transgeneridade. Social e culturalmente essa é uma questão muito nova no mundo ocidental contemporâneo e geralmente muito desafiadora para a geração dos pais, tios, avôs, professores, patrões etc. dos jovens trans. Lembrando que ter empatia não é concordar com a visão, postura e comportamento do outro, mas entendê-lo a partir do ponto de vista desse outro. Pais e filhos precisam de um espaço para serem ouvidos e acolhidos em seus conflitos e angústias. É no espaço de escuta empática e não julgadora que podemos entender e conviver melhor com o outro, que às vezes pensa, sente e é muito diferente de nós. Não é um tema fácil, uma interação fácil, uma comunicação fácil. É, antes de tudo, um desafio não só individual e familiar (entre pais e filhos), mas coletivo (das instituições, como escolas e locais de trabalho por exemplo, e dos valores morais sociais). Importante dizer que a identidade de gênero é uma questão que se apresenta fortemente ao indivíduo na adolescência, mas não é só nessa fase da vida. Estudos apontam que esta questão pode aparecer ao indivíduo em qualquer momento, seja aos dois anos de idade, no final da primeira infância (por volta dos 6 anos), na vida adulta ou na velhice.

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SAÚDE SEXUAL MASCULINA: Compulsão sexual
22.09.2022
Dr. Gilberto Barreto
Qualquer adulto com vida sexual ativa e sadia consegue lidar adequadamente com a sua vontade de se relacionar com alguém. Mas nem todo mundo pode controlar seus impulsos e acaba se tornando refém deles, sobretudo os de cunho sexual. A compulsão sexual pode ser vista como uma tendência descontrolada para ações que envolvam física e mentalmente o sexo, como: se masturbar excessivamente, ter vários parceiros sexuais, ver bastante pornografia ou mesmo pensar constantemente sobre o assunto, com tendência a aumentar esse comportamento com o tempo. Está ligado, em grande parte, à ansiedade, bem como outros distúrbios obsessivos compulsivos. Consequentemente, o compulsivo sexual enfrenta dificuldades em se concentrar no que não envolve a ideia de sexo. Nesse caminho, se mostra vulnerável a ter problemas familiares, de relacionamentos e no trabalho. A doença pode ser ignorada porque está diretamente ligada ao prazer e isso, no começo, não parece ser ruim. Graças a isso que o compulsivo convive com o problema durante anos antes de procurar ajuda e perceber a gravidade. É comum que essa etapa somente aconteça quando a vida social está profundamente destruída por sua conduta. Como ela se desenvolve? Os gatilhos para o surgimento da compulsão sexual podem começar em um momento distante do passado do doente. O histórico da compulsão na família com outros membros, como pais e irmãos, pode afetar diretamente o indivíduo. Sem contar a dependência em álcool e/ou drogas, abrindo portas para novos vícios. Além disso, o próprio relacionamento familiar problemático pode gerar sequelas ao campo sexual do paciente. Não obstante, o contato prematuro do sexo com adultos na infância pode deixar marcas profundas. Todos os elementos acima citados são capazes de alimentar desajustes psicológicos, levando a pessoa a procurar amortecedores no prazer sexual. E esses mesmos eventos psíquicos são capazes de fazer alterações nos neurotransmissores cerebrais, mudando a química do cérebro. Isso é bastante comum de acontecer na adolescência e início da fase adulta. Características Quando se conhece de perto a compulsão sexual fica muito mais fácil identificá-la em si e nas pessoas próximas. Ainda que seja algo extremamente prazeroso, é preciso levar em conta que se trata de uma postura gradativamente destrutiva. Suas características primárias se concentram em: • Tolerância sexual : práticas sexuais cada vez mais frequentes e intensas. • Abstinência: Caso passe muito tempo sem sexo o indivíduo sente mal-estar físico e mental. • Sexo mais valioso do que as pessoas: Alguns procuram se ocupar mais tempo com o sexo do que com o convívio com as pessoas próximas. • Tarefas e pessoas começam a ser prejudicadas: O desempenho no trabalho ou nos relacionamentos pode se alterar negativa e rapidamente. Tratamento O tratamento para a compulsão sexual pode ser feito em conjunto com psicólogo e psiquiatra. Ambos trabalharão os aspectos da mente e corpo, a fim de dar ao paciente mais autonomia sobre seus impulsos. Na psicoterapia é possível recuperar um grande controle sobre o seu comportamento. Com o passar do tempo o indivíduo terá a sua composição interna aprimorada para que consiga lidar com sua impulsividade. Basicamente, é ensinado a enxergar a situação sozinho, compreender e lidar com suas ações no cotidiano.

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Terapia sexual: o que é, quando procurar e como funciona
29.09.2022
Dr. Gilberto Barreto
A terapia sexual é um tipo de terapia projetada para ajudar indivíduos e casais a abordar fatores médicos, psicológicos, pessoais ou interpessoais que afetam a satisfação sexual. Dessa forma, o objetivo da terapia sexual é ajudar as pessoas a superarem os desafios físicos e emocionais, que as impedem de ter um relacionamento satisfatório e uma vida sexual prazerosa. Através da terapia sexual, você pode abordar assuntos como as preocupações sobre a função sexual, os sentimentos sexuais e a intimidade do casal, seja na terapia individual, terapia familiar ou na terapia de casal. Uma vida sexual satisfatória, é saudável e natural. A intimidade física e emocional são partes essenciais do bem-estar. Quando a disfunção sexual ocorre, é difícil ter essa vida sexual satisfatória. Dessa forma, esse tipo de terapia pode ser eficaz para indivíduos de qualquer orientação sexual e gênero. A terapia sexual pode ajudá-lo a reformular seus desafios sexuais e aumentar sua satisfação sexual. Por isso, neste artigo você encontrará: De forma simples, a sexologia refere-se ao estudo científico da sexualidade humana. O estudo científico do sexo e da sexualidade, remonta ao período clássico grego no mundo ocidental e, ainda mais cedo, no mundo oriental. Ao longo da história, a ênfase no estudo da sexologia tendeu a se concentrar nos resultados do sexo, e não na experiência da sexualidade. Áreas focais específicas para o estudo da sexologia, priorizaram principalmente a reprodução humana e a saúde sexual como tópicos de aprendizado e pesquisa. O estudo do amor, emoções sexuais, relacionamentos humanos, resposta sexual humana, comportamento sexual criminoso, função sexual, prazer e realização sexual foram empreendimentos relativamente recentes no estudo científico da sexualidade. O Que É Terapia Sexual? A terapia sexual é um tipo de terapia focada em melhorar a vida sexual e tratar as disfunções sexuais, como ejaculação precoce, ejaculação tardia, disfunção erétil, falta de interesse ou excitação sexual e o sexo doloroso (vaginismo e dispareunia). Além disso, a terapia sexual trabalha as mudanças de hábito, como aprender a lidar com problemas impostos por interesses sexuais atípicos, como a chamada parafilia, que é a experiência intensa de excitação sexual por objetos, situações, fantasias e comportamentos anormais. Pessoas transgênero também podem obter orientações na terapia sexual, para que o processo de transição seja acompanhado de perto com um profissional. Ainda, a libido ou a sexualidade altamente hiperativa, falta de confiança sexual, recuperação de abuso sexual e questões sexuais relacionadas ao envelhecimento, doença ou incapacidade, também podem ser abordadas na terapia sexual. Para Quem É Destinada A Terapia Sexual? A terapia sexual se destina a qualquer pessoa, homem ou mulher, que tenha alguma dificuldade ou algum problema sexual, como algum tipo de desconforto, dor, ou alguma inconsistência no funcionamento sexual. Dessa forma, a terapia sexual é indicada a pessoas que, por ventura, identifiquem alguma dificuldade no ato sexual. Essa dificuldade pode ser física – dificuldade para que o ato se concretize ou uma dificuldade psíquica, como por exemplo quando há a presença de ansiedade ou medo diante da situação. terapia sexual como funciona Como Funciona Uma Sessão De Terapia? A terapia sexual é como qualquer tipo de psicoterapia. Nela, você trata a condição falando de suas experiências, preocupações e sentimentos. Juntamente com seu terapeuta, você desenvolve mecanismos de enfrentamento para ajudar a melhorar suas respostas no futuro, para que você possa ter uma vida sexual mais saudável. A cada sessão, seu terapeuta trabalhará para que você possua um melhor gerenciamento sobre suas preocupações que podem estar levando à disfunção sexual. Toda terapia, incluindo a sexual, é um ambiente de apoio e confiança. Desse modo, na terapia sexual, destina-se proporcionar conforto e incentivo à mudança. Se o seu terapeuta suspeitar que a disfunção que você está enfrentando é resultado de uma preocupação sexual física, ele poderá encaminhá-lo a um médico especialista. Qual É A Duração Das Sessões? Isso depende de como o terapeuta as conduz, qual é o seu estilo de abordagem e disposições. Entretanto, as sessões podem durar de 30 a 50 minutos. O terapeuta pode aconselhá-lo a ter sessões semanais ou com menos frequência, como uma vez por mês, por exemplo. Quais São Os Benefícios Da Terapia Sexual? Como todos os outros tipos de terapia, seu objetivo é tratar problemas emocionais e comportamentais. No tratamento, o terapeuta ajuda o paciente a refletir sobre seus problemas, encontrando novos meios de lidar com eles. Com isso, o indivíduo pode promover mudanças profundas no seu modo de pensar, e melhorar sua vida significativamente. Sendo assim, a terapia sexual também traz outros benefícios, como: Desenvolve Objetivos Apropriados Muitas das causas ocultas das várias disfunções sexuais existentes, podem ser simplesmente motivadas pela idade do paciente, e isso pode ser tratado durante o aconselhamento. Sendo assim, cada caso terá uma solução específica. Dessa forma, objetivos serão estabelecidos para que a experiência sexual melhore, de acordo com as necessidades da pessoa. Explora Fantasias Sexuais O terapeuta sexual pode ajudar o paciente a explorar suas fantasias sexuais em um espaço seguro, além de manter o controle para preservar o que é fundamental e impedir que o verdadeiro foco da conversa se perca no caminho. Além disso, o terapeuta também pode recomendar dicas e atividades que auxiliam na preservação do bem-estar sexual. terapia sexual e fantasias Ensina A Prática Da Atenção Plena A prática da atenção plena é sobre ensinar o cérebro a ser menos defensivo e mais capaz de ouvir e responder ao que está acontecendo. Também pode torná-lo mais receptivo à conexão genuína e mais presente física e emocionalmente, levando a uma melhor conexão sexual. Dessa maneira, a prática da atenção plena melhora o fluxo de informações entre os sentidos e a consciência. Explora Formas Alternativas De Expressão Sexual A expressão sexual pode incluir atitudes como massagem sensual (chamada de massagem tântrica), masturbação mútua, brinquedos que melhoram o sexo e posições sexuais alternativas. Ajuda No Enfrentamento Do Tédio Sexual As vezes, um casal de longa data pode cair em uma rotina sexual monótona, o que pode esfriar o desejo. A causa desse tédio sexual pode ser o excesso de trabalho, a falta de tempo, problemas financeiros e muita preocupação com os filhos, por exemplo. O terapeuta pode apontar soluções que façam o clima esquentar novamente. Quando Procurar Um Terapeuta Sexual? Há várias razões pelas quais uma pessoa pode optar por procurar aconselhamento sexual, porém, ela é mais frequentemente recomendada para pessoas cuja qualidade de vida seja afetada por problemas na sexualidade. Além disso, pessoas que tenham problemas com a intimidade dentro de um relacionamento, independente da idade ou sexo, também podem procurar a ajuda da terapia sexual. Adolescentes confusos ou preocupados com questões sexuais, também podem procurar a ajuda de um terapeuta sexual em alguns casos. Em certas situações, as pessoas participam da terapia sexual a curto prazo (embora em alguns casos, seja necessária uma abordagem contínua ou a longo prazo do aconselhamento). Sendo assim, um plano de tratamento específico dependerá fortemente das necessidades individuais da pessoa ou do casal em terapia. Quais São As Disfunções Sexuais Tratadas Pela Terapia? Sabe-se que casos de disfunção sexual são muito comuns, afinal, homens e mulheres relatam experimentar pelo menos algum tipo de disfunção durante a vida. Por isso, podem estar entre essas disfunções: disfunção erétil; baixa libido; falta de interesse sexual; ejaculação precoce; baixa confiança; falta de resposta ao estímulo sexual; incapacidade de atingir o orgasmo; libido excessiva; incapacidade de controlar o comportamento sexual; pensamentos sexuais angustiantes e fetiches sexuais indesejados. terapia sexual de melhorias Os Benefícios Da Terapia Sexual Para O Relacionamento O fato de uma pessoa iniciar uma relação com outra, e o funcionamento sexual seguir muito bem, não quer dizer que essa situação será mantida para sempre. Portanto, procurar um profissional mesmo estando bem sexualmente, pode ser interessante, já que algumas orientações que partem do terapeuta podem garantir benefícios para a qualidade da vida sexual. Entre esses benefícios, estão: a melhora na comunicação do casal; dias mais harmoniosos; a melhora na saúde física de ambos; aumento da confiança e aumento da intimidade. Quais São Os Compromissos Com O Processo Psicoterapêutico? Um terapeuta sexual o ouvirá descrever seus problemas e avaliará se a causa provavelmente é psicológica, física ou uma combinação dos dois. Dessa maneira, por ser uma conversa tão íntima, a sessão de terapia é extremamente confidencial, sendo esse o principal compromisso do psicoterapeuta com o paciente. Entretanto, mesmo que você possa consultar um terapeuta sexual sozinho, se o seu problema também afetar o seu parceiro(a), talvez seja melhor que os dois compareçam. Conversar e explorar suas experiências ajudará você a entender melhor o que está acontecendo e quais são os motivos. Além disso, o terapeuta também pode lhe dar exercícios e tarefas para fazer com seu parceiro(a) no tempo livre, tornando essas atividades compromissos importantes para o sucesso da terapia. medicamentos Uso De Medicações No Tratamento Da Terapia Sexual Mesmo que não seja muito comum, há casos em que medicações facilitadoras são indicadas, como medicamentos para a capacidade eretiva, no caso dos homens e, por vezes, para as mulheres, medicações de naturopatia, que melhoram condições de desejo e aumentam o nível de testosterona. Há casos de mulheres que possuem problemas de lubrificação, então há, necessariamente, a prescrição de hormônio para que o problema seja solucionado. Muitas vezes, também é feita uma avaliação médica. Dessa forma, quando medicamentos são recomendados, essa prescrição não parte de terapeutas sexuais e psicólogos, somente quando o terapeuta sexual também for médico. Dicas Para Melhorar A Relação Sexual Aqui estão algumas dicas comuns para ajudar qualquer paciente a viver momentos de bem-estar sexual. 1. Faça Atividades Físicas O treinamento aeróbio também pode auxiliar no desempenho sexual. Corridas, natação, ciclismo, pular corda ou qualquer atividade física que promova adaptações no sistema cardiorrespiratório – respeitando o nível de condicionamento de cada praticante, é extremamente benéfico para a vida sexual. Dessa forma, ambos se mantêm saudáveis e com o bom funcionamento dos sistemas relacionados com o sexo. Nesse caso, refere-se ao sistema cardiovascular, endócrino e nervoso-central. 2. Busque O Autoconhecimento A busca pelo autoconhecimento também carrega consigo um desenvolvimento de autoestima, que é uma área mais ampla e genérica. Logo, conhecer o próprio corpo, sem dúvida alguma, ajuda a melhorar o desempenho sexual, pois você aprende a entender quais são os pontos mais sensíveis e prazerosos do seu corpo. terapia sexual e conhecimento 3. Identifique Compatibilidade Com Seu Parceiro(A) Na hora da escolha de parceiros é sempre importante que as pessoas identifiquem a compatibilidade. Não só em relação a questão do funcionamento sexual, mas também em termos de comunicação, de interesse e diálogo, porque o sexo não começa no momento em que as pessoas vão para a cama. Ele começa a partir do momento em que você olha a outra pessoa com admiração, com vontade e com desejo. 4. Busque Ajuda Profissional Buscar ajuda profissional e começar a fazer terapia só lhe trará benefícios! Esqueça qualquer tipo de preconceito ou medo, e se permita experimentar enxergar a vida, seus conflitos e alegrias, com outros olhos. Sem dúvida alguma, você começará a perceber as melhorias ao longo das sessões e não se sentirá arrependido se escolher um bom profissional e se engajar de verdade no processo terapêutico. É Possível Fazer Terapia Sexual Online? A sexualidade é uma parte essencial da identidade humana. As dificuldades sexuais vão direto ao cerne do relacionamento de um indivíduo. Por isso, se você deseja iniciar a terapia sexual mas prefere que ela seja realizada remotamente, não pense duas vezes! É possível sim, fazer terapia sexual online – tanto individualmente, quanto junto ao seu parceiro(a). Desse modo, se você está tendo problemas no quarto, a terapia sexual online também pode ajudar, afinal, os terapeutas sexuais são treinados para ajudar indivíduos e casais a melhorar sua satisfação no momento do sexo. Assim sendo, se você estiver passando por maus momentos em relação à sua vida sexual, considere iniciar esse tipo de terapia.

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